Iniciando como forma de contato entre amigos, as redes sociais atualmente ocupam um importante espaço na estratégia de marketing das empresas. A questão é: como se destacar nesse cenário tão concorrido?

Esse é um dos assuntos que a Parada Criativa da semana aborda, despertando diversos questionamentos pertinentes na área. Quer saber mais? Confira o texto que a Júlia trouxe para nós:

 

Importante ressaltar que pensar fora da caixa não está diretamente atrelado a buscar ideias mirabolantes e que custem fortunas. Por vezes, algo simples pode ser o caminho correto.

Vocês sabem o que aproxima marcas como Red Bull, Magazine Luiza e Nestlé? Todas elas buscam estabelecer uma estratégia de marketing digital inovadora, que foge do senso comum. Essas empresas falam no seu cotidiano sobre transformação digital e não sobre gestão de redes sociais. E isso nos leva a uma reflexão mais profunda, porque essa disciplina está dentro da chamada economia criativa e tem se tornado a moeda do momento.

 

Dentro desse contexto, inovação e digital são temas presentes nas rodas de discussão dentro das companhias. A grande questão, porém, é como pensar no digital criando estratégias que fujam do lugar comum, sem perder o foco de se descolar dos concorrentes e ao mesmo tempo, chamar a atenção do consumidor. E, claro, de forma a ter uma entrega garantida e resultados mensuráveis e alinhados ao objetivo da implementação.

 

Por outro lado, pesquisa desenvolvida pela Pwc mostra que 89% dos brasileiros afirmam que o fator que mais impacta na decisão de compra é a experiência. Assim, é possível concluir que é preciso entregar experiências diferenciadas, pois há quem pague mais para ter produtos inovadores e nesse campo essa visão do digital é imprescindível para as estratégias das marcas.

 

Importante ressaltar que pensar fora da caixa não está diretamente atrelado a buscar ideias mirabolantes e que custem fortunas. Por vezes, algo simples pode ser o caminho correto. Veja o exemplo do Google. Quando ele foi criado, nasceu apenas para ser um site de buscas e vejam no que se transformou.

 

Inovação não é sinônimo de tecnologia, assim como ter uma programação de quantidade de posts que será trabalhada em um mês, com qual investimento de mídia será destinado, também não é o significado de presença e projeto digital.

 

Assim, identificar soluções criativas e inovadoras no que tange o digital é ir além do raciocínio natural pensando no mercado em questão. Ele exige que os executivos responsáveis pelas estratégias das empresas e todos os envolvidos com a marca consigam ter contato com “mundos” diferentes para que se tenha uma nova perspectiva além de se encontrar ideias onde menos se espera.

 

Por isso, é natural entender que essa busca por oportunidade para que se consiga distanciar do lugar comum passa, obrigatoriamente, pelo conhecimento detalhado do público-alvo, de seus hábitos de consumo e, ao mesmo tempo, entender como formatar algo que gere valor para essas pessoas, fazendo com que elas atuem favor do seu resultado esperado.

 

Encarar os desafios propostos pode ser salutar porque obriga o profissional a sair de sua zona de conforto. Ao agir dessa maneira, passa a existir uma interação com as pessoas e uma troca de experiências que é sempre bem-vinda na medida em que o marketing digital é movido a tentativas e erros. Eu preciso criar a campanha, medir os resultados e perceber se estou no caminho certo.

O ponto focal é entender que qualquer estratégia digital a ser adotada só fará a diferença se levar em consideração o comportamento do consumidor que, no dia a dia, acaba sendo influenciado por fatores pessoais, sociais e culturais.

 

Pensando um pouco mais profundamente, podemos destacar que pensar fora da caixa exige criatividade que prima pela inovação e disrupção, que leva a quebra de padrões e paradigmas. Isso porque o conceito de marketing digital parece ser claro, mas, ao mesmo tempo, é extremamente subjetivo e desse modo, a questão central é como extrair o máximo de cada ação desenvolvida no ambiente online.

 

Mesmo sabendo que os principais canais digitais são blogs, sites, motores de busca, as redes sociais, canais de vídeos, é possível imaginar formatos diferenciados ou mesmo encontrar meios de utilizar essas ferramentas de maneira eficiente.

 

Na prática, é fazer um exercício diário de se questionar sobre as reais necessidades da empresa e como gerar a eficiência máxima, com o mínimo de dinheiro desembolsado. Em um mundo Instagramável, por exemplo, cada indivíduo conectado ao Instagram pode ser considerado uma mídia de influência para a sua rede. O Brasil é o segundo país que mais usa a plataforma e o terceiro que mais a acessa. Ou seja, por vezes, é mais interessante pensar em ações que despertem o público para o compartilhamento da mensagem desejada (gerando buzz e mídia conquistada com um único investimento) do que estruturar um plano de mídia em torno de posts frios que resultarão em métricas hiper objetivas e sem o benefício de uma experiência atrelada. Qual dos dois cenários é mais agradável para quem está do outro lado?

 

Fonte: https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/bruno-busquet/38527/te-desafio-a-olhar-o-digital-fora-da-caixa.html


Segundo dados da Booking.com, que realizou uma pesquisa com mais de 22 mil viajantes de 29 mercados, incluindo o Brasil, e em mais de 195 milhões de avaliações de hóspedes verificados, uma das tendências para o futuro das viagens é um aumento do número de viajantes que já estão na terceira idade geração mais aventureira e mais saudável.

