Você já parou para pensar qual a sua principal motivação ao realizar uma compra? Você é uma pessoa guiada pelo emocional ou pelo racional? É exatamente sobre esse tema o texto que a Nick trouxe para a Parada Criativa dessa semana!

 

Utilizar apelo emocional ou racional na publicidade? Qual impulsiona mais? Essa é uma questão que geralmente é avaliada para a produção da comunicação. Segundo a 4As (American Association of Advertising Agencies), comunicações com abordagem racional focam na necessidade funcional do consumidor em relação a um produto. Já a abordagem emocional diz respeito às necessidades sociais ou psicológicas. Ou seja, anúncios racionais priorizam os atributos da marca e os benefícios de seu uso, e os emocionais conectam sentimentos positivos com a marca a fim de evocar respostas emocionais dos consumidores.

 

Há uma convenção no marketing de que as comunicações criadas para novos compradores devem ser construídas enfatizando uma abordagem racional. Porém, quando o foco é comunicar para os compradores de longa data, as apostas são em criações mais emocionais, com o propósito de reviver experiências positivas em relação ao uso do produto e da marca. Mas essas abordagens realmente funcionam?

 

Para entender essa questão, a Nielsen Consumer Neuroscience (CNS) – juntamente com a Nielsen Catalina Solutions (NCS) e a CBS Vision – desenvolveu um estudo com consumidores de 16 categorias com base em seus perfis de compra, desde os que praticam a compra de maneira mais frequente quanto os novos. Foram testados, aproximadamente, 60 anúncios de bens de consumo, de 20 categorias, envolvendo mais de 28 mil questionários qualitativos, além de envolver 900 participantes por meio de técnicas de neurociência da CNS**. Nos achados das pesquisas qualitativas, os anúncios racionais eram privilegiados pelo discurso dos consumidores, que afirmavam ser mais influenciados por essa abordagem do que pelos de abordagem emocional. Já os resultados da CNS demonstravam que ambas eram capazes de engajar ou desengajar emocionalmente o público. Inclusive, muitos dos anúncios emocionais avaliados negativamente na pesquisa declarativa obtiveram excelentes resultados quando analisados somente com os dados cerebrais.

 

Essa divergência metodológica se tornou ainda mais notória quando os resultados reais de vendas foram contrastados com as previsões realizadas nos pré-testes. Identificou-se que muitos dos anúncios emocionais avaliados negativamente por meio da pesquisa declarativa, na realidade, foram aqueles que geraram maior incremento de vendas. Isso evidencia que diversas vezes somos enviesados ou incapazes de verbalizar nossas emoções em nossas declarações. O estudo mostrou que as comunicações racionais foram aquelas que geraram maior incremento de vendas para compradores frequentes das categorias. Enquanto que as comunicações emocionais obtiveram maior acréscimo de vendas entre os novos consumidores.

 

O estudo revelou que algumas das práticas que cultivamos dentro do marketing são embasadas em convenções que nem sempre estão fundamentadas em dados científicos. Por isso, é indispensável ter cautela no momento de escolher a metodologia que será usada no teste de novas campanhas. Caso não seja avaliada adequadamente, uma ótima ideia criativa pode ser desperdiçada, simplesmente por não estar dentro das limitações envolvidas nas metodologias empregadas. Os algoritmos proprietários desenvolvidos pela Nielsen CNS usam ferramentas de neurociência que não dependem de declarações explícitas (sejam questionários ou escalas), e fornecem uma leitura muito mais assertiva sobre a percepção do consumidor em relação a uma ideia criativa.

 

Fonte: https://www.nielsen.com/br/pt/insights/news/2018/O-que-vende-mais-razao-ou-emocao.html


SEJA GENTIL

Conteúdo
6 de novembro de 2018

Em tempos tão cheios de tensão, é sempre bom lembrar das coisas boas que podemos fazer por nós e pelos outros. A Parada Criativa da Fabi fala justamente sobre isso! Leia o texto abaixo e não deixe de compartilhar com seus amigos.

 

De volta ao Brasil para votar, depois de muito necessárias férias, que há séculos não tirávamos, entrei num turbilhão que, de longe, mesmo com internet, não me parecia tão nocivo. Mas foi pior do que eu pensava: raiva, ódio, insultos, calúnias, intolerância absoluta, mentiras, dissolução de laços bem bonitos e dignos entre amigos e família – por causa da política. Dos políticos. De nós mesmos, que nos tornamos raivosos, intolerantes, capazes das mais loucas afirmações. Expressamos nessa batalha muito de nossas mágoas e frustrações.

Mas, inesperadamente, no Face, encontro uma imagem linda, comovente, quase irreal neste mundo que anda pra lá de besta: uma camiseta, um elefante (meu bicho preferido), com flores atrás de uma orelha, óculos coloridos, e a legenda (estou traduzindo): “NUM MUNDO EM QUE VOCÊ PODE SER QUALQUER COISA, SEJA GENTIL”. Ou, se quiserem, seja bondoso. Tolerante. Humano.

A violência desde sempre me assusta: não precisa ser a física, de um tapa, um empurrão, uma voz alterada, mas a emocional, da acusação injusta, da invencionice maligna, da desconsideração com humanidade, cortesia, e democracia – ah, a palavra tão usada, mal usada, abusada.

Os que a defendem são muitas vezes os mais intolerantes, arrogantes e ignorantes que não conhecem nem medem o peso das palavras (dizia meu pai, “o pior burro é o burro falante”): correto é só o que eu penso, bom é só o que eu faço, o resto é tudo bandido, fascista, maldoso, ignorante, explorador de pobres e desvalidos, pisa em cima da cultura, despreza a saúde etc, etc, etc. (Poderia ser uma linha inteira de etcs.)

Basta refletir um pouco, abrir olhos e orelhas, ver que estamos numa situação-limite. Este pobre país nunca esteve tão por baixo, com tantos miseráveis, doentes não atendidos, podridão em vez de saneamento (sem falar na podridão moral), desrespeito, precariedade em vez de infraestrutura, cultura muito esquisita, e a maioria sem saber o que pensar. Ou começando a pensar, o que é bom. Pois andam acontecendo mudanças no país, e há quem comece a respirar: será mesmo, será?

Então resolvi hoje falar dessa camiseta, desse elefantinho, dessa gentileza que deveria ser o habitual, e acho que não é. Na maioria das vezes, em família, amigos, trabalho, não acontece muito, e quando ocorre até nos admiramos: olha só, que cara educado, bondoso, camarada. A gente se sente bem com ele, e não é artificial, nem imposto. O beijo de bom-dia em casa, alguma indagação sobre como foi a noite, ou a festa, ou como poderá ser a prova na escola, o novo amigo, ou o ombro que ontem doía tanto. Pequenas, miúdas coisas que fazem a vida, uma vida boa, uma vida humana como deveria ser: pausas para respirar, para se olhar, para escutar… para reencontrar com prazer.

Claro que a vida não é esse mar de rosas e risos. Mas pode ser, muito mais vezes do que tem sido. Podemos tentar viver e conviver, e votar, e torcer, e trabalhar, estudar, viajar, comer, dormir, sem o incrível estresse da raiva, do xingamento, do insulto, e dos maus desejos e da desinformação fatal.

