Tanto se fala em propósito, mas afinal, sabemos realmente o que é isso? No texto da Parada Criativa de hoje, a Fabi nos ajudou a esclarecer um pouco mais sobre este assunto. Vale a pena a conferir e refletir sobre o assunto.

 

Tanta gente escreve e fala sobre propósito! Nunca entendi direito o que é – às vezes acho que tenho, outras me esqueço dele.

Recentemente a palavra começou a insistir em aparecer nos livros que eu lia, nas entrevistas que eu assistia, em todo lugar. Comecei a anotar os aprendizados e reflexões, que hoje compartilho aqui com vocês, como uma colcha de retalhos: com cores que nem sempre combinam entre si, e por isso é bela.

Começo com Marcelo Cardoso, do Instituto Integral Brasil. Ele mencionou em uma entrevista para a CBN que o Hospital John Hopkins conduziu uma pesquisa que provou algo muito interessante: as pessoas que têm propósito na vida vivem mais. Ok, isso a gente já imaginava. Mas o que me surpreendeu é  que estas pessoas vivem mais do que aquelas que não têm propósito e também vivem mais do que aquelas que cuidam bem da própria saúde. Ou seja, se cuidamos da nossa saúde e ainda temos propósito, ganhamos dois propulsores de longevidade.

Propósito é sobre as estradas que escolhemos percorrer. Se escolhemos as asfaltadas e planas, vamos andar mais rápido, mas não aprenderemos muita coisa, já que o aprendizado está nos desafios (vencidos ou não). Se escolhemos as estradas muito esburacadas, podemos  ficar tão concentrados em não cair nos buracos, que perdemos a paisagem. Que estradas estamos escolhendo? Quase tudo é escolha. E em cada escolha há várias renúncias.

Propósito é também sobre o jeito que estamos percorrendo estas estradas. Pagando algum preço alto demais? Abrindo mão de algo valioso demais? Quem tem propósito não negligência o que mais importa. Renuncia algumas coisas, mas nunca o que o faz realmente feliz.

Propósito nãé sobre a velocidade do percurso – isso se chama prazo. Importante para capa de revista: “Como Ser Milionário Até os 25 Anos”. Vamos combinar aqui que somos nós que imprimimos o ritmo. Quer correr, corre. Quer andar, anda. Quer parar, para. Mas nada disso é propósito.

Propósito nãé sobre sua chegada – isso é meta. Eu acho bom ter metas. Escolhidas por nós, com base no que nos faz felizes, e no que faz feliz quem nós amamos. Não aquelas banais impostas pela sociedade. Querer conhecer Machu Picchu pode ser uma meta sua. De que forma você vai ganhar dinheiro para realizar essa meta, e do que você não quer abrir mão para isso fazem parte do seu propósito.

Sergio Chaia define propósito como “a forma pela qual você quer ser lembrado”.  Um jeito de construir a própria biografia com um propósito pode ser possível se primeiro conhecermos nossos próprios talentos. O que eu faço muito bem? Com que dons eu nasci? Não importa quais são estes dons: cozinhar, organizar coisas, orientar carreiras, dar palestra, costurar, ensinar um idioma. Depois de definidos, podemos pensar em como colocar estes dons a serviço de pessoas que precisam. Não uma vez na vida, mas como parte da nossa rotina, pois tem de virar um hábito.

Também descobri que propósito nãé sobre ser reconhecido pelos outros como alguém “Do Bem” – isso é ego. A notícia ruim é que mesmo que façamos o bem, se usarmos a boa ação para nos promovermos, para sermos aclamados como generosos, deixa de ser um propósito. Torna-se só mais um item para potencializar nossa vaidade. Posso ser apreciado pelas coisas que faço. Mas se meu objetivo é a apreciação do outro, preciso fazer sem alarde da próxima vez.

A personagem Ifemelu, do ótimo livro Americanah (de Chimamanda Adichie), diz que tudo isso tem a ver com o que temos consumido e sobre o que tem nos consumido. Um bom exercício é listar o que mais consumimos. Comida saudável? Séries no Netflix? Maquiagem? Redes Sociais? Cerveja? Roupas? Depois, é pensarmos sobre quais desses itens têm nos consumido. Quais gostamos tanto que nos deixamos dominar? O que consumimos para nos sentirmos inteiros, felizes e íntegros? E o que consumimos para fugir ou esquecer de algo que não suportamos mais?