 

A melhor idade viajará mais e acompanhados pelos netos:

Oito em cada dez (81%) dos avós concordam que se sentem rejuvenescidos ao passar tempo com os netos. Além disso, 70% deles acreditam que os pais precisam, de vez em quando, tirar uma folga dos filhos.

Portanto, o fato de que hoje as gerações mais velhas são mais saudáveis, mais aventureiras e estão mais dispostas a permanecerem jovens e ativas, aliado a predisposição a reviver essa juventude junto aos seus netos, gera uma forte tendência de que esses comecem a viajar mais acompanhadas dos netos.

 

São tendências também:

– Viagens com maior interação com a população do local: cultura, costumes, cuidados com meio ambiente, o ‘slow tourism’ que propõe uma mentalidade de ecorresponsabilidade, preocupação com a questão do desenvolvimento sustentável, interesse pela agricultura engajada, que segue um caminho ponderado, orgânico, pelo desenvolvimento local, ligado à cultura e ao patrimônio, aos deslocamentos sem pressa.

 

– Gastronomia local: a gastronomia local também será destaque, uma vez que 78% dos brasileiros entrevistados consideraram importante consumir alimentos produzidos localmente quando estão viajando.

 

– ‘Slow Travel’ (desaceleramento): tendência para viagens lentas atrai cada vez mais – mais que um modo de viajar, trata-se de uma filosofia, onde o importante é explorar um destino e sua cultura com mais tempo, em imersão, substituindo o avião pelo trem, ou carro, ou navio, tudo para apreciar melhor o caminho e não apenas o destino final.

 

– Reconexão com a natureza: tudo que é ao ar livre se encaixa aqui. É mais uma prova de que as novas gerações têm buscado esse lifestyle de muitas formas. Buscas com temas como “Dicas para pesca de lago” ou “Técnicas de sobrevivência na natureza”, além de palavras-chave como “acampar” ou “cozinha outdoor” têm se destacado.

 

– Espaço para Pets: quase dois terços dos brasileiros (65%) que têm um bichinho de estimação e dizem que seu pet é tão importante quanto um filho – o número é 10 pontos acima da média global (55%). 51% desses brasileiros com animais de estimação concordam que, no próximo ano, a escolha de seu destino de viagem dependerá da possibilidade de levarem ou não seus pets junto. Mais do que isso: um número ainda maior (59%) diz que estaria disposto a pagar a mais por uma acomodação pet-friendly.

 

A tecnologia como aliada

Em 2020, mais recursos tecnológicos ajudarão os viajantes a escolher seus próximos destinos. Segundo previsão da Booking.com, devem despontar novidades que utilizam inteligência artificial e outras tecnologias para oferecer sugestões personalizadas de destinos, hospedagens e passeios. Não a toa: de acordo com a pesquisa, 7 em cada 10 (73%) dos brasileiros entrevistados esperam que a tecnologia os supra com sugestões de viagens surpreendentes e experiências totalmente novas. Além disso, 59% dizem que usarão um app para deixar sua viagem mais prática – seja no planejamento ou já com o pé na estrada.

Fonte: Booking.com


Como o mundo dos games pode se relacionar com o marketing de influência? E de que maneira a Netflix pode considerar como um dos seus principais concorrentes um jogo? Descubra na Parada Criativa que a Mari trouxe para nós!

 

Se você é fã de games ou cultura geek provavelmente já ouviu falar — mesmo que não se lembre agora — do nome Fortnite.

Até mesmo quem não se interessa tanto pelo assunto pode ter entrado em contato com o jogo sem ao menos saber: figuras conhecidas no universo do esporte, como o jogador da seleção de futebol da França, Antoine Griezmann, e o lutador de UFC, José Aldo, comemoraram suas vitórias fazendo referência ao jogo.

O game, que atingiu a marca de 1 bilhão de dólares em faturamento em apenas dez meses, se transformou em um completo case de sucesso no marketing. Sim, é isso mesmo que você está lendo!

Quer descobrir como o “fenômeno Fortnite” aconteceu? Então acompanhe nosso post!

 

Como o jogo funciona?
Antes de compreender as estratégias de marketing que fizeram parte da história do jogo, entenda o que é o game e como ele funciona.

Fortnite é um jogo eletrônico que foi lançado no ano de 2011 pela empresa Epic Games. No entanto, a versão que viralizou e conquistou fãs ao redor do mundo foi lançada há pouco tempo, em setembro de 2017!

Para você ter um pouco da noção do sucesso do jogo, a Epic divulgou que, em junho de 2018 (apenas 9 meses depois do lançamento), já haviam 125 milhões de usuários registrados.

O número é muito bom e representa um forte teor de viralização, o que reforça a capacidade do jogo em atingir uma grande quantidade de pessoas em um curto período de tempo.

O principal objetivo do Fortnite é vencer os adversários em combates. As partidas podem acontecer em modo “solo”, em dupla ou em equipes de até quatro jogadores. Para se dar ainda melhor nos confrontos, o personagem pode explorar o cenário do jogo e conquistar recursos, buscar itens específicos e construir edificações, por exemplo.

É importante estar sempre atento ao mapa, fundamental para aproximar os jogadores em momentos oportunos para os combates.

A dinâmica do Fortnite, que faz parte do modo Battle Royale, é popular entre games e consiste basicamente em três pilares: sobreviver (e ser o “último homem de pé”, ou seja, o vencedor), explorar o ambiente e coletar recursos e equipamentos. Ou seja: ganha quem ficar por último!

Uma característica muito legal de jogos do gênero é que eles estimulam o jogador a sair ao máximo da sua zona de conforto. Isso é feito a partir da redução das “zonas seguras”.

