O público nascido entre 1996 e 2010, mais conhecido como Geração Z, foi o foco da Parada Criativa da Júlia. Estão cada vez mais entrando para o mercado como consumidores e mudando a maneira de vender e comprar produtos. Quer entender melhor? Confere o texto abaixo e não deixe de compartilhar com seus amigos:

 

Os millennials foram acusados de acabar com tantos produtos e setores – táxis, telefones fixos, correio tradicional – que se tornaram um clichê da imprensa. Mas a geração Y é uma notícia antiga. Hoje, empresas e profissionais de marketing tentam desesperadamente prever os caprichos assassinos da geração Z, o grupo demográfico nascido depois de 1996.

Às vezes chamada de “geração pós-millennials” ou “iGen”, a geração Z representa mais de um quinto da população dos EUA e é o grupo com maior diversidade étnica e racial da história do país.

Essas pessoas realmente nasceram na era digital e afirmam estar online “quase constantemente”, de acordo com um estudo de 2018 do Pew Research Center. Psicólogos disseram que o uso da tecnologia provocou uma crise nacional de saúde mental nos EUA. Mais de 70% dos membros da geração Z influenciam os gastos de sua família, de acordo com um relatório de 2017 da IBM e da National Retail Federation. Por terem uma influência tão grande e bilhões de dólares em poder aquisitivo, as empresas estão tentando entender os desejos deles. A relação deles com o dinheiro parece ter sido moldada pela Grande Recessão, disse uma especialista.

“As expectativas deles são menores, eles não são tão confiantes”, disse Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego que estudou a geração. “Eles não estão vendo o mundo com uma perspectiva otimista.”

Essa geração já possui uma combinação letal de poder econômico e influência nas redes sociais. Um tweet depreciativo de Kylie Jenner no início deste ano sobre o Snapchat, aplicativo dominado por adolescentes, eliminou US$ 1,3 bilhão do valor de mercado da Snap.

Mas a “morte” de empresas já foi declarada antes. Os millennials, por exemplo, iriam acabar com rolhas de vinho, namoro, cerveja, cereais e sabão em barra, mas tudo isso continua existindo.

Ainda assim, se um tweet tem a capacidade de movimentar esse tipo de capital, de que outras formas essa geração vai sacudir os mercados e moldar setores?

 

Shoppings

Considerando seu amor pela vida digital, a primeira vítima esperada das preferências de gastos dos adolescentes é o varejo tradicional. Os shoppings dos EUA estão fechando a um ritmo recorde, porque os membros das gerações Y e Z preferem o comércio eletrônico na hora de comprar. Mais de dois terços dos shoppings dos EUA viram uma queda nos varejistas nacionais em 2018, de acordo com um relatório da empresa de pesquisa imobiliária Green Street Advisors

 

Revistas impressas

Todos os tipos de revistas impressas registram um declínio das vendas nas bancas. Mas as revistas para adolescentes têm sofrido mais que outras para alcançar o público pretendido. Em novembro passado, a Condé Nast encerrou a edição impressa trimestral (antigamente mensal) da Teen Vogue.

Por sua vez, a revista Seventeen, uma publicação impressa de 73 anos pertencente à Hearst Communications, reduziu a frequência de 10 revistas para seis em 2016.

 

Dinheiro

Os adolescentes americanos são quatro vezes menos propensos a usar dinheiro em espécie que a população geral e só o utilizam para 6% de suas transações, de acordo com dados da empresa de cartões de débito para adolescentes Current.

As gerações mais jovens também são mais propensas a dizer que gostam de opções de pagamento que não envolvem dinheiro em espécie ou cartões em restaurantes. E a maioria das pessoas com menos de 30 anos prefere usar cartões em vez de dinheiro, inclusive para transações de menos de US$ 5.

 

Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2018/08/07/afastem-se-millennials-e-a-vez-da-geracao-z-abalar-a-industria.htm


A Mari apresentou para nós um assunto bem diferente na Parada Criativa de hoje: os influenciadores artificiais. Se você ainda não sabia da existência deles, leia o texto abaixo e saiba mais quem são essas pessoas que estão ocupando grandes espaços no mundo da propaganda.

 

O que define um influenciador digital? A grosso modo, um influenciador é alguém popular dentro de uma ou mais plataformas digitais. Essa popularidade vem pelas mais diversas razões, quase sempre devido ao conteúdo produzido, o nicho representado, o papel de liderança… Ou seja, pela influência gerada dentro de uma comunidade de pessoas.

Mas e se isso for aplicado a uma persona criada digitalmente e que não existe “no mundo real”, ela também seria um influenciador? Tecnicamente sim, e marcas como Dior, Prada e Supreme já estão usando desses influenciadores artificiais em seus projetos.

Um dos casos mais conhecidos é o da modelo Shudu Gram. Criada pelo fotógrafo britânico Cameron-James Wilson, que pretendia apenas um modesto projeto de arte, Shudu é sul-africana e modela para a Fenty Beauty, marca de cosméticos da cantora Rihanna.