E, para finalizar a colcha de retalhos, descobri Philippe Petit, um equilibrista francês que ficou famoso por sua caminhada entre as Torres Gêmeas em 1974. Ele aprendeu com seu treinador que a maioria dos equilibristas caem e morrem nos últimos três passos, justamente na hora em que acham que já “chegaram lá”.

Quanto mais pesquiso, mais acho profundo o tema. Sigo aprendendo. Parafraseando Os Varandistas, ter  propósito deve ser um jeito bom de se deixar viver.

 

Fonte: http://www.mundorh.com.br/voce-sabe-o-que-e-ter-proposito/


Com o cenário atual não poderíamos deixar de abordar um assunto que talvez não receba a devida importância no dia a dia da sociedade em geral: a ética. Hoje o Chico preparou para a Parada Criativa um texto que fala exatamente sobre isso, e como a falta da ética prejudica (e muito) a situação vivida.

 

Há uma crise ética no Brasil. Estamos passando por tempos sombrios, em que a ética vem sendo colocada cada vez mais em segundo plano, não só em casos extremos que presenciamos todos os dias nos noticiários, mas também em situações menores do nosso dia a dia, e que nos habituamos a presenciar a todo momento.

 

Não é difícil perceber que a questão da ética (ou a falta dela) está na raiz dos grandes problemas do país. De um lado, pelo desvirtuamento que a corrupção gera no processo decisório e até mesmo no cotidiano das pessoas. E do outro, pelo desequilíbrio que a busca exacerbada por ganhos – mesmo que traga perdas e danos aos outros – acaba gerando.

Ética não é um simples normativo de regras previamente consensuadas, que ditam o que é aceitável e o que não é. Vivenciar o compromisso com a ética deve ser um exercício coletivo de pensar e refletir, sempre, sobre as atitudes humanas e suas consequências, para todos e para o todo. Sempre!

 

Faz sentido criar estratégias que tiram vantagem da ignorância ou da inocência do ser humano? Vale a pena explorar veladamente os mais fragilizados? Faz algum sentido crescer por crescer, gerando desequilíbrios que possam enfraquecer todo o ecossistema, tornando-o cada vez mais vulnerável?

 

É preciso mudar, e já. E, para isso, nunca foi tão eminente, neste contexto cada vez mais conectado em que vivemos, um resgate da ética e dos valores existenciais do ser humano. Precisamos promover reflexões e ações que reforcem que a vivência da ética está diretamente relacionada à escolha pelo bem comum, direcionando ações excludentes do que seria a falta ética no dia a dia de nossa sociedade, do mundo dos negócios e, principalmente, do nosso ambiente politico.

 

Questões como essas devem ser amplamente discutidas. Sem o domínio desse assunto, continuaremos estagnados e a crise continuará instaurada.

 

A educação tem um grande poder de transformar a realidade ao nosso redor, e aprender é o primeiro passo para a transformação. Hoje, mais do que nunca, é preciso levar conteúdo de qualidade para quem está disposto a aprender. Conhecer, estudar e adquirir os meios para formar sua opinião, posicionar-se. Se a ética é um exercício coletivo, o segundo passo é o de compartilhar, promovendo a troca desse conhecimento com as pessoas mais próximas.

 

Cada atitude individual – em todas as suas formas – tem uma influência no coletivo. Somos exemplos uns para os outros e é preciso, de fato, assumir essa responsabilidade.

 

A sociedade precisa se pautar pelos valores que busquem o bem comum, deixando a ignorância das soluções de “mão única”, compreendendo que o grande desafio está no desenvolvimento de relações que sejam sadias e duradouras.

 

É tempo de transformar o mundo em que vivemos, e as suas relações. Empodere-se, e comece já!