Viva o elefantinho que nos propõe: neste vasto mundo em que você pode fazer tantas coisas, seja bondoso, seja gentil. Be kind.

 

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/lya-luft/noticia/2018/10/seja-gentil-cjn6v2p4a04so01pi6ynu3w4v.html


Especialistas vem afirmando que a inteligencia humana está decaindo de um tempo pra cá, e é sobre isso que falamos hoje, na Parada Criativa do Chico. Confere aí a matéria que ele trouxe para nós:

 

Você já teve a impressão de que as pessoas ficaram mais burras? Talvez não seja só impressão. Estudos mostram que a inteligência humana começou a cair.

Discussões inúteis, intermináveis, agressivas. Gente defendendo as maiores asneiras, e se orgulhando disso. Pessoas perseguindo e ameaçando as outras. Um tsunami infinito de informações falsas. Reuniões, projetos, esforços que dão em nada. Decisões erradas. Líderes políticos imbecis. De uns tempos para cá, parece que o mundo está mergulhando na burrice. Você já teve essa sensação? Talvez não seja só uma sensação. Estudos realizados com dezenas de milhares de pessoas, em vários países, revelam algo inédito e assustador: aparentemente, a inteligência humana começou a cair.

Nos países desenvolvidos, o QI da população tem caído até 3,8 pontos por década.

Discussões inúteis, intermináveis, agressivas. Gente defendendo as maiores asneiras, e se orgulhando disso. Pessoas perseguindo e ameaçando as outras. Um tsunami infinito de informações falsas. Reuniões, projetos, esforços que dão em nada. Decisões erradas. Líderes políticos imbecis. De uns tempos para cá, parece que o mundo está mergulhando na burrice. Você já teve essa sensação? Talvez não seja só uma sensação. Estudos realizados com dezenas de milhares de pessoas, em vários países, revelam algo inédito e assustador: aparentemente, a inteligência humana começou a cair.

No caso brasileiro, a piora pode ser atribuída à queda nos investimentos em educação, que já são baixos (o País gasta US$ 3.800 anuais com cada aluno do ensino básico, menos da metade da média das nações da OCDE) e têm caído nos últimos anos. Mas como explicar a aparente proliferação de burrice mesmo entre quem foi à escola? E a queda do QI nos países desenvolvidos? O primeiro passo é entender a base da questão: o que é, e como se mede, inteligência.

O primeiro teste de QI (quociente de inteligência) foi elaborado em 1905 pelos psicólogos franceses Alfred Binet e Théodore Simon, para identificar crianças com algum tipo de deficiência mental. Em 1916, o americano Lewis Terman, da Universidade Stanford, aperfeiçoou o exame, que acabou sendo adaptado e usado pelos EUA, na 1a Guerra Mundial, para avaliar os soldados.

Mas o questionário tinha vários problemas – a começar pelo fato de que ele havia sido desenvolvido para aferir deficiência mental em crianças, não medir a inteligência de adultos. Inconformado com isso, o psicólogo romeno-americano David Wechsler resolveu começar do zero. E, em 1955, publicou o WAIS: Wechsler Adult Intelligence Scale, exame que se tornou o teste de QI mais aceito entre psicólogos, psiquiatras e demais pesquisadores da cognição humana (só neste ano, foi utilizado ou citado em mais de 900 estudos sobre o tema).

Ele leva em média 1h30, e deve ser aplicado por um psiquiatra ou psicólogo. Consiste numa bateria de perguntas e testes que avaliam 15 tipos de capacidade intelectual, divididos em quatro eixos: compreensão verbal, raciocínio, memória e velocidade de processamento. Isso inclui testes de linguagem (o psicólogo diz, por exemplo: “defina o termo abstrato”, e aí avalia a rapidez e a complexidade da sua resposta), conhecimentos gerais, aritmética, reconhecimento de padrões (você vê uma sequência de símbolos, tem de entender a relação entre eles e indicar o próximo), memorização avançada, visualização espacial – reproduzir formas 3D usando blocos de madeira – e outros exercícios.

O grau de dificuldade do exame é cuidadosamente calibrado para que a média das pessoas marque de 90 a 110 pontos. Esse é o nível que significa inteligência normal, média. Se você fizer mais de 130 pontos, é enquadrado na categoria mais alta, de inteligência “muito superior” (a pontuação máxima é 160).

Mas é preciso encarar esses números em sua devida perspectiva. O teste de QI não diz se uma pessoa vai ter sucesso na vida, nem determina seu valor como indivíduo. Não diz se você é sensato, arguto ou criativo, entre outras dezenas de habilidades intelectuais que um ser humano pode ter. O que ele faz é medir a cognição básica, ou seja, a sua capacidade de executar operações mentais elementares, que formam a base de todas as outras. É um mínimo denominador comum. E, por isso mesmo, pode ajudar a enxergar a evolução (ou involução) da inteligência.

Ao longo do século 20, o QI aumentou consistentemente no mundo todo – foram três pontos a mais por década, em média. É o chamado “efeito Flynn”, em alusão ao psicólogo americano James Flynn, que o identificou e documentou. Não é difícil entender essa evolução. Melhore a saúde, a nutrição e a educação das pessoas, e elas naturalmente se sairão melhor em qualquer teste de inteligência. O QI da população japonesa, por exemplo, chegou a crescer 7,7 pontos por década após a 2a Guerra Mundial; uma consequência direta da melhora nas condições de vida por lá. Os cientistas se referem ao efeito atual, de queda na inteligência, como “efeito Flynn reverso”. Como explicá-lo?

Involução natural

A primeira hipótese é a mais simples, e a mais polêmica também. “A capacidade cognitiva é fortemente influenciada pela genética. E as pessoas com altos níveis dela vêm tendo menos filhos”, afirma o psicólogo Michael Woodley, da Universidade de Umeå, na Suécia. Há décadas a ciência sabe que boa parte da inteligência (a maioria dos estudos fala em 50%) é hereditária. E levantamentos realizados em mais de cem países, ao longo do século 20, constataram que há uma relação inversa entre QI e taxa de natalidade. Quanto mais inteligente uma pessoa é, menos filhos ela acaba tendo, em média.

Some uma coisa à outra e você concluirá que, com o tempo, isso tende a reduzir a proporção de pessoas altamente inteligentes na sociedade. Trata-se de uma teoria controversa, e com razão. No passado, ela levou à eugenia, uma pseudociência que buscava o aprimoramento da raça humana por meio de reprodução seletiva e esterilização de indivíduos julgados incapazes. Esses horrores ficaram para trás. Hoje ninguém proporia tentar “melhorar” a sociedade obrigando os mais inteligentes a ter mais filhos – ou impedindo as demais pessoas de ter.

Mas isso não significa que a matemática das gerações não possa estar levando a algum tipo de declínio na inteligência básica. Inclusive pela própria evolução da sociedade, que tornou a vida mais fácil. “Um caçador-coletor que não pensasse numa solução para conseguir comida e abrigo provavelmente morreria, assim como seus descendentes”, escreveu o biólogo Gerald Crabtree, da Universidade Stanford, em um artigo recente. “Já um executivo de Wall Street que cometesse um erro similar poderia até receber um bônus.”