Com 140 mil seguidores no Instagram, a modelo virtual já recebeu propostas de outras empresas que a querem como garota propaganda, mas, segundo Wilson, novos contratos só serão assinados se mantiveram a originalidade da modelo.

🌸 . . #digitalart #3d #clo3D #daz3d #thediigitals

Uma publicação compartilhada por Shudu (@shudu.gram) em

Embora seja “a primeira supermodelo digital do mundo”, como apresenta a descrição em seu perfil, Shudu é superada em números por outra influenciadora artificial, Miquela Sousa: 19 anos, de Los Angeles, com pai e mãe definidos, modelo de campanhas para marcas como Supreme, Prada e Diesel, e ativista de causas sociais. Sua conta no Instagram soma mais de 1,3 milhões de seguidores.

Miquela é a criação virtual de Trevor McFredies e Sara Decou, que ela chama de pais, mas que na verdade são os fundadores da startup Brud, um estúdio transmídia especializado na criação de narrativas comandadas por personagens digitais. A modelo é, por sinal, o projeto de maior sucesso da startup.

Drip Drip 💧

Uma publicação compartilhada por *~ MIQUELA ~* (@lilmiquela) em

É claro que a questão sobre a influência de um “não humano” sobre pessoas reais é levantada, mas para as empresas que já trabalham com esses influenciadores artificiais, o esquema não é nada diferente do já usado com os reais. Há sempre uma equipe de pessoas trabalhando por traz dos perfis famosos que acompanhamos nas redes sociais, e com os personagens virtuais é a mesma coisa.

Outro ponto interessante é que tudo é muito claro, ninguém está sendo enganado: marcas e público sabem que esses influenciadores não são pessoas reais. Mesmo que apenas como um ponto em sua descrição no Instagram, Miquela mostra em seu perfil que não é humana – “19/LA/Robot”. É bem verdade que grande parte dos seguidores da modelo pode não ter se atentado à descrição, mas ela está lá.

Do ponto de vista financeiro, o contrato com um influenciador artificial não sai, necessariamente, mais barato que o de um influenciador comum. Nos Estados Unidos, os preços cotados para as campanhas com personagens virtuais variam de US$ 5 mil a US$ 100 mil, dependendo da tecnologia necessária para o projeto, o nível de detalhes gráficos e outras especificidades do acordo.

A vantagem, porém, é que a empresa contratante tem menos trabalho e dores de cabeça. Não há questões de horário em agenda, exigências pessoais e tantos outros pontos que envolvem a negociação com influenciadores reais, principalmente com celebridades. Basicamente, a marca encomenda o ensaio, por exemplo, e o recebe pronto.

O que define um influenciador digital? A grosso modo, um influenciador é alguém popular dentro de uma ou mais plataformas digitais. Essa popularidade vem pelas mais diversas razões, quase sempre devido ao conteúdo produzido, o nicho representado, o papel de liderança… Ou seja, pela influência gerada dentro de uma comunidade de pessoas.

Mas e se isso for aplicado a uma persona criada digitalmente e que não existe “no mundo real”, ela também seria um influenciador? Tecnicamente sim, e marcas como Dior, Prada e Supreme já estão usando desses influenciadores artificiais em seus projetos.

Um dos casos mais conhecidos é o da modelo Shudu Gram. Criada pelo fotógrafo britânico Cameron-James Wilson, que pretendia apenas um modesto projeto de arte, Shudu é sul-africana e modela para a Fenty Beauty, marca de cosméticos da cantora Rihanna.

Com 140 mil seguidores no Instagram, a modelo virtual já recebeu propostas de outras empresas que a querem como garota propaganda, mas, segundo Wilson, novos contratos só serão assinados se mantiveram a originalidade da modelo.

Embora seja “a primeira supermodelo digital do mundo”, como apresenta a descrição em seu perfil, Shudu é superada em números por outra influenciadora artificial, Miquela Sousa: 19 anos, de Los Angeles, com pai e mãe definidos, modelo de campanhas para marcas como Supreme, Prada e Diesel, e ativista de causas sociais. Sua conta no Instagram soma mais de 1,3 milhões de seguidores.

Miquela é a criação virtual de Trevor McFredies e Sara Decou, que ela chama de pais, mas que na verdade são os fundadores da startup Brud, um estúdio transmídia especializado na criação de narrativas comandadas por personagens digitais. A modelo é, por sinal, o projeto de maior sucesso da startup.

É claro que a questão sobre a influência de um “não humano” sobre pessoas reais é levantada, mas para as empresas que já trabalham com esses influenciadores artificiais, o esquema não é nada diferente do já usado com os reais. Há sempre uma equipe de pessoas trabalhando por traz dos perfis famosos que acompanhamos nas redes sociais, e com os personagens virtuais é a mesma coisa.

Outro ponto interessante é que tudo é muito claro, ninguém está sendo enganado: marcas e público sabem que esses influenciadores não são pessoas reais. Mesmo que apenas como um ponto em sua descrição no Instagram, Miquela mostra em seu perfil que não é humana – “19/LA/Robot”. É bem verdade que grande parte dos seguidores da modelo pode não ter se atentado à descrição, mas ela está lá.