 

Fonte:http://adnews.com.br/adarticles/e-preciso-mudar-e-ja.html 


Ver, ouvir, sentir e pressentir. Essas quatro habilidades podem fazer uma grande diferença tanto no ambiente de trabalho quanto em nossa vida pessoal, e é esta a abordagem da Parada Criativa que a Vane trouxe para nós. Aproveite a leitura!

 

VER o que não está à vista.
OUVIR o que não é falado.
SENTIR o que está oculto.
PRESSENTIR o que o tempo trará.

Quatro importantes habilidades para qualquer profissional de comunicação e das demais áreas de humanas, capazes de transformar a qualidade de vida de centenas, milhares ou até milhões de pessoas, e de transformar o lucro puro do mercado capitalista convencional em benefícios para a sociedade no mercado capitalista em transformação para socialmente responsável.

Não basta ser um executivo de sucesso, com careira meteórica, de estagiário a diretor, de empregado a empresário. Frente às reservas naturais se esgotando, aos fanatismos e dualismos espalhados pelo globo que levam à violência, às intolerâncias de gênero, etnia, credo, posicionamento político que levam ao sofrimento, não podemos ficar apenas pensando em fazer dinheiro para as empresas e para nós, sem levar em consideração a sociedade em que estamos inseridos.

Precisamos ter claro que cada um de nós, as pessoas que conhecemos, colegas, amigos, família, todos os que estão nos “seis graus de separação” são, também, responsabilidade nossa, do nosso trabalho. E não é necessário dizer que a maior parte das pessoas não mostra, não fala, não demonstra o que está errado, o que está fazendo com que sofram, e muito menos conseguem antever, prognosticar o quanto isso pode piorar e prejudicar a todos e cada um.

Então, é obrigação nossa, como profissionais graduados nas áreas de humanas, em especial os relações públicas que circulam e convivem com maior proximidade nos diferentes níveis hierárquicos, estar atentos e aprimorarmos diariamente essas quatro habilidades: VEROUVIRSENTIR e PRESSENTIR. Dessa forma, podemos transformar silêncios em vozes, dores em diagnósticos, erros em acertos, intransigências em diálogos, sofrimento em crescimento.

Assim, muito além de obtermos sucesso pessoal, estaremos exercendo o talento de transformar a pura e simples produtividade e lucro em sustentabilidade e responsabilidade com os indivíduos, a humanidade e o futuro do planeta. A empatia é “um toque de Midas” que transforma a atividade de RP em um tipo de ouro de valor imensurável.

Se você não tem esse talento nato, busque formas de desenvolvê-lo em cursos, workshops, dinâmicas, vivências, jogos comportamentais, exercitando as habilidades de VER, OUVIR, SENTIR E PRESSENTIR. Dê espaço à sua sensibilidade, à sua capacidade de observação, de ler nas entrelinhas, nas expressões faciais, na modulação das vozes, nas trocas de olhares, nos movimentos voluntários e involuntários.

Sua vida vai mudar e o seu trabalho, usando a empatia, vai mudar o mundo.

 

Fonte: http://blogrp.todomundorp.com.br/2017/07/talento-que-transforma-o-mundo-empatia/


O texto que a Mari trouxe hoje para a Parada Criativa fala sobre a culpa que muitas vezes sentimos e que acaba nos botando para baixo. O texto é curtinho e vale muito a pena a leitura!

 

Bom dia, tripulação!

Recentemente uma carta escrita pela Vida caiu do céu diretamente no meu colo, e nela estava escrito:

Querido Humano,
Sentir culpa não serve para nada.
Nada. Nada mesmo.
Era só isso.

Beijos,
Senhora Vida

Obs.: Não se esqueça de comprar pão.

Assim que li essa carta, logo discordei dela – a culpa serve para uma coisa, sim!

Ela te ajuda a se sentir miserável. Bem miserável.

Você anda se sentindo culpado?

Seja por não estar criando as coisas de um jeito tão bom quanto gostaria, ainda não ter conquistado o que você almeja ou qualquer outro motivo do gênero?

A culpa não vai te ajudar a chegar mais perto de nada disso.

Ela pode se aproximar de você, inclusive, como uma forma íntima de auto-vingança.