Quando alguém permanece muito nestes espaços, onde não existe confronto e os jogadores acabam por se esconder, existe a possibilidade de ser forçado a sair das zonas ou até mesmo ser eliminado do jogo.

 

Como o jogo se transformou em um case de marketing?
Após entender como o jogo funciona, você provavelmente ainda está se perguntando sobre a tal viralização.

Afinal, mesmo que se trate de um jogo legal, com gráficos interessantes e de boa jogabilidade, ainda é de se espantar o fato de que o Fortnite ganhou proporções tão grandes em um período de tempo tão pequeno.

Vamos, então, “começar do começo”: no mês de março de 2018, Tyler Blevins, um famoso gamer norte-americano, promoveu a transmissão de uma partida de Fortnite na Internet. Até aí, uma prática comum no universo gamer.

A cereja do bolo estava em seus adversários: os rappers Drake e Travis Scott. Aquela partida bateu recordes em audiência de espectadores, chegando a um número de 635 mil pessoas (o recorde anterior era de 338 mil).

Desde então, a popularidade do game aumentou consideravelmente. Outro evento responsável por reforçar sua popularidade foi a Copa do Mundo de Futebol, em junho do mesmo ano.

Uma série de jogadores, na típica prática de comemorar gols fazendo alguma referência (muitas vezes desconhecida, mas que rapidamente viralizam após ter o significado compreendido pelo público geral), mencionaram o Fortnite ao fazer símbolos referentes ao game.

Além do fato do jogo ter conquistado figuras com visibilidade mundial, existiram também estratégias de lançamento e veiculação do jogo muito bem pensadas.

Uma delas — talvez a principal — foi a funcionalidade multiplataforma: por um bom tempo, jogos exclusivamente para computador conseguiram se sustentar de forma excelente. Agora, na era dos dispositivos móveis, é preciso pensar em estratégias que transformem os games em recursos “sempre na palma da mão”.

O Fortnite permite que partidas sejam iniciadas no computador, por exemplo, sendo posteriormente transferidas para algum dispositivo móvel ou console. Ou seja: é ainda mais difícil parar de jogar!

 

O que podemos aprender com o sucesso do Fortnite?
Uma transmissão ao vivo e uma série de jogadores mencionando o Fortnite. A semelhança encontrada entre os dois casos tem nome, e é chamada de marketing de influência.

O marketing de influência é baseado em estratégias que envolvem produtores de conteúdo com grande influência sobre seus respectivos públicos. São os antigos “blogueiros” que, nos primórdios da Internet, já mantinham blogs e começaram a chamar a atenção de marcas.

Naquela época, já era possível perceber o grande alcance de pessoas que dividiam suas vidas e experiências (sejam elas profissionais ou pessoais) na Internet. O público que as assistia era muito fiel e, literalmente, comprava as ideias expostas pelo pessoal na web.

A partir daí, marcas viram uma oportunidade promissora de lucrar ao investir neste tipo de estratégia de marketing, que foge daquelas campanhas publicitárias tradicionais e muitas vezes distantes ou óbvias demais. Comprar algo depois de ver uma propaganda entre o jornal e a novela é uma prática que ficou no passado.

Hoje em dia o que vale é a sensação de confiança e espontaneidade na Internet. Ninguém quer mais ser atraído por anúncios abusivos ou falsos. Os blogs deram lugar aos perfis nas redes sociais — como o Instagram, principalmente — e os blogueiros se transformaram em Digital Influencers.

O mercado, que poucos anos atrás era embrionário, está atingindo números na casa dos bilhões: um estudo de uma agência norte-americana prevê que até 2020 empresas gastarão um valor que transita entre 5 e 10 bilhões de dólares com influenciadores!

Onde queremos chegar com isso tudo? É simples: os influenciadores foram grandes responsáveis pelo sucesso de marketing do Fortnite.

Já citamos outros atributos importantes para que o jogo se tornasse popular, porém, aqueles números estrondosos provavelmente não teriam sido alcançados em um espaço de tempo tão curto se a viralização não tivesse partido de figuras notáveis e com caráter influenciador.

Se inspirar em comportamentos de famosos sempre foi uma característica comum na sociedade, e o fenômeno não foi iniciado com os blogueiros ou influenciadores digitais.

O SAC da Globo, que ocasionalmente divulgava nomes dos produtos/acessórios mais populares nas novelas, é um exemplo. Naquela época, o telespectador via um esmalte, peça de roupa ou qualquer outro objeto de valor que o inspirava de alguma forma. Depois, ligava para a emissora com o objetivo de saber nome, marca, preço e todo o resto que fosse possível. O que mudou? A acessibilidade e rapidez nas quais as informações são divulgadas.

Em questão de minutos já era possível saber que a comemoração do jogador da seleção francesa fazia referência ao Fortnite. E, poucos minutos depois, o jogo já estava sendo iniciado, afinal muita gente quer saber “qual é o jogo que o Drake joga em seu tempo livre”.

Tamanho sucesso e viralização podem nos ensinar muito sobre o poder do marketing de influência, e como empresas que ainda não o exploram podem estar perdendo muito com isso.

Atualmente, existem formas muito baratas e com grande poder de eficiência ao trabalhar com influenciadores. Não é preciso investir milhares de reais na estratégia, e empresas menores podem se aventurar de forma relativamente segura no ramo para, dessa forma, descobrirem se a prática é de fato rentável.

 

Bônus: sabia que até a Netflix considera o Fortnite como uma ameaça?
Por essa você não esperava! A Netflix apontou o Fortnite como um dos seus grandes concorrentes. Sim, isso mesmo!