Crabtree é um radical. Ele acha que a capacidade cognitiva pura, ou seja, o poder que temos de enfrentar um problema desconhecido e superá-lo, atingiu o ápice há milhares de anos e de lá para cá só caiu – isso teria sido mascarado pela evolução tecnológica, em que as inovações são realizadas por enormes grupos de pessoas, não gênios solitários. Outros pesquisadores, como Michael Woodley, endossam essa tese: dizem que o auge da inteligência individual ocorreu há cerca de cem anos.

Os fatos até parecem confirmar essa tese (Einstein escreveu a Relatividade sozinho; já o iPhone é projetado por milhares de pessoas, sendo 800 engenheiros trabalhando só na câmera), mas ela tem algo de falacioso. A humanidade cria e produz coisas cada vez mais complexas – e é por essa complexidade, não por uma suposta queda de inteligência individual, que as grandes invenções envolvem o trabalho de mais gente. Da mesma forma, as sociedades modernas permitem que cada pessoa abrace uma profissão e se especialize nela, deixando as demais tarefas para outros profissionais, ou a cargo de máquinas.

E não há nada de errado nisso. Mas há quem diga que o salto tecnológico dos últimos 20 anos, que transformou nosso cotidiano, possa ter começado a afetar a inteligência humana. Talvez aí esteja a explicação para o “efeito Flynn reverso” – que começou justamente nesse período, e se manifesta em países desenvolvidos onde o padrão de vida é mais igualitário e estável (sem diferenças ou oscilações que possam mascarar a redução de QI).

“Hoje, crianças de 7 ou 8 anos já crescem com o celular”, diz Mark Bauerlein, professor da Universidade Emory, nos EUA, e autor do livro The Dumbest Generation (“A Geração Mais Burra”, não lançado em português). “É nessa idade que as crianças deveriam consolidar o hábito da leitura, para adquirir vocabulário.” Pode parecer papo de ludita (Ludismo ou Movimento Ludita é o nome dado a um movimento ocorrido na Inglaterra entre os anos de 1811 e 1812, que reuniu alguns trabalhadores das indústrias contrários aos avanços tecnológicos em curso, proporcionadas pelo advento da primeira revolução industrial.), mas há indícios de que o uso de smartphones e tablets na infância já esteja causando efeitos negativos. Na Inglaterra, por exemplo, 28% das crianças da pré-escola (4 e 5 anos) não sabem se comunicar utilizando frases completas, no nível que seria normal para essa idade. Segundo educadores, isso se deve ao tempo que elas ficam na frente de TVs, tablets e smartphones.

28% das crianças britânicas não sabem falar corretamente

O problema é considerado tão grave que o governo anunciou um plano para reduzir esse índice pela metade até 2028 – e o banimento de smartphones nas escolas é uma das medidas em discussão. O efeito também já é observado em adolescentes. Nos dois principais exames que os americanos fazem para entrar na faculdade, o SAT e o ACT, o desempenho médio vem caindo. Em 2016, a nota na prova de interpretação de texto do SAT foi a mais baixa em 40 anos.

As pessoas nunca leram e escreveram tanto; mas estão lendo e escrevendo coisas curtíssimas, em seus smartphones. Um levantamento feito pela Nokia constatou que os americanos checam o celular em média 150 vezes por dia. Dá uma vez a cada seis minutos, ou seja, é como se fosse um fumante emendando um cigarro no outro. E esse dado é de 2013; hoje, é provável que o uso seja ainda maior. A onda já preocupa até a Apple e o Google, que estão incluindo medidores de uso nas novas versões do iOS e do Android – para que você possa saber quantas vezes pega o seu smartphone, e quanto tempo gasta com ele, a cada dia.

A mera presença do celular, mesmo desligado, afeta nossa capacidade de raciocinar. Adrian Ward, professor da Universidade do Texas, constatou isso ao avaliar o desempenho de 548 estudantes (3) em três situações: com o celular na mesa, virado para baixo; com o aparelho no bolso ou na bolsa; e com o celular em outra sala. Em todos os casos, o celular ficou desligado. Mas quanto mais perto ele estava da pessoa, pior o desempenho dela. “Você não está pensando no celular. Mas ele consome parte dos recursos cognitivos. É como um dreno cerebral”, conclui Ward.

Cada brasileiro gasta 3h39 min por dia nas redes sociais

Outra hipótese é que o uso intensivo das redes sociais, que são projetadas para consumo rápido (passamos poucos segundos lendo cada post) e consomem boa parte do tempo (cada brasileiro gasta 3h39 min por dia nelas, segundo pesquisa feita pela empresa GlobalWebIndex), esteja corroendo nossa capacidade de prestar atenção às coisas. Você já deve ter sentido isso: parece cada vez mais difícil ler um texto, ou até mesmo ver um vídeo do YouTube, até o final. E quando assistimos a algo mais longo, como um filme ou uma série do Netflix, geralmente nos esquecemos logo. São duas faces da mesma moeda. Levar no bolso a internet, com seu conteúdo infinito, baniu o tédio da vida humana. Mas, justamente por isso, também pode ter nos tornado mais impacientes, menos capazes de manter o foco.

Se prestamos menos atenção às coisas, elas obrigatoriamente têm de ser mais simples. E esse efeito se manifesta nos campos mais distintos, da música aos pronunciamentos políticos. Cientistas do Instituto de Pesquisa em Inteligência Artificial (IIIA), na Espanha, analisaram em computador 460 mil faixas lançadas nos últimos 50 anos, e concluíram (4) que a música está se tornando menos complexa e mais homogênea. Houve uma redução de 60% na quantidade de timbres (com menor variedade de instrumentos e técnicas de gravação), e de 50% na faixa dinâmica (variação de volume entre as partes mais baixas e mais altas de cada música). Tudo soa mais parecido – e mais simples.

Essa simplificação também é visível no discurso político. Um estudo da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, constatou que os políticos americanos falam como crianças (5). A pesquisa analisou o vocabulário e a sintaxe de cinco candidatos à última eleição presidencial (Donald Trump, Hillary Clinton, Ted Cruz, Marco Rubio e Bernie Sanders), e constatou que seus pronunciamentos têm o nível verbal de uma criança de 11 a 13 anos. Os pesquisadores também analisaram os discursos de ex-presidentes americanos, e encontraram um declínio constante. Abraham Lincoln se expressava no mesmo nível de um adolescente de 16 anos. Ronald Reagan, 14. Obama e Clinton, 13. Trump, 11. (O lanterna é George W. Bush, com vocabulário de criança de 10 anos.)

Isso não significa que os músicos sejam incompetentes e os políticos sejam burros. Eles estão sendo pragmáticos, e adaptando suas mensagens ao que seu público consegue entender – e, principalmente, está disposto a ouvir. Inclusive porque esse é outro pilar da burrice moderna: viver dentro de uma bolha que confirma as próprias crenças, e nunca mudar de opinião. Trata-se de um comportamento irracional, claro. Mas, como veremos a seguir, talvez a própria razão não seja assim tão racional.

Os limites da razão

Você certamente já discutiu com uma pessoa irracional, que manteve a própria opinião mesmo diante dos argumentos mais irrefutáveis. É um fenômeno normal, que os psicólogos chamam de “viés de confirmação”: a tendência que a mente humana tem de abraçar informações que apoiam suas crenças, e rejeitar dados que as contradizem.