Sim, auto-vingança! Porque internamente, você pode estar querendo se vingar de si mesmo por não estar vivendo de acordo com suas alta expectativas, então você se pune e se maltrata.

O que, ironicamente, não nos ajuda e só tende a nos afundar mais e mais.

Cá entre nós – não tenho dúvidas que você consegue criar coisas maravilhosas. Só que precisamos aprender a respeitar o ritmo da vida, porque a natureza não dá saltos.

A vida é lenta e não se importa com o fato da gente estar com pressa, por isso se a gente se propor a sermos pacientemente ativos no dia-a-dia, tudo se encaixa com o tempo. 🙂

Tenha um ótimo dia, bloqueiem o pedido de amizade da Culpa no seu Facebook e continue navegando! ⚓

 

Henrique Lira – Fundador do ICONIC e pirata nas horas vagas

 

Via: E-mail Marketing ICONIC


Para a Parada Criativa da semana a Nick trouxe um assunto que reflete muito o que estamos vivendo atualmente, vale a pena a leitura e reflexão!

 

Desde tempos remotos personalidades como Sócrates, Darwin, Russell, Santo Agostinho e até  Thomas Jefferson, entre outros, tem alertado a humanidade sobre o a ignorância e as suas características.

 

“Só sei que nada sei” de Sócrates (o filosofo grego).

À medida que vamos acumulando experiência sobre um assunto, vamos

percebendo o quanto ainda temos para aprender sobre ele.

 

“Charles Darwin disse que “a ignorância gera mais

frequentemente confiança do que o conhecimento”.

Isto é, quanto menos sabemos de um determinado assunto maior

a tendência para pensarmos que sabemos tudo.

 

No século XX, o filósofo inglês Bertrand Russell escreveu:

“O problema com o mundo é que os estúpidos são excessivamente

confiantes, e os inteligentes são cheios de dúvidas”

É um pouco o reverso da medalha do que disse

Santo Agostinho com “o reconhecimento da própria ignorância é 

primeira prova de inteligência”

 

“He who knows most, knows best how little he knows” – Thomas Jefferson

 

René Descartes “Daria tudo que sei por metade do que ignoro”

 

Dunning e Kruger dois psicólogos da Universidade de Cornell estudaram este fenômeno e realizaram experiências até enunciar a sua hipótese conhecida como o efeito Dunning-Kruger. Para eles este fenômeno é um distúrbio cognitivo pelo qual indivíduos que possuem pouco conhecimento sobre um assunto acreditam saber mais que outros mais bem preparados,  porém esta própria incompetência os restringe da habilidade de reconhecer os próprios erros. Estas pessoas sofrem de superioridade ilusória.

 

Numa sociedade onde a forma se valoriza mais do que o conteúdo a gente pode terminar contratando ou seguindo os conselhos de um suposto especialista “incompetente” que aparenta saber muito, tomando decisões erradas e chegando a resultados catastróficos.

 

Os portadores dessa síndrome receberam de Dunning

o carinhoso apelido de “idiotas confiantes”.

“Os incompetentes são frequentemente abençoados

com uma confiança inadequada, afiançada por

alguma coisa que, para eles, parece conhecimento.”

 

Este tipo de pessoas falham em:

  • reconhecer sua própria falta de habilidade e as suas limitações;
  • reconhecer as habilidades genuínas em outras pessoas, pessoas que não escutam;
  • reconhecer a extensão de sua própria incompetência;
  • reconhecer e admitir sua própria falta de habilidade, depois que forem treinados para aquela habilidade.

Os verdadeiros especialistas raramente se referem

a eles como tal e são substancialmente mais

modestos do que aqueles que assim se intitulam.

 

Os verdadeiros especialistas sabem que ainda

têm um longo caminho a percorrer até o serem,

se é que algum dia o serão. Sabem que haverá

sempre quem seja melhor e pior do que todos

nós em todas as atividades e que, por isso,

devemos evitar os rótulos. 

 

Todos nós reconhecemos ou vivenciamos uma situação semelhante. Afinal, quem nunca se deparou com alguém, totalmente ignorante em alguma área do conhecimento, que nunca leu nada sobre o assunto, agir como um sábio e tentar refutar ou debater ideias bem estabelecidas, conhecidas e elaboradas por estudiosos e talentosos especialistas?