Um relatório divulgado pelo serviço de streaming deixou a entender que suas principais preocupações não são com concorrentes diretos como a HBO, Hulu ou Amazon Prime, mas sim com um jogo online.

O motivo disso seria o tempo de tela do usuário. Especialistas apontam a ideia de que, além de sair da Netflix para jogar Fortnite, existe um outro problema em questão.

Os interessados em games (que são um número gigante e almejado pelo gigante do streaming) estão deixando de ver filmes e séries para assistirem materiais feitos por produtores de conteúdo relacionados ao jogo. Lembra do que falamos sobre influenciadores? Pois é!

O que podemos aprender com tudo isso é que, além de qualidades técnicas, qualquer produto — seja ele um jogo, seja objeto de valor ou fruto do entretenimento — só vai sobreviver com louvor quando existe uma boa estratégia de marketing desenvolvida.

Não sabemos até onde o Fortnite trabalha com influenciadores e como isso é feito, porém, espontaneamente ou não, investir nessas figuras é um grande acerto.

 

Fonte: https://rockcontent.com/blog/fortnite-sucesso-marketing/


O posicionamento de empresas diante de pautas e causas sociais pode ser motivo de grandes discussões. Sobre o assunto, a Nick trouxe para sua Parada Criativa um texto repleto de dados que nos fazem refletir a respeito.

 

Em um mundo onde questões políticas se colocam cada vez mais presentes, fica difícil fugir do debate e se manter “em cima do mudo”. Questões ambientais, questões sobre direitos LGBT, questões sobre imigrantes, questões sobre direitos dos animais: afinal, as marcas devem abordar tais problemáticas e se posicionarem claramente ou devem se manter neutras, longe do debate público?
Muitas marcas, de início, acreditam que o melhor é não tomar partido, visto que assim poderia desagradar uma parcela de consumidores. Para estas, é melhor a neutralidade, para garantir a aprovação, sem erro, de todos os consumidores. Mas um novo estudo, publicado pela Accenture, mostra que talvez a melhor estratégia seja deixar sua posição e valores claros aos consumidores-cidadãos.
A pesquisa “Global Consumer Pulse” da Accenture Strategy mostrou que 83% dos consumidores brasileiros preferem comprar de empresas que defendem propósitos alinhados aos seus valores de vida. Eles dispensam aquelas marcas que preferem se manter neutras. O estudo falou com 30 mil consumidores ao redor do mundo, sendo 1.564 brasileiros. Os dados mostram que as marcas que informam ao público sobre seus propósitos, demonstram comprometimentos com causas e se colocam no mundo para além de seus produtos têm mais chance de atrair consumidores e influenciar decisões de compra.
No Brasil, 79% dos consumidores disseram que querem que empresas e marcas se posicionem em relação a assuntos importantes em áreas como sociedade, cultura, meio-ambiente e política. Além disso, 76% disseram que suas decisões de compra são influenciadas pelos valores propagados pelas marcas e pelas ações de seus líderes. Em outro ponto da pesquisa, 87% dos brasileiros afirmaram desejar que as empresas sejam mais transparentes sobre a origem de seus produtos, as condições de trabalho de seus funcionários e a questão de testes em animais.

 

Poder na mão dos consumidores
Os brasileiros também acreditam que têm poder para interferir no sucesso de uma empresa através de protestos caso não concordem com suas práticas e valores. 79% acreditam que boicotes à marca ou críticas nas redes sociais podem ser importantes e decisivos para empresas mudarem de atitude. A “desistência” diante da empresa também é uma realidade. 65% afirmaram que já pararam de comprar uma marca após ela “trair suas crenças”.

 

Casos recentes
Recentemente, algumas marcas têm tomado partido em temas contemporâneos, seja de forma mais discreta (o valor defendido pela marca está mais sutil, no plano de fundo), seja de forma mais explícita (tal posicionamento está no centro de determinada campanha). Esses casos não conseguem fugir do embate de ideias: sempre haverá consumidores que aprovam a posição da marca e consumidores que desaprovam. A diferença é que algumas marcas conseguiram escapar de “campanhas de boicote” ou críticas massivas organizadas, enquanto outras não.
A Magazine Luiza, por exemplo, se posicionou contra o feminicídio e mostrou que defende a bandeira feminista no último 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Nos EUA, o McDonald’s também resolveu entrar no debate do feminismo. Por lá, as críticas foram grandes, na mesma proporção que os elogios. Uma marca que também dividiu opiniões foi o Burger King, ao fazer um comercial sobre “poliamor”.
Também nesse ano, foi a Gillette nos EUA que causou o maior abalo sísmico ao abordar feminismo, machismo e masculinidade tóxica. Apesar dos muitos elogios, homens se uniram para pedir boicote à marca e criticar a campanha, que consideravam ofensiva ao sexo masculino.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/marketing/brasileiros-marcas-valores-pessoais/


Buscar inspirações e referências pode ser algo muito positivo, mas precisa de alguns cuidados. A prática de benchmarking vem para auxiliar no crescimento das empresas com base em seus concorrentes, e é este o assunto da Parada Criativa da semana, que te dá dicas de como aplicar essa tática em seu negócio.

 

Mire nas melhores práticas do mercado e faça sua empresa crescer mais com o benchmarking!