Isso ficou claro num estudo famoso, e meio macabro, realizado em 1975 na Universidade Stanford. Cada participante recebeu 25 bilhetes suicidas (que as pessoas deixam antes de se matar), e tinha que descobrir quais deles eram verdadeiros e quais eram falsos. Alguns voluntários logo identificavam os bilhetes de mentirinha, forjados pelos cientistas. Outros quase sempre se deixavam enganar. Então os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos: um só com as pessoas que haviam acertado muito, e outro só com os que tinham acertado pouco.

Só que era tudo uma pegadinha. Os cientistas haviam mentido sobre a pontuação de cada pessoa. Eles abriram o jogo sobre isso, e então pediram que cada voluntário avaliasse o próprio desempenho. Aí aconteceu o seguinte. Quem havia sido colocado no “grupo dos bons” continuou achando que tinha ido bem (mesmo nos casos em que, na verdade, havia ido mal); já os do outro grupo se deram notas baixas, fosse qual fosse sua nota real. Conclusão: a primeira opinião que formamos sobre uma coisa é muito difícil de derrubar – mesmo com dados concretos.

Esse instinto de “mula empacada” afeta até os cientistas, como observou o psicólogo Kevin Dunbar, também de Stanford. Ao acompanhar a rotina de um laboratório de microbiologia durante um ano, ele viu que os cientistas iniciam suas pesquisas com uma tese e depois fazem testes para comprová-la, desconsiderando outras hipóteses. “Pelo menos 50% dos dados encontrados em pesquisas são inconsistentes com a tese inicial. Quando isso acontece, os cientistas refazem o experimento mudando detalhes, como a temperatura, esperando que o dado estranho desapareça”, diz Dunbar. Só uma minoria investiga resultados inesperados (justamente o caminho que muitas vezes leva a grandes descobertas).

O cérebro luta para manter nossas opiniões – mesmo que isso signifique ignorar os fatos.

Quanto mais comprometido você está com uma teoria, mais tende a ignorar evidências contrárias. “Há informações demais à nossa volta, e os neurônios precisam filtrá-las”, afirma Dunbar. Há até uma região cerebral, o córtex pré-frontal dorsolateral, cuja função é suprimir informações que a mente considere “indesejadas”. Tem mais: nosso cérebro libera uma descarga de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer, quando recebemos informações que confirmam nossas crenças. Somos programados para não mudar de opinião. Mesmo que isso signifique acreditar em coisas que não são verdade.

Nosso cérebro é tão propenso à irracionalidade que há quem acredite que a própria razão como a conhecemos (o ato de pensar fria e objetivamente, para encontrar a verdade e resolver problemas) simplesmente não exista.  “A razão tem duas funções: produzir motivos para justificar a si mesmo e gerar argumentos para convencer os demais”, dizem os cientistas cognitivos Hugo Mercier e Dan Sperber, da Universidade Harvard, no livro The Enigma of Reason (“O Enigma da Razão”, não lançado em português). Eles dizem que a razão é relativa, altera-se conforme o contexto, e sua grande utilidade é construir acordos sociais – custe o que custar.

Na pré-história, isso fazia todo o sentido. Nossos ancestrais tinham de criar soluções para problemas básicos de sobrevivência, como predadores e falta de alimento, mas também precisavam lidar com os conflitos inerentes à vida em bando (se eles não se mantivessem juntos, seria difícil sobreviver). Só que o mundo de hoje, em que as pessoas opinam sobre todos os assuntos nas redes sociais, deu um nó nesse instrumento. “Os ambientes modernos distorcem a nossa habilidade de prever desacordos entre indivíduos. É um dos muitos casos em que o ambiente mudou rápido demais para que a seleção natural pudesse acompanhar”, dizem Mercier e Sperber.

Para piorar, a evolução nos pregou outra peça, ainda mais traiçoeira: quase toda pessoa se acha mais inteligente que as outras. Acha que toma as melhores decisões e sabe mais sobre rigorosamente todos os assuntos, de política a nutrição. É o chamado efeito Dunning-Kruger, em alusão aos psicólogos americanos David Dunning e Justin Kruger, autores dos estudos que o comprovaram. Num deles, 88% dos entrevistados disseram dirigir melhor que a média. Em outro, 32% dos engenheiros de uma empresa afirmaram estar no grupo dos 5% mais competentes.

Pesquisas posteriores revelaram que, quanto mais ignorante você é sobre um tema, mais tende a acreditar que o domina. No tempo das savanas, isso podia até ser bom. “A curto prazo, dá mais autoconfiança”, afirma Dunning. Agora aplique essa lógica ao mundo de hoje, e o resultado será o mar de conflitos que tomou conta do dia a dia. A era da cizânia – e da burrice.

Ela pode ser desesperadora. Mas nada indica que seja um caminho sem volta. Nos 300 mil anos da história do Homo sapiens, estamos apenas no mais recente – e brevíssimo – capítulo. Tudo pode mudar; e, como a história ensina, muda. Inclusive porque a inteligência humana ainda não desapareceu.

Ela continua viva e pronta, exatamente no mesmo lugar: dentro das nossas cabeças.

 

Fontes dos estudos:

(1) The negative Flynn Effect: A systematic literature review. Edward Dutton e outros, Ulster Institute for Social Research, 2016.

(2) IQ and fertility: A cross-national study. Steven M. Shatz, Hofstra University, 2007.

(3) Brain Drain: The Mere Presence of One’s Own Smartphone Reduces Available Cognitive Capacity. Adrian F. Ward e outros, Universidade do Texas, 2017

(4) Measuring the Evolution of Contemporary Western Popular Music. Joan Serrà e outros, Spanish National Research Council, 2012

(5) A Readability Analysis of Campaign Speeches from the 2016 US Presidential Campaign. Elliot Schumacher e Maxine Eskenazi, Carnegie Mellon University, 2016.

 

Fonte da matéria: Revista Superinteressante – Edição 394 – Outubro 2018


A Parada Criativa da Vane trouxe um assunto pertinente para todas as marcas, o Rebranding. Se você ainda não ouviu falar sobre esse tema, confira o texto e reflita: sua marca está precisando passar por esse processo?

 

Você provavelmente já sabe o que é branding, ou já ouviu falar à respeito desse termo. Muitas pessoas associam esse conceito apenas ao desenvolvimento do logotipo de uma marca, mas na realidade sua aplicação vai muito além disso. Trata-se da forma como essa marca se apresenta no mercado frente aos seus consumidores, fornecedores, parceiros e concorrentes, o seu posicionamento, a gestão constante de como desenvolve seus negócios de acordo com suas estratégias corporativas e institucionais (missão, visão e valores), desde sua produção à comercialização de seus produtos ou serviços, ao pós-vendas.

Antigamente era comum grandes marcas e empresas apegadas à tradição e a modelos de negócios que pouco mudavam ao longo de décadas, atualmente porém, tornou-se praticamente impossível administrar uma empresa da mesma forma para sempre. Então o que fazer quando o mercado muda? Quando comportamentos de consumo e opiniões se atualizam e se transformam ditando novas necessidades, tendências ou preocupações a serem atendidas pelas empresas. Ou então quando uma empresa concorrente passa a adotar uma estratégia de mercado mais eficiente? É aí que entra o Rebranding.