 

Isso em educação é um clássico, muitos

profissionais muito reconhecidos são péssimos

professores, acontece que o fato de conhecer

os conteúdos da sua área de estudo não faz

deles especialistas em educação e muito menos bons professores.

 

Vivemos na sociedade do conhecimento e no império da complexidade onde o todo de qualquer cenário de atuação é muito mais do que a somatória das partes, e o conhecimento é considerado como algo transitório. Por esse motivo, esta sociedade tem como característica fundamental a reflexão, que é considerada como uma porta aberta a mudança e ao reconhecimento de que o que ontem dávamos por sabido amanha pode ser  considerado um completo erro.

 

Ou o que é bom e certo num contexto pode ser um completo desastre em outro contexto, algo que os ignorantes de plantão nem sequer reconhecem já que não desenvolveram a sua capacidade de reflexão.

 

Uma sociedade onde o diálogo, a capacidade de escutar e de duvidar são os métodos por excelência para crescer e aprender a aprender; quando nos abrimos a escutar e a refletir é como se pedíssemos emprestada a mente dos outros cheia de conhecimentos e experiências para nos enriquecer.

 

Lamentavelmente nesta sociedade nos

deixamos guiar pela aparência. E as aparências enganam. 

 

Tanta é a quantidade de conhecimento que circula na sociedade atual que ao invés de reconhecer as nossas limitações e nos associarmos com outras pessoas que sabem o que não sabemos para completar-nos terminamos perdendo a capacidade de reconhecer os nossos limites.

 

Lamentavelmente possuir um titulo, seja de uma universidade nacional ou estrangeira reconhecida não configura nenhuma garantia de conhecimento, e o que é pior encontramos muita gente ocupando cargos de altíssimo nível que não entendem do que falam e que ficam possuídos com gente que pensa diferente, os ignorando e até combatendo.

 

Existem hoje muitos profissionais de palco como diz Felipe Machado, que são bons para apresentações, emocionam e cativam o público, mas que em muitos casos não teriam conteúdo a agregar além de frases de efeito e ideias vazias.

 

Uma coisa é certa somos todos aprendizes e mestres, ao mesmo tempo, quando nos topamos com profissionais cheios de si que se apresentam como gênios é um bom momento para começar a duvidar já que ninguém, ninguém sabe tudo.

 

Uma das qualidades mais importantes de um profissional hoje é aprender a aprender e isso só se consegue com humildade, aprendendo a escutar.

 

Fonte:https://www.linkedin.com/pulse/síndrome-da-superioridade-ilusória-oas-profissionais-de-luzzi 


Hoje a Parada Criativa veio nos fazer repensar muitas das coisas que nos são ensinadas e padrões que são impostos pela sociedade e que, de certa forma, nós inconscientemente acabamos seguindo. Confira abaixo o texto que a Júlia trouxe para abrir a discussão.

 

Quando joguei no Google a palavra “Desista” para ilustrar um post do meu blogminissaia.com.br, não encontrei o que eu queria. Eu queria uma foto de desistência. Mas tudo o que apareceu no “Imagens” foram fotos pedindo para não desistir. Não desista dos seus sonhos, só desista de desistir e por aí vai. Aí que eu percebi como nos privamos desse recurso maravilhoso que é a desistência.

Eu sempre fui muito persistente. Mas o passar dos anos me mostrou que errei sim, muitas vezes. Persisti em relacionamentos fracassados – amorosos ou de amizade. Persisti em tentar mudar as pessoas. Persisti em trabalhos que jamais me dariam nenhum retorno. Persisti em ser uma pessoa que eu não queria ser. Percebi a minha arrogância, a minha teimosia. Percebi que, algumas vezes, eu poderia ter sofrido a metade e ganho o dobro. Mas não fiz.

Não porque sempre vi a desistência como algo assim, como o Google me mostrou. Coisa de gente fraca, indecisa. Coisa de gente que não sabe o que quer, que não tem força de vontade. Que não pega o touro à unha. Eu não, eu era diferente. Eu batalhava, eu fazia acontecer. Até quando o “acontecer” não era para realmente acontecer.