 

Todo empreendedor que sonha grande quer sua empresa em uma melhora contínua. Mas como ter êxito nessa busca incessante pela excelência se não se tem parâmetros, se não se tem referências do que é a perfeição? Como chegar ao Éden se não se sabe o caminho? A verdade é que a grama do vizinho é sempre mais verde em algum ponto. E a resposta está nessa palavrinha em inglês que aprofundaremos aqui: benchmarking. Ela significa mirar permanentemente o “estado de arte” na gestão, buscando as melhores práticas do mercado e ganhando sempre maior poder competitivo.

 

O que é benchmarking?

O benchmarking é uma das mais relevantes estratégias para aumentar sua eficiência. Em tradução livre, pode ser traduzido como “ponto de referência”. Trata-se um minucioso processo de pesquisa que permite aos gestores compararem produtos, práticas empresariais, serviços ou metodologias usadas pelos rivais, absorvendo algumas características para alçarem um nível de superioridade gerencial ou operacional.

 

O benchmarking encoraja as empresas a pensarem além de suas limitações, a buscarem fatores-chaves que aumentem exponencialmente sua competitividade.

 

É importante ressaltar que não se trata de uma simples imitação, mas da capacidade em enxergar as melhores práticas e adequá-las às peculiaridades de sua companhia. Se você tem uma padaria rústica e baixos resultados, mas sabe que no bairro vizinho existe uma concorrente cheia de glamour, com filas quilométricas a qualquer hora do dia e resultados robustos, ao buscar entender seus métodos e incorporá-los à sua padaria, você estará, de maneira inconsciente, fazendo benchmarking.

 

Quais são os tipos de benchmarking?

  • Benchmarking interno: busca pelas melhores práticas adotadas dentro da própria empresa (filiais-modelo, departamentos que desenvolvem metodologias inovadoras, etc);
  • Benchmarking competitivo: nesse formato, o foco é a análise minuciosa das práticas da concorrência, visando superá-las. É difícil de ser efetuada, tendo em vista que as empresas não costumam “vazar” seus segredos tão facilmente aos rivais;
  • Benchmarking funcional: nesse caso, o que é comparado é o processo de trabalho entre as organizações, ainda que a comparação esteja sendo feita com organizações de segmentos diferentes;
  • Benchmarking de cooperação: duas empresas estabelecem uma parceria, compartilhando informações de seus processos. Também ocorre quando uma empresa “modelo” abre as portas de alguns processos para o aprendizado de outra. Isso pode ocorrer quando duas companhias têm distintos pontos de excelência ou quando uma dela permite o conhecimento de outra por razão de prestígio, notoriedade, etc.

Quais são as etapas da implementação do benchmarking?

  1. Análise interna: avaliação minuciosa dos processos internos e práticas empresariais. Entender primeiro o que somos para compreender como melhoramos;
  2. Identificar as empresas “de excelência”: pesquisa inicial para conhecer os grandes players do mercado;
  3. Definir métodos e estratégias para captura de dados: como o segredo dessas grandes empresas chegará até a sua organização. Parcerias e convênios podem ser algumas das saídas;
  4. Análise de mercado: conhecer as melhores práticas da concorrência dentro do que precisa ser melhorado;
  5. Identificação de lacunas de desempenho: etapa de comparação, propriamente dita;
  6. Projeção de níveis de desempenho futuro para fechamento das lacunas identificadas: quais as metas para melhoria de processos e qual prazo de alcance;
  7. Implementação de ações específicas de adaptação;
  8. Retroação: reavaliação contínua, sempre tomando por base os melhores do momento.

Quais são as vantagens e desvantagens de se fazer benchmarking?

Vantagens

  • Melhorar o conhecimento que a organização tem de si mesma;
  • Aprimorar seus processos e práticas empresariais para chegar o mais próximo possível da “perfeição”;
  • Motivar sua equipe para alcançar objetivos realizáveis, já atingidos por outras empresas;
  • Ganhar maior conhecimento do mercado;
  • Aprender com os campeões;
  • Buscar redução de custos, aumento na produtividade e ampliação na margem de lucro, etc.

Desvantagens

  • Deve-se tomar cuidado para adequar as metodologias e práticas observadas ao contexto da empresa. Somente transpor (copiar) sistemas, pura e simplesmente, com certeza conduzirá a empresa a resultados nulos;
  • Benchmarking interno possui campo de visão limitado;
  • Um eventual excesso de foco na concorrência pode fazer a empresa perder sua própria identidade. Deve-se ter, portanto, o cuidado de adaptar o que for melhor, sem perder suas características mais marcantes.

Exemplos de benchmarking

Gol Linhas Aéreas: trouxe ao Brasil o modelo de gestão “low cost” tomando por base empresas internacionais que já trabalhavam nesse formato, como a irlandesa Ryanair e a inglesa EasyJet. Custos mínimos, por meio de retirada de algumas benesses de seus voos (como refeições gratuitas), cobranças por escolha de assento, além de taxas mais altas por excesso de bagagem: tudo isso em troca de passagens por preços muito abaixo dos praticados pelos concorrentes.

 

Xerox: pioneira na utilização das técnicas de benchmarking, a fabricante norte-americana desmontava os equipamentos de suas concorrentes nipônicas Cânon e Nashua, para descobrir como elas conseguiam comercializar seus produtos a preços inferiores aos seus.

 

Assolan: fabricante de produtos de limpeza, a Assolan, embora tenha nascido 10 anos antes da sua maior rival, a Bombril, conseguiu evitar ser preterida no mercado por meio de análises profundas acerca dos processos utilizados pela sua maior concorrente.