Seja pela necessidade ou pela oportunidade, as marcas têm cada vez mais perdido o medo de mudar e se atualizar, adotando o Rebranding para manterem-se competitivas ou para conquistarem uma fatia maior de mercado. O Rebranding pode significar um novo nome, uma nova marca, uma nova forma de comunicar-se, pode até mesmo ser uma nova forma de administrar a empresa. Essa combinação visa estabelecer uma nova estratégia corporativa para criar um novo diferencial que traduza um novo posicionamento e gere brand equity, ou seja, valor de marca.

QUANDO O REBRANDING É NECESSÁRIO?

Normalmente o rebranding de uma marca é fundamental quando:

– A marca não representa mais o posicionamento que sua empresa transmite ou pretende transmitir;

– O concorrente possui estratégias de branding mais eficientes;

– A marca tem problemas de aplicabilidade;

– A marca não possui um posicionamento claro;

– Quando a marca não é reconhecida de forma singular.

A INFLUÊNCIA DO BRAND EQUITY

O Brand Equity, o valor percebido de uma marca, é o objetivo final de todas as estratégias de branding. É este valor que influencia na forma como o consumidor pensa, sente e reage em relação a marca. Mesmo que de forma intangível, o brand equity influencia diretamente na lucratividade da empresa, através de três pilares, principalmente:

  1. O poder de influência no mercado: a marca passa a ditar tendências e promover mudanças que servem de guia para clientes, fornecedores e até mesmo de concorrentes;
  2. A percepção de valor: quanto mais forte e presente a marca na vida do cliente, maior será o valor percebido;
  3. A lealdade dos clientes: quanto maior o valor percebido pelos clientes, maiores serão as chances de estabelecer uma relação de lealdade entre marca e consumidor. Isso garante que o cliente se torne um grande aliado da marca em diversos canais de comunicação.

NÃO É SÓ MUDAR POR MUDAR

Mudar e se adaptar é essencial para a sobrevivência e competitividade de uma empresa, mas é importante ressaltar que toda mudança deve ser consciente. Não motivada apenas pelo desejo de mudar. É importante manter em mente que, se sua marca precisa explicar o seu posicionamento, então ela não está posicionada adequadamente. O Rebranding deve ser preciso e embasado de acordo com as características da empresa, do mercado, do segmento de atuação, do público-alvo e por aí em diante.

Isso requer muito planejamento e uma transformação profunda na mentalidade de toda a empresa. Isso é, todos que estejam envolvidos com a sua atuação, direta ou indiretamente, precisam absorver tais mudanças e estar em sintonia quanto ao novo posicionamento antes mesmo que este seja apresentado aos consumidores. O resultado esperado é uma marca fortalecida, moderna e atual, com um posicionamento claro e objetivo, além de um desempenho de mercado cada vez mais eficiente.

 

Fonte:https://www.raffcom.com.br/blog/rebranding-arte-de-se-reinventar/


O público nascido entre 1996 e 2010, mais conhecido como Geração Z, foi o foco da Parada Criativa da Júlia. Estão cada vez mais entrando para o mercado como consumidores e mudando a maneira de vender e comprar produtos. Quer entender melhor? Confere o texto abaixo e não deixe de compartilhar com seus amigos:

 

Os millennials foram acusados de acabar com tantos produtos e setores – táxis, telefones fixos, correio tradicional – que se tornaram um clichê da imprensa. Mas a geração Y é uma notícia antiga. Hoje, empresas e profissionais de marketing tentam desesperadamente prever os caprichos assassinos da geração Z, o grupo demográfico nascido depois de 1996.

Às vezes chamada de “geração pós-millennials” ou “iGen”, a geração Z representa mais de um quinto da população dos EUA e é o grupo com maior diversidade étnica e racial da história do país.

Essas pessoas realmente nasceram na era digital e afirmam estar online “quase constantemente”, de acordo com um estudo de 2018 do Pew Research Center. Psicólogos disseram que o uso da tecnologia provocou uma crise nacional de saúde mental nos EUA. Mais de 70% dos membros da geração Z influenciam os gastos de sua família, de acordo com um relatório de 2017 da IBM e da National Retail Federation. Por terem uma influência tão grande e bilhões de dólares em poder aquisitivo, as empresas estão tentando entender os desejos deles. A relação deles com o dinheiro parece ter sido moldada pela Grande Recessão, disse uma especialista.

“As expectativas deles são menores, eles não são tão confiantes”, disse Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego que estudou a geração. “Eles não estão vendo o mundo com uma perspectiva otimista.”

Essa geração já possui uma combinação letal de poder econômico e influência nas redes sociais. Um tweet depreciativo de Kylie Jenner no início deste ano sobre o Snapchat, aplicativo dominado por adolescentes, eliminou US$ 1,3 bilhão do valor de mercado da Snap.

Mas a “morte” de empresas já foi declarada antes. Os millennials, por exemplo, iriam acabar com rolhas de vinho, namoro, cerveja, cereais e sabão em barra, mas tudo isso continua existindo.

Ainda assim, se um tweet tem a capacidade de movimentar esse tipo de capital, de que outras formas essa geração vai sacudir os mercados e moldar setores?

 

Shoppings

Considerando seu amor pela vida digital, a primeira vítima esperada das preferências de gastos dos adolescentes é o varejo tradicional. Os shoppings dos EUA estão fechando a um ritmo recorde, porque os membros das gerações Y e Z preferem o comércio eletrônico na hora de comprar. Mais de dois terços dos shoppings dos EUA viram uma queda nos varejistas nacionais em 2018, de acordo com um relatório da empresa de pesquisa imobiliária Green Street Advisors

 

Revistas impressas

Todos os tipos de revistas impressas registram um declínio das vendas nas bancas. Mas as revistas para adolescentes têm sofrido mais que outras para alcançar o público pretendido. Em novembro passado, a Condé Nast encerrou a edição impressa trimestral (antigamente mensal) da Teen Vogue.

Por sua vez, a revista Seventeen, uma publicação impressa de 73 anos pertencente à Hearst Communications, reduziu a frequência de 10 revistas para seis em 2016.

 

Dinheiro

Os adolescentes americanos são quatro vezes menos propensos a usar dinheiro em espécie que a população geral e só o utilizam para 6% de suas transações, de acordo com dados da empresa de cartões de débito para adolescentes Current.

As gerações mais jovens também são mais propensas a dizer que gostam de opções de pagamento que não envolvem dinheiro em espécie ou cartões em restaurantes. E a maioria das pessoas com menos de 30 anos prefere usar cartões em vez de dinheiro, inclusive para transações de menos de US$ 5.

 

Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2018/08/07/afastem-se-millennials-e-a-vez-da-geracao-z-abalar-a-industria.htm


A Mari apresentou para nós um assunto bem diferente na Parada Criativa de hoje: os influenciadores artificiais. Se você ainda não sabia da existência deles, leia o texto abaixo e saiba mais quem são essas pessoas que estão ocupando grandes espaços no mundo da propaganda.

 

O que define um influenciador digital? A grosso modo, um influenciador é alguém popular dentro de uma ou mais plataformas digitais. Essa popularidade vem pelas mais diversas razões, quase sempre devido ao conteúdo produzido, o nicho representado, o papel de liderança… Ou seja, pela influência gerada dentro de uma comunidade de pessoas.