 

Fonte:https://www.b9.com.br/95635/influenciadores-artificiais-marcas-ja-tem-usado-influenciadores-nao-reais-em-seus-projetos/


Na Parada Criativa da semana tivemos uma convidada especial: a Bruna Schäffer, que fez recentemente o curso Conceitos Disney para Excelência em Atendimento e Serviços e veio compartilhar conosco o que ela aprendeu de mais interessante.

 

Pessoas! A base das empresas.

Mas, calma aí… A base das empresas não são os produtos e serviços?

Claro, mas e como vendê-los sem as pessoas? E mais, sem o engajamento delas?

Em diversos estudos, as pessoas vêm no topo dos principais problemas das empresas. Será que estamos prontos para resolver esse problema? Se nós não estamos, a Disney está!

Serviço excepcional, isso é o que eles proporcionam a todos que visitam seus parques. E quando eu digo todos são todos mesmo! Com uma filosofia baseada em cortesia, eficiência, segurança e show eles conquistaram o mundo inteiro e servem como referência no que diz respeito a atendimento de excelência.

“Qual é a nossa fórmula de sucesso? É a atenção infinita aos detalhes às pequenas coisas, realmente pequenas, coisas difíceis com as quais os outros não querem perder tempo e dinheiro e não se dão ao trabalho de fazer.” (John Hench, Walt Disney imagineering) Para um serviço ser excepcional ele deve estar intimamente ligado com capacidade de criar conexões emocionais com o cliente externo e interno também. Não se pode ter um serviço externo excepcional sem ter um serviço interno excepcional.

Na Disney, os funcionários (cast members) fazem parte de um elenco, onde o propósito é: Criar felicidade ao dar o melhor em entretenimento para as pessoas de todas as idades, em todos os lugares. O propósito da empresa é conhecido por todos, assim como todas as normas. Os cast members são orientados a nunca deixar que a realidade invada a fantasia. E eles fazem isso o tempo todo, em pequenas ações, como um funcionário da área de limpeza fazendo um pequeno show para os visitantes enquanto o outro limpa um lugar que estava sujo ou, no castelo da Cinderela não pode estar os 7 anões, certo? Tudo é pensado para que os visitantes não se sintam dentro de um parque e sim dentro de uma das histórias Disney.

O sentimento de servir com excelência está em todos. Identificar o tipo de cliente, suas necessidades, ouvi-lo e assim pensar no que pode ser feito para criar conexões emocionais e assim ele sair extremamente feliz e satisfeito do parque.

Como fazem isso com os seus “cast members?” Eles investem em treinamento. Treinam muito todos os seus funcionários. Eles contam com a Disney University para isso, onde os recém-contratados e após o treinamento o elenco estreia no Disney Traditions, que tem como meta a seguinte frase: “Nós não colocamos pessoas na Disney, nós colocamos a Disney nas pessoas”. Todos conhecem os bastidores, todos falam a mesma linguagem, com o mesmo propósito, todos sorriem o tempo todo, pois entendem que não é apenas um dia de trabalho, eles estão num palco para um show de fantasia e eles são o elenco. Todos dão o melhor de si e a Disney reconhece e recompensa o desempenho dos seus “cast members”, elevando a motivação.

Como transformar o meu serviço em um serviço excepcional? Parece clichê, mas colocar amor e energia no que se faz. Isso é o que eles fazem. Nós não precisamos transformar nossas empresas todas em “Disneys”, mas podemos usar a essência e a filosofia que move eles e que pode mover o atendimento ao cliente para algo incrível. Crie a cara do seu negócio, a sua filosofia, o seu propósito. Descubra sua empresa e o que mantem ela. Coloque sentido nas ações e não guarde isso, mostre para os outros para que eles também entendam o sentido e consigam transmitir ao cliente. Preste atenção nos detalhes e dê importância a eles. Trate cada cliente como VIP, todos são essenciais.

 

Fonte: Apostila Conceitos Disney para Excelência em Atendimento e Serviços.


Estabelecer um relacionamento com o cliente atualmente é o grande desafio. Na Parada Criativa da semana, a Nick abordou a questão dos programas de fidelidade e o seu real papel na construção dessa conexão da empresa com o seu consumidor.

 

Na era dos relacionamentos líquidos, é preciso repensar as conexões.

O estado atual da economia é, no mínimo, conturbado, mas parece estar tudo azul para as iniciativas de fidelização no mercado brasileiro. Muito por conta do próprio cenário de crise, que faz o consumidor enxergar pontos e milhas como economia real no fim do mês, o número de cadastros em programas de fidelidade chegou a 107,9 milhões no terceiro trimestre de 2017, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF). Com a ajuda da transformação digital, que facilitou as operações e abriu novas possibilidades, grandes players varejistas entraram no jogo pela primeira vez e velhos conhecidos do público no tocante à fidelidade ganharam um belo impulso. A situação me parece oportuna para pensar um pouco no futuro dessas empreitadas — inéditas e tradicionais. Porém, antes, uma visitinha rápida ao passado.