 

No Japão, utiliza-se com frequência uma palavra no meio corporativo, chamada “dantotsu”, que significa algo como “lutar para se tornar o melhor”. Benchmarking é isso: é encontrar os pontos mais fortes dos melhores do seu segmento, buscando superá-los no dia a dia. É enxergar as falhas de seus rivais e entender porque elas ocorrem, aprendendo com os erros alheios. É um profundo processo de inflexão focado na inovação incremental e contínua, em todos os âmbitos da empresa, com o objetivo de atingir a excelência integral na organização.

 

Já ouviu falar que não se aprende a voar vivendo em terrenos de galinhas? Pois é, quem quer ser grande deve mirar sempre as melhores práticas, os gigantes, os mais poderosos players de seu segmento, destrinchando seus processos por meio de análise de mercado e adaptando esse aprendizado ao contexto de sua empresa. Os limites estão na mente de quem os delimita. Por isso, mangas arregaçadas e sonhos largos, ok? Ah, e olho na concorrência: deixe as modernas técnicas de benchmarking ajudar sua empresa a crescer!

 

Fonte: https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/benchmarking/


Quando dizemos “o futuro é agora”, a afirmação é mais real do que pensamos. Já imaginou um robô feito para prever as emoções humanas? Isso já é uma realidade! Confira a Parada Criativa da Mari e descubra mais:

 

O que alguns criativos temem está começando a acontecer. Embora com o envolvimento da agência The&Partnership London, a próxima campanha da marca de automóveis Lexus, que começará a ser veiculada na Europa a partir da próxima semana, será a primeira escrita por uma inteligência artificial, segundo os envolvidos.

Batizado “Driven By Intuition” (Guiado pela intuição), o filme para divulgar o sedã Lexus ES foi dirigido pelo escocês Kevin Macdonald, que venceu em 2000 o Oscar de melhor documentário por “Um dia em setembro”, brilhou com “O último rei da Escócia” e este ano teve indicações em duas categorias do Cannes Film Festival por “Whitney”.

A campanha explora a importância da intuição entre homem e máquina para divulgar características do modelo: um carro que responde intuitivamente às intenções do motorista, mudanças de rotas e condições do trânsito.

O roteiro do filme de 60 segundos foi escrito pelo primeiro “Criativo IA”, da The&Partnership, um roteirista construído em colaboração com o parceiro de tecnologia Visual Voice. A inteligência artificial também tem apoio da ferramenta Visual Recognition, do Watson, da IBM, e foi treinada com 15 anos de conteúdos publicitários dignos de Cannes Lions, segundo a Lexus, além de ser preparada com dados de inteligência emocional da plataforma de vídeos Unruly, para aprender sobre os anúncios que mais se conectavam com os espectadores. A IA foi, também, orientada sobre intuição por um experimento feito sob medida para a agência por cientistas da University of New South Wales. O estudo explora o que torna alguém intuitivo, assim como a forma que pessoas com altos níveis de intuição respondem a anúncios de automóveis.

Entre os aprendizados da AI sobre os ingredientes que tornam um comercial de carro perfeito estão: o carro não precisa estar em movimento, a não ser que isso seja parte da história; o trajeto deve ser periférico à história; personagens deveriam ter um designador emocional, por exemplo, um marido ou pai, acima de um motorista ou engenheiro da marca (e o uso de crianças ajuda a elevar a emoção da peça); expressões faciais fortes são mais poderosas que linguagem forte (os anúncios são mais efetivos quando o uso da linguagem oral é limitado); o uso de um ponto de virada é importante para manter o movimento da história e o interesse, e isso deve envolver um evento inesperado.

A narrativa é rica em emoção humana e não se distingue de algo escrito por um ser humano, mas tem detalhes curiosos, como dar ao carro sensibilidade, afinal é uma máquina contando a história de outra máquina ganhando vida. O roteiro mostra o trabalho de um “Takumi Master” (como a Lexus no Japão chama as pessoas responsáveis por manter a filosofia artesanal do design de seus produtos), que trabalha diligentemente no novo modelo, até liberá-lo para o mundo. Mas o carro é “sequestrado” e quase destruído. No momento crucial, o veículo como que ganha vida para evitar esse destino e é aí que são exibidos a engenharia e design que o tornam o modelo mais intuitivo do mercado, segundo a companhia.

“Quando recebi o roteiro, o drama na história me convenceu de seu potencial. O fato de a IA ter dado ao carro essa capacidade de sentir colocou nisso uma espécie de combate e tê-lo fugindo ao pôr-do-sol foi uma resposta emocional. A forma charmosamente simplista com que escreveu a história foi fascinante em sua interpretação da emoção humana e ainda inesperada o suficiente para dar ao filme um limite não-humano”, comentou, em comunicado, o diretor Kevin Macdonald.

Já Vincent Tabel, diretor de marca da Lexus na Europa, afirmou que a companhia adora explorar as fronteiras da tecnologia e design, motivo pelo qual queriam fazer algo totalmente diferente. “O ES é tanto intuitivo quanto inovador, então, queríamos um anúncio que refletisse isso. O filme resultante ultrapassa nossas expectativas em relação ao que uma IA é capaz, de sua criatividade à emoção humana”, afirmou Tabel.

 

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2018/11/20/lexus-veiculara-campanha-criada-por-inteligencia-artificial.html


Você já parou para pensar qual a sua principal motivação ao realizar uma compra? Você é uma pessoa guiada pelo emocional ou pelo racional? É exatamente sobre esse tema o texto que a Nick trouxe para a Parada Criativa dessa semana!