Mas e se isso for aplicado a uma persona criada digitalmente e que não existe “no mundo real”, ela também seria um influenciador? Tecnicamente sim, e marcas como Dior, Prada e Supreme já estão usando desses influenciadores artificiais em seus projetos.

Um dos casos mais conhecidos é o da modelo Shudu Gram. Criada pelo fotógrafo britânico Cameron-James Wilson, que pretendia apenas um modesto projeto de arte, Shudu é sul-africana e modela para a Fenty Beauty, marca de cosméticos da cantora Rihanna.

Com 140 mil seguidores no Instagram, a modelo virtual já recebeu propostas de outras empresas que a querem como garota propaganda, mas, segundo Wilson, novos contratos só serão assinados se mantiveram a originalidade da modelo.

🌸 . . #digitalart #3d #clo3D #daz3d #thediigitals

Uma publicação compartilhada por Shudu (@shudu.gram) em

Embora seja “a primeira supermodelo digital do mundo”, como apresenta a descrição em seu perfil, Shudu é superada em números por outra influenciadora artificial, Miquela Sousa: 19 anos, de Los Angeles, com pai e mãe definidos, modelo de campanhas para marcas como Supreme, Prada e Diesel, e ativista de causas sociais. Sua conta no Instagram soma mais de 1,3 milhões de seguidores.

Miquela é a criação virtual de Trevor McFredies e Sara Decou, que ela chama de pais, mas que na verdade são os fundadores da startup Brud, um estúdio transmídia especializado na criação de narrativas comandadas por personagens digitais. A modelo é, por sinal, o projeto de maior sucesso da startup.

Drip Drip 💧

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É claro que a questão sobre a influência de um “não humano” sobre pessoas reais é levantada, mas para as empresas que já trabalham com esses influenciadores artificiais, o esquema não é nada diferente do já usado com os reais. Há sempre uma equipe de pessoas trabalhando por traz dos perfis famosos que acompanhamos nas redes sociais, e com os personagens virtuais é a mesma coisa.

Outro ponto interessante é que tudo é muito claro, ninguém está sendo enganado: marcas e público sabem que esses influenciadores não são pessoas reais. Mesmo que apenas como um ponto em sua descrição no Instagram, Miquela mostra em seu perfil que não é humana – “19/LA/Robot”. É bem verdade que grande parte dos seguidores da modelo pode não ter se atentado à descrição, mas ela está lá.

Do ponto de vista financeiro, o contrato com um influenciador artificial não sai, necessariamente, mais barato que o de um influenciador comum. Nos Estados Unidos, os preços cotados para as campanhas com personagens virtuais variam de US$ 5 mil a US$ 100 mil, dependendo da tecnologia necessária para o projeto, o nível de detalhes gráficos e outras especificidades do acordo.

A vantagem, porém, é que a empresa contratante tem menos trabalho e dores de cabeça. Não há questões de horário em agenda, exigências pessoais e tantos outros pontos que envolvem a negociação com influenciadores reais, principalmente com celebridades. Basicamente, a marca encomenda o ensaio, por exemplo, e o recebe pronto.

O que define um influenciador digital? A grosso modo, um influenciador é alguém popular dentro de uma ou mais plataformas digitais. Essa popularidade vem pelas mais diversas razões, quase sempre devido ao conteúdo produzido, o nicho representado, o papel de liderança… Ou seja, pela influência gerada dentro de uma comunidade de pessoas.

Mas e se isso for aplicado a uma persona criada digitalmente e que não existe “no mundo real”, ela também seria um influenciador? Tecnicamente sim, e marcas como Dior, Prada e Supreme já estão usando desses influenciadores artificiais em seus projetos.

Um dos casos mais conhecidos é o da modelo Shudu Gram. Criada pelo fotógrafo britânico Cameron-James Wilson, que pretendia apenas um modesto projeto de arte, Shudu é sul-africana e modela para a Fenty Beauty, marca de cosméticos da cantora Rihanna.

Com 140 mil seguidores no Instagram, a modelo virtual já recebeu propostas de outras empresas que a querem como garota propaganda, mas, segundo Wilson, novos contratos só serão assinados se mantiveram a originalidade da modelo.

Embora seja “a primeira supermodelo digital do mundo”, como apresenta a descrição em seu perfil, Shudu é superada em números por outra influenciadora artificial, Miquela Sousa: 19 anos, de Los Angeles, com pai e mãe definidos, modelo de campanhas para marcas como Supreme, Prada e Diesel, e ativista de causas sociais. Sua conta no Instagram soma mais de 1,3 milhões de seguidores.

Miquela é a criação virtual de Trevor McFredies e Sara Decou, que ela chama de pais, mas que na verdade são os fundadores da startup Brud, um estúdio transmídia especializado na criação de narrativas comandadas por personagens digitais. A modelo é, por sinal, o projeto de maior sucesso da startup.

É claro que a questão sobre a influência de um “não humano” sobre pessoas reais é levantada, mas para as empresas que já trabalham com esses influenciadores artificiais, o esquema não é nada diferente do já usado com os reais. Há sempre uma equipe de pessoas trabalhando por traz dos perfis famosos que acompanhamos nas redes sociais, e com os personagens virtuais é a mesma coisa.

Outro ponto interessante é que tudo é muito claro, ninguém está sendo enganado: marcas e público sabem que esses influenciadores não são pessoas reais. Mesmo que apenas como um ponto em sua descrição no Instagram, Miquela mostra em seu perfil que não é humana – “19/LA/Robot”. É bem verdade que grande parte dos seguidores da modelo pode não ter se atentado à descrição, mas ela está lá.

 

Fonte:https://www.b9.com.br/95635/influenciadores-artificiais-marcas-ja-tem-usado-influenciadores-nao-reais-em-seus-projetos/


Na Parada Criativa da semana tivemos uma convidada especial: a Bruna Schäffer, que fez recentemente o curso Conceitos Disney para Excelência em Atendimento e Serviços e veio compartilhar conosco o que ela aprendeu de mais interessante.

 

Pessoas! A base das empresas.

Mas, calma aí… A base das empresas não são os produtos e serviços?

Claro, mas e como vendê-los sem as pessoas? E mais, sem o engajamento delas?

Em diversos estudos, as pessoas vêm no topo dos principais problemas das empresas. Será que estamos prontos para resolver esse problema? Se nós não estamos, a Disney está!

Serviço excepcional, isso é o que eles proporcionam a todos que visitam seus parques. E quando eu digo todos são todos mesmo! Com uma filosofia baseada em cortesia, eficiência, segurança e show eles conquistaram o mundo inteiro e servem como referência no que diz respeito a atendimento de excelência.

“Qual é a nossa fórmula de sucesso? É a atenção infinita aos detalhes às pequenas coisas, realmente pequenas, coisas difíceis com as quais os outros não querem perder tempo e dinheiro e não se dão ao trabalho de fazer.” (John Hench, Walt Disney imagineering) Para um serviço ser excepcional ele deve estar intimamente ligado com capacidade de criar conexões emocionais com o cliente externo e interno também. Não se pode ter um serviço externo excepcional sem ter um serviço interno excepcional.