Programas de fidelidade não são novidade. Longe disso. Suas origens remontam ao fim do século 18, quando comerciantes americanos distribuíam fichas de cobre que podiam ser trocadas posteriormente por produtos. Daí, partiu-se para os selos e cupons, e chegamos ao primeiro programa moderno, criado em 1981 pela American Airlines para seus “frequent flyers”. Quase 40 anos depois desse marco, muita coisa mudou, mas a lógica ainda é a mesma: marcas premiando a fidelidade de seus consumidores com mais de seus produtos ou equivalentes “paramonetários” (descontos, pontos, etc.). As fichas de cobre agora estão na tela de um dispositivo móvel. Será que ainda faz sentido pensar assim?

À luz da “modernidade líquida”, como chamou Zygmunt Bauman (1925–2017) os tempos em que vivemos, o valor da fidelidade parece se diluir, pelo menos nos termos aos quais estamos acostumados. Se um relacionamento entre duas pessoas pode se encerrar pelo apertar de um botão, o que dizer da conexão entre um consumidor e uma marca? Como dito anteriormente, o universo digital ampliou consideravelmente as oportunidades para as marcas, mas também o fez para o consumidor. Com custos de troca de fornecedores de serviços e produtos cada vez menores, emergência de modalidades pay-per-use e assinatura, sistemas de cashback e o mundo na palma da mão, para o consumidor não basta mais ter sua fidelidade “alugada”. Parece que chegamos a um estágio de maturidade puramente transacional — nos programas ou agrupamentos bem construídos, ao menos — que acabou, por outro lado, escancarando o risco de um esvaziamento emocional. Quando não há problemas com a tecnologia que dá suporte a tudo, muitas vezes o consumidor se depara com uma tentativa de modificação artificial do seu comportamento, para vencer metas que não têm eco na sua realidade e, na hora da contrapartida, com um benefício puramente financeiro e prático ou com um universo de benefícios irrelevantes.

Quando a próxima oscilação econômica, cumprindo o roteiro conhecido, jogar para o alto o poder de compra da população de novo e o elemento “ponta do lápis” perder um pouco a força que carrega no momento atual, acredito que iniciativas que apostem em noções mais contemporâneas vão se sobressair. Fidelidade construída sobre valores de marca, por exemplo. Consumo porque abraço a causa, ou porque a “mecânica” do programa faz sentido no meu momento de vida ou frente àquilo em que acredito. Exemplo disso é a rede americana de farmácias que premia com pontos os clientes que tomam atitudes positivas com relação à saúde, como parar de fumar, medir a pressão diariamente e praticar exercícios.

E para além disso, será que já não chegamos ao ponto de repensar toda essa organização da ideia de fidelidade em programas? Hoje, as marcas que investem com seriedade na jornada do cliente e criam conexões inteligentes, dinâmicas — retroalimentadas por dados — e proveitosas para ambos os lados têm plena condição de criar uma relação em que a fidelidade é matéria-prima, causa e consequência, perpassando tudo a cada interação. Sem precisar de fichas de cobre, selos ou cupons.

 

Fonte:http://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2018/08/13/fidelidade-tem-futuro.html


O Chico trouxe para a Parada Criativa de hoje um texto que nos faz refletir e pensar a fundo sobre algo que já é realidade e que afeta muitos dos que estão a nossa volta: o esgotamento físico e mental, denominados como “Síndrome de Burnout”.

 

Imagine uma propaganda: a luz entra pela janela iluminando o rosto do casal. Se espreguiçam e se beijam felizes. Agora, já na cozinha, a mãe prepara o café antes de ir para o trabalho e, ao que parece, levar seus filhos à escola. Estes estão educados e sorridentes na mesa, quando o pai chega, beija o ombro da mulher, beija os filhos e senta-se na mesa. Sorrindo e claramente “besticontentes”, distribuem afetos enquanto o foco da câmera destaca uma faca com uma porção de manteiga passada em um pão quente, sendo depois degustada pela família feliz, tendo ao fundo e por fim, uma voz que recita um slogan clichê após cantarolar o nome da marca.

Agora imagine aquele vídeo de um evento super badalado sobre empreendedorismo, marketing e afins: Pessoas sorrindo, vibrando. Tudo em câmera lenta. Uma música pop ou um rock’n roll que precede a entrada triunfal de alguém que provoca em você euforia e aquela vontade de “quero ser esse cara!”. Mais sorrisos, mais choros, muitas pessoas e muita câmera lenta. Agora vem um depoimento de superação e super transformação. Vem também a sensação mágica de “eu posso! Basta acreditar”. Vem a promessa, a fórmula e o preço. Agora o convite e, você e sua carteira, abertos à realizar o “Épico” com “trocentos” jargões em inglês que você não entende, mas ainda alimentam a vontade de “ser eu”.

ESSAS DESCRIÇÕES LHE SÃO FAMILIAR? IMAGINO QUE SIM.

Vivemos em uma sociedade que reforça valores e anseios que são retroalimentados nos detalhes. Comovendo e constrangendo cada um, na busca por sucesso e realização padronizados e refletidos na personificação da “família feliz e ideal” das propagandas, somada com a cultura de competição e necessidade de ser mais e melhor ou ao menos ter. O que no fim, confunde-se no ser.