Então hoje eu estou abrindo um novo precedente. Sim, eu posso desistir. Sim eu posso recomeçar. Sim eu posso desapegar. Desapegar de velhas condutas, de pensamentos. De sensações, de maneiras de viver. Posso me refazer a hora que eu quiser. Não preciso ser sempre a mesma pessoa, a mesma coisa, com as mesmas manias. Camarão que dorme a onda leva. E dormir aqui é mesmo se manter na ignorância. Se manter achando que está certa, quando aquilo simplesmente já passou.

Se você está infeliz com alguma coisa, simplesmente desista. Desista do relacionamento, desista das fantasias. Desista de ser desse ou daquele jeito. Desapegue das pessoas, se elas não vão mudar mesmo. Ou simplesmente aceite isso e fique em paz. Desista de ser perfeito, de manter a casa em ordem. Desista de perder aqueles dois quilos. Desista das dietas da moda, desista das amizades falsas. Desista de ser você. Só um pouquinho. Depois me diga o que está sentindo. Acredito que muito, muito mais leve.

 

Fonte: https://www.resilienciamag.com/quando-e-preciso-desistir/


A Parada Criativa de hoje, trazida pela Fabi, nos fez pensar sobre os hábitos que as vezes passam despercebidos em conversas no nosso dia a dia.Qual foi a última vez que você teve uma conversa da qual saiu satisfeito e com motivação? Um bom bate-papo enriquece nossa mente e nossa alma, tem reflexos em todas as áreas da vida quando aprendemos a tirar o seu melhor.Assista o vídeo e aproveite as dicas dadas por Celeste Headlee!


Seja bem-vindo à nossa primeira Parada Criativa de 2018! Para começar com chave de ouro, a Vane nos trouxe um texto que abre a discussão sobre a real influencia que os meios têm sobre nós e que nós temos sobre quem nos rodeia. Aproveite a leitura!

 

Você já parou para pensar no processo de formação da sua opinião? No que você se embasa para argumentar sobre algum assunto? Pode parecer algo complexo, mas tudo gira em torno da comunicação.

Qualquer conteúdo que vemos hoje, seja nas redes sociais, nos canais de televisão ou até mesmo nos meios impressos – como jornais e revistas, possui uma enorme contribuição em nosso processo de formação de opinião.

Podemos não perceber, no entanto, todos os conteúdos que nós absorvemos nos impacta de maneira diferente, sempre influenciando em nossas ações no dia a dia.

O fato de sermos influenciados por algo ou alguém geralmente está ligado com se identificar, seja com uma ideia, opinião, estilo ou qualquer outra coisa que nos faça entender, concordar ou até mesmo aderir a mensagem daquele conteúdo.

E é exatamente aí que entra o papel da comunicação como estratégia. Você, enquanto RP, tem a missão de gerir a comunicação de uma organização ou pessoa pública e, dentre suas habilidades, precisa se destacar a assertividade em informar e conectar para transformar positivamente os negócios.

Informar: o primeiro passo é se comunicar bem

Quando nos comunicamos com o intuito de passar nossas ideias e ideais adiante, estamos dando o primeiro passo para um processo de mudança. Isto é, dar oportunidade para que as pessoas se identifiquem com jeito de pensar da sua empresa e assim propaguem opiniões semelhantes a ponto de gerar um impacto social em larga escala.

Um ótimo exemplo de processos de mudança gerados através da comunicação é a boa e velha opinião pública, que é extremamente volátil. Por isso, é fundamental definir estratégias eficientes para informar a sociedade, pois munida de informação é mais provável que ela se posicione a seu favor.

A cada informação nova, ela reage de uma maneira diferente, tendo a possibilidade de ocasionar um processo de transformação na vida do receptor, ou até mesmo desencadear uma ação social cujo próprio receptor da informação se vê na obrigação de tomar uma iniciativa, muitas vezes voltado às minorias, como é o caso dos movimentos atuais em prol do orgulho LGBT.