Na Disney, os funcionários (cast members) fazem parte de um elenco, onde o propósito é: Criar felicidade ao dar o melhor em entretenimento para as pessoas de todas as idades, em todos os lugares. O propósito da empresa é conhecido por todos, assim como todas as normas. Os cast members são orientados a nunca deixar que a realidade invada a fantasia. E eles fazem isso o tempo todo, em pequenas ações, como um funcionário da área de limpeza fazendo um pequeno show para os visitantes enquanto o outro limpa um lugar que estava sujo ou, no castelo da Cinderela não pode estar os 7 anões, certo? Tudo é pensado para que os visitantes não se sintam dentro de um parque e sim dentro de uma das histórias Disney.

O sentimento de servir com excelência está em todos. Identificar o tipo de cliente, suas necessidades, ouvi-lo e assim pensar no que pode ser feito para criar conexões emocionais e assim ele sair extremamente feliz e satisfeito do parque.

Como fazem isso com os seus “cast members?” Eles investem em treinamento. Treinam muito todos os seus funcionários. Eles contam com a Disney University para isso, onde os recém-contratados e após o treinamento o elenco estreia no Disney Traditions, que tem como meta a seguinte frase: “Nós não colocamos pessoas na Disney, nós colocamos a Disney nas pessoas”. Todos conhecem os bastidores, todos falam a mesma linguagem, com o mesmo propósito, todos sorriem o tempo todo, pois entendem que não é apenas um dia de trabalho, eles estão num palco para um show de fantasia e eles são o elenco. Todos dão o melhor de si e a Disney reconhece e recompensa o desempenho dos seus “cast members”, elevando a motivação.

Como transformar o meu serviço em um serviço excepcional? Parece clichê, mas colocar amor e energia no que se faz. Isso é o que eles fazem. Nós não precisamos transformar nossas empresas todas em “Disneys”, mas podemos usar a essência e a filosofia que move eles e que pode mover o atendimento ao cliente para algo incrível. Crie a cara do seu negócio, a sua filosofia, o seu propósito. Descubra sua empresa e o que mantem ela. Coloque sentido nas ações e não guarde isso, mostre para os outros para que eles também entendam o sentido e consigam transmitir ao cliente. Preste atenção nos detalhes e dê importância a eles. Trate cada cliente como VIP, todos são essenciais.

 

Fonte: Apostila Conceitos Disney para Excelência em Atendimento e Serviços.


Estabelecer um relacionamento com o cliente atualmente é o grande desafio. Na Parada Criativa da semana, a Nick abordou a questão dos programas de fidelidade e o seu real papel na construção dessa conexão da empresa com o seu consumidor.

 

Na era dos relacionamentos líquidos, é preciso repensar as conexões.

O estado atual da economia é, no mínimo, conturbado, mas parece estar tudo azul para as iniciativas de fidelização no mercado brasileiro. Muito por conta do próprio cenário de crise, que faz o consumidor enxergar pontos e milhas como economia real no fim do mês, o número de cadastros em programas de fidelidade chegou a 107,9 milhões no terceiro trimestre de 2017, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF). Com a ajuda da transformação digital, que facilitou as operações e abriu novas possibilidades, grandes players varejistas entraram no jogo pela primeira vez e velhos conhecidos do público no tocante à fidelidade ganharam um belo impulso. A situação me parece oportuna para pensar um pouco no futuro dessas empreitadas — inéditas e tradicionais. Porém, antes, uma visitinha rápida ao passado.

Programas de fidelidade não são novidade. Longe disso. Suas origens remontam ao fim do século 18, quando comerciantes americanos distribuíam fichas de cobre que podiam ser trocadas posteriormente por produtos. Daí, partiu-se para os selos e cupons, e chegamos ao primeiro programa moderno, criado em 1981 pela American Airlines para seus “frequent flyers”. Quase 40 anos depois desse marco, muita coisa mudou, mas a lógica ainda é a mesma: marcas premiando a fidelidade de seus consumidores com mais de seus produtos ou equivalentes “paramonetários” (descontos, pontos, etc.). As fichas de cobre agora estão na tela de um dispositivo móvel. Será que ainda faz sentido pensar assim?

À luz da “modernidade líquida”, como chamou Zygmunt Bauman (1925–2017) os tempos em que vivemos, o valor da fidelidade parece se diluir, pelo menos nos termos aos quais estamos acostumados. Se um relacionamento entre duas pessoas pode se encerrar pelo apertar de um botão, o que dizer da conexão entre um consumidor e uma marca? Como dito anteriormente, o universo digital ampliou consideravelmente as oportunidades para as marcas, mas também o fez para o consumidor. Com custos de troca de fornecedores de serviços e produtos cada vez menores, emergência de modalidades pay-per-use e assinatura, sistemas de cashback e o mundo na palma da mão, para o consumidor não basta mais ter sua fidelidade “alugada”. Parece que chegamos a um estágio de maturidade puramente transacional — nos programas ou agrupamentos bem construídos, ao menos — que acabou, por outro lado, escancarando o risco de um esvaziamento emocional. Quando não há problemas com a tecnologia que dá suporte a tudo, muitas vezes o consumidor se depara com uma tentativa de modificação artificial do seu comportamento, para vencer metas que não têm eco na sua realidade e, na hora da contrapartida, com um benefício puramente financeiro e prático ou com um universo de benefícios irrelevantes.

Quando a próxima oscilação econômica, cumprindo o roteiro conhecido, jogar para o alto o poder de compra da população de novo e o elemento “ponta do lápis” perder um pouco a força que carrega no momento atual, acredito que iniciativas que apostem em noções mais contemporâneas vão se sobressair. Fidelidade construída sobre valores de marca, por exemplo. Consumo porque abraço a causa, ou porque a “mecânica” do programa faz sentido no meu momento de vida ou frente àquilo em que acredito. Exemplo disso é a rede americana de farmácias que premia com pontos os clientes que tomam atitudes positivas com relação à saúde, como parar de fumar, medir a pressão diariamente e praticar exercícios.

E para além disso, será que já não chegamos ao ponto de repensar toda essa organização da ideia de fidelidade em programas? Hoje, as marcas que investem com seriedade na jornada do cliente e criam conexões inteligentes, dinâmicas — retroalimentadas por dados — e proveitosas para ambos os lados têm plena condição de criar uma relação em que a fidelidade é matéria-prima, causa e consequência, perpassando tudo a cada interação. Sem precisar de fichas de cobre, selos ou cupons.

 

Fonte:http://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2018/08/13/fidelidade-tem-futuro.html


O Chico trouxe para a Parada Criativa de hoje um texto que nos faz refletir e pensar a fundo sobre algo que já é realidade e que afeta muitos dos que estão a nossa volta: o esgotamento físico e mental, denominados como “Síndrome de Burnout”.

 

Imagine uma propaganda: a luz entra pela janela iluminando o rosto do casal. Se espreguiçam e se beijam felizes. Agora, já na cozinha, a mãe prepara o café antes de ir para o trabalho e, ao que parece, levar seus filhos à escola. Estes estão educados e sorridentes na mesa, quando o pai chega, beija o ombro da mulher, beija os filhos e senta-se na mesa. Sorrindo e claramente “besticontentes”, distribuem afetos enquanto o foco da câmera destaca uma faca com uma porção de manteiga passada em um pão quente, sendo depois degustada pela família feliz, tendo ao fundo e por fim, uma voz que recita um slogan clichê após cantarolar o nome da marca.