Esse ideal é transformado em “munição” para uma enxurrada de fórmulas, programas e promessas de uma vida melhor com menos esforço, de mais tranquilidade com muito dinheiro. Tudo fácil! Ou as vezes com uma pequena dose de “realidade”? – você precisa se esforçar, mas…. – com uma recompensa fantástica, provavelmente fazendo da praia, seu escritório.

MAS, QUE ISSO TEM HAVER COM O “ESGOTAMENTO” E VIDA PROFISSIONAL NA VIDA REAL?

A resposta é TUDO.

Tudo isso são imputs. Pequenas-grandes entradas/impulsos para geração de vontades e expectativas que são cada vez mais profundas. Antes apenas uma vontade rasa, agora um poço profundo.

A competição é real em um espaço que parece cada vez mais estreito em um ambiente que é cada vez mais rápido e que exige de nós uma adaptação cada vez mais efetiva.

O esgotamento ou cansaço absoluto é natural em um cenário como esse.

Antes, essa adaptação/inovação anteriormente era uma preocupação de pessoas mais experientes. Agora, a cobrança é cada vez mais embrionada na infância e sobrecarregada na juventude, principalmente no mercado de trabalho.

Workaholics são cada vez mais comuns e romantizados em diversas áreas, principalmente nas áreas criativas.

Contudo, nem tudo são espinhos. Inicialmente – e é justamente nesse processo que se encontra o perigo – apenas confundimos dedicação e sacrifício calculado, com rotinas abusivas que são naturalizadas pelos valores que comentei anteriormente.

Em um artigo anterior – Vivendo em conflito: entre a criatividade e a depressão – mencionei o aumento do número de casos de problemas psicológicos como causa de demissões e licenças no mercado de trabalho. Aqui temos uma fatia preocupante desse percentual.

Digo isto por um aspecto simples:

a recompensa momentânea e o prazer do reconhecimento pelo esforço ou a luta por este é uma das características preocupantes dos anteriormente citados Workaholics. Dessa forma, são as vítimas principais do esgotamento.

Algo importante ressaltar é que facilmente, a Síndrome de Burnout é confundida com a depressão e a ansiedade, principalmente por compartilharem de sintomas e da necessidade, em grande maioria dos casos, de psicotrópicos. Dessa forma, temos como principais sintomas:

  • Distúrbios do sono;
  • Dores musculares e de cabeça;
  • Irritabilidade;
  • Alterações de humor;
  • Falhas de memória;
  • Dificuldade de concentração;
  • Falta de apetite;
  • Agressividade;
  • Isolamento;
  • Pessimismo e baixa autoestima.

Dada a semelhança com os sintomas de outros transtornos, é importante que ao verificar a experimentação destes, há de ser necessário um diagnóstico psicológico com um profissional.

Contudo, existem práticas que podem reduzir os sintomas e sanar episódios, sejam eles constantes e/ou duradouros

– BUSQUE INTERVALOS REGULARES E PAUSAS SEMANAIS

Entendo a quantidade de demandas e responsabilidades a serem cumpridas. Contudo é necessário ter pausas regulares durante o período de trabalho, bem como, intervalos maiores entre os 7 dias de trabalho.

Em artigos anteriores comentei sobre algumas metodologias, uma delas é o Pomodoro, que pode ser utilizado para gerar rotinas de pausas regulares.

Lembre-se que a sobrecarga tem seu preço e ele não é nada baixo.

– SEU CORPO É INTELIGENTE. FIQUE ATENTO AOS SINAIS

Em muitas situações, dores de cabeça e/ou musculares constantes são os primeiros sinais de abuso do seu corpo. Por isso, OUÇA! Fique atento aos pequenos sinais. Quanto mais cedo equilibrar a rotina, menos chances terá de desenvolver diversos transtornos e doenças.

– AQUELE “REMEDINHO PARA DORMIR MELHOR” PODE ESTAR ESCONDENDO SEUS SINTOMAS E GERANDO UMA DEPENDÊNCIA

Existem pesquisas que alertam sobre o consumo excessivo de psicotrópicos como rivotril para aliviar a tensão, angústias e trazer melhoria da rotina e do sono. Junto a essa prática, que não está limitada apenas a esse medicamento, o consumo de drogas e bebidas alcoólicas é exponencialmente mais alto em pessoas que vivenciam rotinas abusivas de trabalho e na Síndrome de Burnout.

É importante lembrar que as medicações, sejam elas quaisquer forem, só devem ser utilizadas sob prescrição médica, dado que envolvem rotinas de uso e de desmame. O seu uso abusivo, ameniza os sintomas, sublimando e gerando dependência que, posteriormente diagnosticada, torna o processo de desuso doloroso e muito mais complicado.

O uso de drogas e bebidas alcoólicas como alternativas aos psicotrópicos representam o mesmo risco.

Aqui fica uma ressalva importante:

De forma dura e simples, anestesiar a dor através de drogas lícitas ou não, é uma fuga da realidade que não colabora para o enfrentamento e resolução dos problemas. A persistência nessa prática torna, pouco a pouco, mais difíceis as abordagens e tratamentos, com episódios cada vez mais intensos e traumáticos.