 

Utilizar apelo emocional ou racional na publicidade? Qual impulsiona mais? Essa é uma questão que geralmente é avaliada para a produção da comunicação. Segundo a 4As (American Association of Advertising Agencies), comunicações com abordagem racional focam na necessidade funcional do consumidor em relação a um produto. Já a abordagem emocional diz respeito às necessidades sociais ou psicológicas. Ou seja, anúncios racionais priorizam os atributos da marca e os benefícios de seu uso, e os emocionais conectam sentimentos positivos com a marca a fim de evocar respostas emocionais dos consumidores.

 

Há uma convenção no marketing de que as comunicações criadas para novos compradores devem ser construídas enfatizando uma abordagem racional. Porém, quando o foco é comunicar para os compradores de longa data, as apostas são em criações mais emocionais, com o propósito de reviver experiências positivas em relação ao uso do produto e da marca. Mas essas abordagens realmente funcionam?

 

Para entender essa questão, a Nielsen Consumer Neuroscience (CNS) – juntamente com a Nielsen Catalina Solutions (NCS) e a CBS Vision – desenvolveu um estudo com consumidores de 16 categorias com base em seus perfis de compra, desde os que praticam a compra de maneira mais frequente quanto os novos. Foram testados, aproximadamente, 60 anúncios de bens de consumo, de 20 categorias, envolvendo mais de 28 mil questionários qualitativos, além de envolver 900 participantes por meio de técnicas de neurociência da CNS**. Nos achados das pesquisas qualitativas, os anúncios racionais eram privilegiados pelo discurso dos consumidores, que afirmavam ser mais influenciados por essa abordagem do que pelos de abordagem emocional. Já os resultados da CNS demonstravam que ambas eram capazes de engajar ou desengajar emocionalmente o público. Inclusive, muitos dos anúncios emocionais avaliados negativamente na pesquisa declarativa obtiveram excelentes resultados quando analisados somente com os dados cerebrais.

 

Essa divergência metodológica se tornou ainda mais notória quando os resultados reais de vendas foram contrastados com as previsões realizadas nos pré-testes. Identificou-se que muitos dos anúncios emocionais avaliados negativamente por meio da pesquisa declarativa, na realidade, foram aqueles que geraram maior incremento de vendas. Isso evidencia que diversas vezes somos enviesados ou incapazes de verbalizar nossas emoções em nossas declarações. O estudo mostrou que as comunicações racionais foram aquelas que geraram maior incremento de vendas para compradores frequentes das categorias. Enquanto que as comunicações emocionais obtiveram maior acréscimo de vendas entre os novos consumidores.

 

O estudo revelou que algumas das práticas que cultivamos dentro do marketing são embasadas em convenções que nem sempre estão fundamentadas em dados científicos. Por isso, é indispensável ter cautela no momento de escolher a metodologia que será usada no teste de novas campanhas. Caso não seja avaliada adequadamente, uma ótima ideia criativa pode ser desperdiçada, simplesmente por não estar dentro das limitações envolvidas nas metodologias empregadas. Os algoritmos proprietários desenvolvidos pela Nielsen CNS usam ferramentas de neurociência que não dependem de declarações explícitas (sejam questionários ou escalas), e fornecem uma leitura muito mais assertiva sobre a percepção do consumidor em relação a uma ideia criativa.

 

Fonte: https://www.nielsen.com/br/pt/insights/news/2018/O-que-vende-mais-razao-ou-emocao.html


A Parada Criativa da Vane trouxe um assunto pertinente para todas as marcas, o Rebranding. Se você ainda não ouviu falar sobre esse tema, confira o texto e reflita: sua marca está precisando passar por esse processo?

 

Você provavelmente já sabe o que é branding, ou já ouviu falar à respeito desse termo. Muitas pessoas associam esse conceito apenas ao desenvolvimento do logotipo de uma marca, mas na realidade sua aplicação vai muito além disso. Trata-se da forma como essa marca se apresenta no mercado frente aos seus consumidores, fornecedores, parceiros e concorrentes, o seu posicionamento, a gestão constante de como desenvolve seus negócios de acordo com suas estratégias corporativas e institucionais (missão, visão e valores), desde sua produção à comercialização de seus produtos ou serviços, ao pós-vendas.

Antigamente era comum grandes marcas e empresas apegadas à tradição e a modelos de negócios que pouco mudavam ao longo de décadas, atualmente porém, tornou-se praticamente impossível administrar uma empresa da mesma forma para sempre. Então o que fazer quando o mercado muda? Quando comportamentos de consumo e opiniões se atualizam e se transformam ditando novas necessidades, tendências ou preocupações a serem atendidas pelas empresas. Ou então quando uma empresa concorrente passa a adotar uma estratégia de mercado mais eficiente? É aí que entra o Rebranding.

Seja pela necessidade ou pela oportunidade, as marcas têm cada vez mais perdido o medo de mudar e se atualizar, adotando o Rebranding para manterem-se competitivas ou para conquistarem uma fatia maior de mercado. O Rebranding pode significar um novo nome, uma nova marca, uma nova forma de comunicar-se, pode até mesmo ser uma nova forma de administrar a empresa. Essa combinação visa estabelecer uma nova estratégia corporativa para criar um novo diferencial que traduza um novo posicionamento e gere brand equity, ou seja, valor de marca.

QUANDO O REBRANDING É NECESSÁRIO?

Normalmente o rebranding de uma marca é fundamental quando:

– A marca não representa mais o posicionamento que sua empresa transmite ou pretende transmitir;

– O concorrente possui estratégias de branding mais eficientes;

– A marca tem problemas de aplicabilidade;

– A marca não possui um posicionamento claro;

– Quando a marca não é reconhecida de forma singular.