Agora imagine aquele vídeo de um evento super badalado sobre empreendedorismo, marketing e afins: Pessoas sorrindo, vibrando. Tudo em câmera lenta. Uma música pop ou um rock’n roll que precede a entrada triunfal de alguém que provoca em você euforia e aquela vontade de “quero ser esse cara!”. Mais sorrisos, mais choros, muitas pessoas e muita câmera lenta. Agora vem um depoimento de superação e super transformação. Vem também a sensação mágica de “eu posso! Basta acreditar”. Vem a promessa, a fórmula e o preço. Agora o convite e, você e sua carteira, abertos à realizar o “Épico” com “trocentos” jargões em inglês que você não entende, mas ainda alimentam a vontade de “ser eu”.

ESSAS DESCRIÇÕES LHE SÃO FAMILIAR? IMAGINO QUE SIM.

Vivemos em uma sociedade que reforça valores e anseios que são retroalimentados nos detalhes. Comovendo e constrangendo cada um, na busca por sucesso e realização padronizados e refletidos na personificação da “família feliz e ideal” das propagandas, somada com a cultura de competição e necessidade de ser mais e melhor ou ao menos ter. O que no fim, confunde-se no ser.

Esse ideal é transformado em “munição” para uma enxurrada de fórmulas, programas e promessas de uma vida melhor com menos esforço, de mais tranquilidade com muito dinheiro. Tudo fácil! Ou as vezes com uma pequena dose de “realidade”? – você precisa se esforçar, mas…. – com uma recompensa fantástica, provavelmente fazendo da praia, seu escritório.

MAS, QUE ISSO TEM HAVER COM O “ESGOTAMENTO” E VIDA PROFISSIONAL NA VIDA REAL?

A resposta é TUDO.

Tudo isso são imputs. Pequenas-grandes entradas/impulsos para geração de vontades e expectativas que são cada vez mais profundas. Antes apenas uma vontade rasa, agora um poço profundo.

A competição é real em um espaço que parece cada vez mais estreito em um ambiente que é cada vez mais rápido e que exige de nós uma adaptação cada vez mais efetiva.

O esgotamento ou cansaço absoluto é natural em um cenário como esse.

Antes, essa adaptação/inovação anteriormente era uma preocupação de pessoas mais experientes. Agora, a cobrança é cada vez mais embrionada na infância e sobrecarregada na juventude, principalmente no mercado de trabalho.

Workaholics são cada vez mais comuns e romantizados em diversas áreas, principalmente nas áreas criativas.

Contudo, nem tudo são espinhos. Inicialmente – e é justamente nesse processo que se encontra o perigo – apenas confundimos dedicação e sacrifício calculado, com rotinas abusivas que são naturalizadas pelos valores que comentei anteriormente.

Em um artigo anterior – Vivendo em conflito: entre a criatividade e a depressão – mencionei o aumento do número de casos de problemas psicológicos como causa de demissões e licenças no mercado de trabalho. Aqui temos uma fatia preocupante desse percentual.

Digo isto por um aspecto simples:

a recompensa momentânea e o prazer do reconhecimento pelo esforço ou a luta por este é uma das características preocupantes dos anteriormente citados Workaholics. Dessa forma, são as vítimas principais do esgotamento.

Algo importante ressaltar é que facilmente, a Síndrome de Burnout é confundida com a depressão e a ansiedade, principalmente por compartilharem de sintomas e da necessidade, em grande maioria dos casos, de psicotrópicos. Dessa forma, temos como principais sintomas:

  • Distúrbios do sono;
  • Dores musculares e de cabeça;
  • Irritabilidade;
  • Alterações de humor;
  • Falhas de memória;
  • Dificuldade de concentração;
  • Falta de apetite;
  • Agressividade;
  • Isolamento;
  • Pessimismo e baixa autoestima.

Dada a semelhança com os sintomas de outros transtornos, é importante que ao verificar a experimentação destes, há de ser necessário um diagnóstico psicológico com um profissional.

Contudo, existem práticas que podem reduzir os sintomas e sanar episódios, sejam eles constantes e/ou duradouros

– BUSQUE INTERVALOS REGULARES E PAUSAS SEMANAIS

Entendo a quantidade de demandas e responsabilidades a serem cumpridas. Contudo é necessário ter pausas regulares durante o período de trabalho, bem como, intervalos maiores entre os 7 dias de trabalho.

Em artigos anteriores comentei sobre algumas metodologias, uma delas é o Pomodoro, que pode ser utilizado para gerar rotinas de pausas regulares.

Lembre-se que a sobrecarga tem seu preço e ele não é nada baixo.

– SEU CORPO É INTELIGENTE. FIQUE ATENTO AOS SINAIS

Em muitas situações, dores de cabeça e/ou musculares constantes são os primeiros sinais de abuso do seu corpo. Por isso, OUÇA! Fique atento aos pequenos sinais. Quanto mais cedo equilibrar a rotina, menos chances terá de desenvolver diversos transtornos e doenças.

– AQUELE “REMEDINHO PARA DORMIR MELHOR” PODE ESTAR ESCONDENDO SEUS SINTOMAS E GERANDO UMA DEPENDÊNCIA

Existem pesquisas que alertam sobre o consumo excessivo de psicotrópicos como rivotril para aliviar a tensão, angústias e trazer melhoria da rotina e do sono. Junto a essa prática, que não está limitada apenas a esse medicamento, o consumo de drogas e bebidas alcoólicas é exponencialmente mais alto em pessoas que vivenciam rotinas abusivas de trabalho e na Síndrome de Burnout.

É importante lembrar que as medicações, sejam elas quaisquer forem, só devem ser utilizadas sob prescrição médica, dado que envolvem rotinas de uso e de desmame. O seu uso abusivo, ameniza os sintomas, sublimando e gerando dependência que, posteriormente diagnosticada, torna o processo de desuso doloroso e muito mais complicado.

O uso de drogas e bebidas alcoólicas como alternativas aos psicotrópicos representam o mesmo risco.

Aqui fica uma ressalva importante:

De forma dura e simples, anestesiar a dor através de drogas lícitas ou não, é uma fuga da realidade que não colabora para o enfrentamento e resolução dos problemas. A persistência nessa prática torna, pouco a pouco, mais difíceis as abordagens e tratamentos, com episódios cada vez mais intensos e traumáticos.

– UM DESAFIO: ORGANIZE-SE

Aqui temos um ponto muito complicado. Nem sempre é possível roteirizar todo nosso dia. Há coisas que nos escapam cotidianamente, principalmente em nosso ambiente de trabalho.

Contudo a criação de rotinas e padrões, por mínimo que sejam, facilita a compreensão e diminuem o desgaste mental e corporal. Organize seu espaço de trabalho e tome nota das demandas de forma facilitar o cumprimento e resolução de cada uma delas.

– VAMOS USAR UM TERMO MAIS TÉCNICO: TENHA SISTEMAS DE SUPORTE

Família, amigos e até mesmo nossos pets são aliados essenciais na batalha contra o esgotamento. Dedique tempo, mesmo que pouco, para se divertir, compartilhar e vivenciar esses alicerces tão importantes para estabilidade de nosso corpo e nossa mente.

 

Fonte: http://designculture.com.br/burnout