– UM DESAFIO: ORGANIZE-SE

Aqui temos um ponto muito complicado. Nem sempre é possível roteirizar todo nosso dia. Há coisas que nos escapam cotidianamente, principalmente em nosso ambiente de trabalho.

Contudo a criação de rotinas e padrões, por mínimo que sejam, facilita a compreensão e diminuem o desgaste mental e corporal. Organize seu espaço de trabalho e tome nota das demandas de forma facilitar o cumprimento e resolução de cada uma delas.

– VAMOS USAR UM TERMO MAIS TÉCNICO: TENHA SISTEMAS DE SUPORTE

Família, amigos e até mesmo nossos pets são aliados essenciais na batalha contra o esgotamento. Dedique tempo, mesmo que pouco, para se divertir, compartilhar e vivenciar esses alicerces tão importantes para estabilidade de nosso corpo e nossa mente.

 

Fonte: http://designculture.com.br/burnout



A maneira que se transmite uma mensagem ao próximo pode ser decisiva no entendimento dele e na forma como ele vai lidar com as informações apresentadas. É sobre esse tema a Parada Criativa de hoje, apresentada pela Vane.

 

Se você está lendo este conteúdo,  provavelmente pretende melhorar sua capacidade de se relacionar e influenciar pessoas. Sempre é desafiador fazer com que os outros gostem de você e aceitem seus pontos de vista, não é mesmo?

Letícia Kfoury, Relações Públicas por formação e consultora em gestão estratégica e coach, fala sobre técnicas para melhorar a nossa comunicação, e aponta a maior semelhança que existe em todas as áreas: as relações humanas.

“Somos todos aprendizes e podemos contar com inúmeras ferramentas simples e poderosas, quando bem aplicadas, para termos maior entendimento, definir as ações e agir”. Letícia Kfoury

Sendo RP ou não, precisamos aprender sobre como influenciar pessoas. Continue a leitura para aprender algumas dicas práticas de como apresentar ideias e influenciar pessoas.

 

a) Influenciar pessoas: técnicas de comunicação ou coaching?

Letícia entende que o comportamento humano é influenciado pela comunicação intra e interpessoal. Independente da história de cada um, é possível estabelecer uma comunicação estratégica, reeditar pensamentos e construir novos caminhos.

No ambiente corporativo, as técnicas de coaching podem ser introduzidas em todos os níveis da organização. “Quando entendemos  quem é a equipe, podemos tomar decisões mais assertivas. Isso acontece porque comunicação é interpretação e cada um pode ter a sua”, disse.

Letícia completou que “as ferramentas podem ser utilizadas para que todos se engajem no mesmo objetivo e seja possível aproveitar as forças e potencialidades de cada um, com maior performance. Essas técnicas são capazes de transpor barreiras antes invisíveis, com maior entendimento. Imagine a dimensão que isso pode ter quando toda a organização tem clareza das pessoas, incluindo elas mesmas?”.

Alinhadas, as técnicas de coaching e comunicação são capazes de desenvolver e aprimorar habilidades de relacionamento. Isso porque a partir desse processo você aguça sua percepção de quanto e quais competências devem ser melhoradas.

 

b) Quer melhorar a capacidade de se relacionar com as pessoas? Saiba ouvir!

Sim! Somos seres sociais! O maior desafio da comunicação é conseguir conectar mundos diferentes. Como fazer isso em um contexto em que as pessoas cada vez mais querem falar?

 “Sabe aquele ditado que nos lembra que temos dois ouvidos e uma boca? (rs) 

Nesse contexto, a palavra ouvir fala sobre “mergulhar no mundo de quem escuta, entender seus anseios, necessidades e dúvidas. Explorar a realidade do outro de forma empática e depois criar as conexões”.

Uma dica: que tal perguntar e ouvir abertamente, antes de formular a resposta? Melhor ainda, que tal começar a ouvir os seus diálogos internos e melhorar o seu relacionamento intrapessoal antes?

 

c) 3 pontos-chave para apresentar ideias e influenciar pessoas por Letícia Kfoury:

1. Ter domínio do assunto

Tenha domínio do assunto que será abordado. A preparação antecede uma apresentação de sucesso. Assim como um artista precisa de ensaios antes do espetáculo, é possível ensaiar a apresentação.

2. Ser didático

O material deve ser sempre didático, visual e de domínio de quem fala, pois é uma extensão do palestrante e deve traduzir sua personalidade, considerando o nível de conhecimento do público. Quando somos apaixonados pelo que falamos, podemos cometer o erro de achar que quem escuta também se apaixonará.

Sempre construa a apresentação pensando no público e incluir a sua mensagem no contexto dele, na linguagem adequada e evitando muitos termos técnicos. Esse vai ser um bom exercício, já que precisará estudar antes o mundo de quem escuta.

3. Empatia

O terceiro ponto é criar sinergia com as pessoas no momento da apresentação. Sabe o famoso “quebra-gelo”? Perguntas estratégicas são uma ótima opção.