Conectar: engajando a comunicação

Nos dias de hoje, devido a constante evolução da tecnologia, a internet vem cada vez mais proporcionando novas maneiras e possibilidades diferentes para criarmos e propagarmos algum conteúdo.

Sendo assim, com toda essa democratização, a facilidade de propagarmos alguma ideia, opinião ou qualquer outro discurso que quisermos está muito maior do que alguns anos atrás, com isso, a de impactar a opinião pública também!

Hoje, uma postagem no Facebook não visa somente atingir o maior público, mas sim, atingir o público certo, da forma mais assertiva possível e principalmente gerando engajamento, afinal, podemos dizer que engajamento é o segredo para evoluirmos a assertividade do nosso trabalho como Relações Públicas.

Seu engajamento é apenas virtual?

Engajar é uma ferramenta de extrema importância para conseguirmos mensurar um trabalho, a aceitação de uma campanha, o desenvolvimento de um projeto ou qualquer outra coisa que envolva comunicação.

Não conseguimos ser totalmente assertivos somente com uma simples análise. O engajamento, involuntariamente promove o feedback necessário para reconhecer as necessidades da sua persona, logo, te auxilia a aprimorar as estratégias de comunicação em seus próximos projetos.

Quando falamos em engajar, não nos referimos somente ao processo de mensuração de resultados, engajar é muito mais que isso! Quando trabalhamos um conteúdo visando o engajamento, estamos pensando em conectar nossas ideias, nossa marca, nossos valores ou até mesmo despertar uma vontade no receptor daquele conteúdo – seja ela comercial, que visa a compra, ou social, visando um princípio de transformação a partir dele.

Transformar: a comunicação como ferramenta de mudança

Para exemplificar o processo de transformação que a comunicação proporciona, em junho de 2016, diante da tragédia na boate voltada ao público LGBT, em Orlando (EUA), o YouTube promoveu uma ação chamada #ProudToBe, ou  #OrgulhoDeSer, onde a sociedade – por meio da internet e principalmente por meio de vídeos de indignação contra casos de preconceito contra o público LGBT – se uniu em prol de uma única causa.

O YouTube abriu portas para que todos aqueles que se sentiam oprimidos naquele momento, tivessem a liberdade de utilizar a comunicação para compartilhar os motivos de terem orgulho de ser quem eles realmente são, ou seja, proporcionando o engajamento de pessoas com os mesmo ideais, o processo de transformação foi instantâneo devido ao grande número de simpatizantes e a possibilidade de expor a sua opinião.

Ter a possibilidade de criar e propagar o seu conteúdo para reforçar um discurso que nos identificamos é algo que gera um imenso engajamento, e tudo isso de maneira orgânica. A própria democratização transforma a plataforma num espelho da sociedade, onde os conteúdos que estão ali, são feitos pelo público, para o público.

Por que comunicação colaborativa?

Hoje com 1,5 Bilhão de pessoas logadas no mundo, e 95% da população brasileira acessando pelo menos 1 vez por mês a plataforma, podemos dizer que o YouTube é o lugar com grande potencial para começar uma transformação, por meio de conteúdos eficientes que vão de encontro as dores e anseios das personas.

Conectar, comunicar e transformar

Um dos grandes poderes da comunicação é o de transformar. Ter a possibilidade de fazer a diferença através da construção ou divulgação de uma opinião é algo extremamente incrível. E esse fenômeno se potencializa no dias atuais, com a velocidade das redes sociais.

Cada vez mais as pessoas vêm encontrando maneiras diferentes de compartilhar suas ideias, nos fazendo perceber a importância dessa grande acessibilidade nessas plataformas que, por sua vez, passam a ser lugares, onde se criam conexões ideológicas, se revelam novos ídolos influentes. Não obstante, o lugar que dá voz pra quem quer e precisa ser ouvido.

Neste conteúdo você aprendeu que nós comunicadores temos um papel fundamental no processo de informação, conexão e transformação dos negócios. As pessoas estão no on e offline, por isso, é nosso dever elaborar estratégias assertivas que engajem nossos públicos.

Fonte: http://blogrp.todomundorp.com.br/2017/12/comunicacao-informar-conectar-e-transformar/