Mas toda habilidade é conquistada fazendo. Então, faça acontecer. Nada melhor do que praticar e melhorar as técnicas para se conectar cada vez melhor com as pessoas.

 

d) É preciso ser líder para influenciar pessoas?

Para ter a capacidade de transformar as pessoas, é preciso saber liderar. E, nessa posição, mais do que saber ouvir é fundamental fazer com que as pessoas queiram te ouvir.

Para Letícia, todo líder é um influenciador, mas não necessariamente é preciso ser líder para influenciar. Isso porque é possível influenciar sendo referência em um determinado assunto, por exemplo.

“Então a minha dica é ser referência no que estiver fazendo. Estude, aprenda, pratique e se faça visto! Na sua própria caminhada, influenciará as pessoas com o seu exemplo. Vá além, seja autêntico no que se propõe a fazer e busque equilíbrio entre autenticidade e empatia.”

É importante dizer que os métodos básicos não garantem que você terá os resultados esperados em todas as ações, mas que, na maioria dos casos eles funcionam e te fazem uma pessoa melhor.

Com a prática, as dicas apresentadas neste conteúdo farão parte do seu dia a dia e você perceberá uma melhora das suas habilidades em lidar e se relacionar com as pessoas.

Por fim, Letícia disse que “tem que ser divertido. Ao longo da minha trajetória, aprendi uma grande lição: quem é livre, está livre para voar mais alto! Mais ainda: A maior liberdade é a liberdade da mente”.

 

Fonte: http://blogrp.todomundorp.com.br/2018/03/como-influenciar-pessoas-e-apresentar-ideias/


Você costuma tirar um tempo para ficar em silêncio? Dá uma olhada na Parada Criativa de hoje trazida pela Júlia e saiba os benefícios dessa prática tão simples e que muitas vezes deixamos de lado.

 

O silêncio tem sido fonte de muitas reflexões ao longo de todas as épocas.

Ao mesmo tempo, saturamos os locais onde vivemos com tantos barulhos que é cada vez mais difícil encontrá-lo.Isto faz com que cada vez mais pessoas que passam pela experiência de não ouvir barulhos, caiam em um abismo dentro delas mesmas.Temos um barulho que atualmente está hiper estimulado. O mais grave é que quase todos esses estímulos auditivos que recebemos do exterior são mais ou menos alarmantes. Barulhos de carros, burburinho, músicas estridentes, apitos, sinais… enfim… nada que inspire tranquilidade.

“A areia do deserto é para o viajante cansado a mesma coisa que a conversa incessante é  para o amante do silêncio”. -Provérbio persa-

Além de incidir no nosso estado emocional, a ciência também comprovou que o silêncio afeta o cérebro. Segundo uma pesquisa realizada na Alemanha pelo Research Center for Regenerative Therapies de Dresden, existem processos cerebrais que só podem ser realizados em silêncio.Até pouco tempo atrás, pensava-se que os neurônios eram incapazes de se regenerar. Contudo, com o desenvolvimento da neurogênese ficou comprovado que isto é um erro. Ainda não está muito claro o que exatamente promove a regeneração neurológica e cerebral, mas já existem pistas valiosas a respeito, e uma delas é o silêncio.

 

Experimentando o silêncio

Os pesquisadores alemães fizeram, a princípio, uma experiência com um grupo de ratos. A pesquisa consistia em deixá-los em completo silêncio durante duas horas por dia. Ao mesmo tempo, haveria uma observação dos seus cérebros para ver se isto criava alguma mudança.O resultado foi contundente. Após um tempo sendo submetidos a esta rotina, observou-se que, em todos os ratos estudados, houve um crescimento do número de células dentro do hipocampo. Esta é a região do cérebro que regula as emoções, a memória e o aprendizado.Os especialistas também constataram que as novas células nervosas incorporavam-se progressivamente ao sistema nervoso central, e que logo elas se especializavam em diferentes funções. Conclusão: o silêncio provocou uma mudança muito positiva no cérebro dos animais.

 

O silêncio ajuda a estruturar a informação

O cérebro nunca descansa, inclusive quando em estado de calma, ou quando estamos completamente quietos ou dormindo. Este maravilhoso órgão continua funcionando, mas de uma forma diferente. Quando o corpo descansa, começam a se desenvolver outros processos que completam os que são realizados quando estamos ativos.

Basicamente o que acontece é que se produz uma espécie de depuração. O cérebro avalia a informação e as experiências às quais foi exposto durante o dia. Logo, organiza e incorpora a informação relevante e descarta o que não é importante.Este processo é completamente inconsciente, mas provoca efeitos conscientes. Por isso, às vezes encontramos respostas durante o sono ou conseguimos ver as coisas a partir de um novo ponto de vista depois de termos descansado algumas horas.O interessante de tudo isso é que um processo semelhante também acontece quando estamos em silêncio. A ausência de estímulos auditivos têm quase o mesmo efeito que o descanso. O silêncio, em geral, nos leva a pensar em nós mesmos, e isto depura as emoções e reafirma a identidade.

 

Os importantes efeitos do silêncio sobre o estresse

O silêncio não apenas nos torna mais inteligentes, criativos e seguros, mas também tem efeitos muito positivos sobre os estados de angústia. Os seres humanos são muito sensíveis ao ruído, tanto que muitas vezes acordamos sobressaltados por um objeto que caiu ou por um som estranho.Uma pesquisa realizada na Universidade de Cornell descobriu que as crianças que vivem perto de aeroportos têm um elevado nível de estresse. E não é só isso; elas também têm uma pressão arterial mais elevada e apresentam altos índices de cortisol, o hormônio do estresse.Por sorte, também acontece o contrário. Isso foi evidenciado por uma pesquisa da Universidade de Pavia, onde se verificou que apenas dois minutos de silêncio absoluto são mais enriquecedores do que ouvir música relaxante. De fato, evidenciou-se que a pressão sanguínea diminuía e que as pessoas conseguiam se sentir mais alertas e tranquilas depois deste pequeno banho de silêncio.Como se vê, o silêncio provoca grandes benefícios, tanto intelectuais quanto emocionais. Poderíamos afirmar que manter-se em silêncio, ao menos por pequenos lapsos ao dia, é um fator determinante para a saúde cerebral. E com isso, um elemento decisivo para melhorar o nosso estado emocional, saúde e qualidade de vida.

 

Fonte: https://osegredo.com.br/o-silencio-e-indispensavel-para-regenerar-o-cerebro/


Que tal fazer uma limpeza mental e ver a sua vida mudar para melhor? É essa a proposta de Sarah Knigh no vídeo trazido pela Mari na Parada Criativa de hoje, ela nos ensina como “ligar o f**a-se” e poupar tempo, energia e até mesmo dinheiro.


Este ano, mais do que nunca, o Dia dos Namorados nos fez pensar sobre uma nova abordagem das companhas publicitárias que vem sendo vinculadas. Confira o texto que a Nick trouxe na Parada Criativa desta semana:

 

Um close-up de duas mãos entrelaçadas. Um brinde de champanhe entre dois amantes com um por do sol refletindo em um oceano atrás deles. Chocolates, rosas e diamantes, casamentos… a lista continua e segue adiante.

Como uma sociedade global, tendemos a nos apegar a essas ideias visuais datadas, fixadas por gênero e simplificadas, para descrever o complexo tema do amor. No entanto, esses estereótipos visuais, muitas vezes destinados exclusivamente às mulheres, negligenciam uma grande parte importante do cenário.

Muitas vezes somos confrontados no Dia dos Namorados com imagens de relacionamentos heterossexuais. Imagens idealizadas de homens e mulheres juntos celebrando o amor alimentaram em nós uma ilusão de que na data, caso você não esteja em um relacionamento amoroso heterossexual, você será rejeitado.

Apesar de sermos inundados ano após ano com essas imagens clichê, todos nós sabemos que o amor verdadeiro é diferente e único para cada pessoa. E como o Dia dos Namorados no Brasil ocorre no mês do Orgulho LGBT, incentivamos a todos a recriarem a imagem do amor.

A diversidade raramente é um assunto que surge no Dia dos Namorados, mas isso está mudando e 2018 é um ano para celebrar toda a diversidade maravilhosa que é a humanidade, uma tendência contrária ao volume de imagens que representam pessoas com aparência semelhante. Os consumidores estão cada vez mais respondendo a modelos e imagens que são intrigantes e diferentes. Marcas como a Zim, com sua campanha “Love is Colorful”, são ótimos exemplos de acertos.

Na Getty Images, estamos plenamente conscientes de nossa responsabilidade de representar o mundo de forma autêntica e nossos clientes estão começando a entender. Somente no ano passado, vimos as buscas por termos como “LGBTQ” aumentarem 248%, “casal transgênero” teve elevação de 150%, enquanto “casamento gay” e “casamento lésbico” registraram alta de 37% e 27%, respectivamente.

Em uma época em que a imagem é a linguagem global mais falada, nunca foi tão importante produzir e promover uma linguagem visual progressiva e inclusiva e apoiar diversas vozes ao fazê-lo.

As mudanças demográficas e culturais estão tornando as noções comuns unidimensionais de masculinidade e feminilidade irrelevantes e, em 2018, homens e mulheres continuarão a se libertar de estereótipos visuais estabelecidos há muito tempo à medida que vemos mais imagens abraçando o amor em todos os gêneros e identidades.

Há um poder nas imagens que nos faz sentir algo. Quando olhamos para uma imagem, estamos trazendo nossa experiência, interpretação e filtro únicos para interpretar seu significado. No entanto, no cerne dessa questão está o denominador comum que une a todos: a emoção. E não há emoção mais poderosa do que o amor.

Sempre haverá um lugar para as imagens tradicionais dos namorados, mas é hora de expandir o status quo.

Neste Dia dos Namorados, é hora de matar o clichê, quebrar estereótipos e dar uma nova versão do que o amor significa para nós no mundo de hoje.

 

Fonte: http://adnews.com.br/adarticles/recriando-representacao-do-amor.html


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