A INFLUÊNCIA DO BRAND EQUITY

O Brand Equity, o valor percebido de uma marca, é o objetivo final de todas as estratégias de branding. É este valor que influencia na forma como o consumidor pensa, sente e reage em relação a marca. Mesmo que de forma intangível, o brand equity influencia diretamente na lucratividade da empresa, através de três pilares, principalmente:

  1. O poder de influência no mercado: a marca passa a ditar tendências e promover mudanças que servem de guia para clientes, fornecedores e até mesmo de concorrentes;
  2. A percepção de valor: quanto mais forte e presente a marca na vida do cliente, maior será o valor percebido;
  3. A lealdade dos clientes: quanto maior o valor percebido pelos clientes, maiores serão as chances de estabelecer uma relação de lealdade entre marca e consumidor. Isso garante que o cliente se torne um grande aliado da marca em diversos canais de comunicação.

NÃO É SÓ MUDAR POR MUDAR

Mudar e se adaptar é essencial para a sobrevivência e competitividade de uma empresa, mas é importante ressaltar que toda mudança deve ser consciente. Não motivada apenas pelo desejo de mudar. É importante manter em mente que, se sua marca precisa explicar o seu posicionamento, então ela não está posicionada adequadamente. O Rebranding deve ser preciso e embasado de acordo com as características da empresa, do mercado, do segmento de atuação, do público-alvo e por aí em diante.

Isso requer muito planejamento e uma transformação profunda na mentalidade de toda a empresa. Isso é, todos que estejam envolvidos com a sua atuação, direta ou indiretamente, precisam absorver tais mudanças e estar em sintonia quanto ao novo posicionamento antes mesmo que este seja apresentado aos consumidores. O resultado esperado é uma marca fortalecida, moderna e atual, com um posicionamento claro e objetivo, além de um desempenho de mercado cada vez mais eficiente.

 

Fonte:https://www.raffcom.com.br/blog/rebranding-arte-de-se-reinventar/


O público nascido entre 1996 e 2010, mais conhecido como Geração Z, foi o foco da Parada Criativa da Júlia. Estão cada vez mais entrando para o mercado como consumidores e mudando a maneira de vender e comprar produtos. Quer entender melhor? Confere o texto abaixo e não deixe de compartilhar com seus amigos:

 

Os millennials foram acusados de acabar com tantos produtos e setores – táxis, telefones fixos, correio tradicional – que se tornaram um clichê da imprensa. Mas a geração Y é uma notícia antiga. Hoje, empresas e profissionais de marketing tentam desesperadamente prever os caprichos assassinos da geração Z, o grupo demográfico nascido depois de 1996.

Às vezes chamada de “geração pós-millennials” ou “iGen”, a geração Z representa mais de um quinto da população dos EUA e é o grupo com maior diversidade étnica e racial da história do país.

Essas pessoas realmente nasceram na era digital e afirmam estar online “quase constantemente”, de acordo com um estudo de 2018 do Pew Research Center. Psicólogos disseram que o uso da tecnologia provocou uma crise nacional de saúde mental nos EUA. Mais de 70% dos membros da geração Z influenciam os gastos de sua família, de acordo com um relatório de 2017 da IBM e da National Retail Federation. Por terem uma influência tão grande e bilhões de dólares em poder aquisitivo, as empresas estão tentando entender os desejos deles. A relação deles com o dinheiro parece ter sido moldada pela Grande Recessão, disse uma especialista.

“As expectativas deles são menores, eles não são tão confiantes”, disse Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego que estudou a geração. “Eles não estão vendo o mundo com uma perspectiva otimista.”

Essa geração já possui uma combinação letal de poder econômico e influência nas redes sociais. Um tweet depreciativo de Kylie Jenner no início deste ano sobre o Snapchat, aplicativo dominado por adolescentes, eliminou US$ 1,3 bilhão do valor de mercado da Snap.

Mas a “morte” de empresas já foi declarada antes. Os millennials, por exemplo, iriam acabar com rolhas de vinho, namoro, cerveja, cereais e sabão em barra, mas tudo isso continua existindo.

Ainda assim, se um tweet tem a capacidade de movimentar esse tipo de capital, de que outras formas essa geração vai sacudir os mercados e moldar setores?

 

Shoppings

Considerando seu amor pela vida digital, a primeira vítima esperada das preferências de gastos dos adolescentes é o varejo tradicional. Os shoppings dos EUA estão fechando a um ritmo recorde, porque os membros das gerações Y e Z preferem o comércio eletrônico na hora de comprar. Mais de dois terços dos shoppings dos EUA viram uma queda nos varejistas nacionais em 2018, de acordo com um relatório da empresa de pesquisa imobiliária Green Street Advisors

 

Revistas impressas

Todos os tipos de revistas impressas registram um declínio das vendas nas bancas. Mas as revistas para adolescentes têm sofrido mais que outras para alcançar o público pretendido. Em novembro passado, a Condé Nast encerrou a edição impressa trimestral (antigamente mensal) da Teen Vogue.

Por sua vez, a revista Seventeen, uma publicação impressa de 73 anos pertencente à Hearst Communications, reduziu a frequência de 10 revistas para seis em 2016.

 

Dinheiro

Os adolescentes americanos são quatro vezes menos propensos a usar dinheiro em espécie que a população geral e só o utilizam para 6% de suas transações, de acordo com dados da empresa de cartões de débito para adolescentes Current.

As gerações mais jovens também são mais propensas a dizer que gostam de opções de pagamento que não envolvem dinheiro em espécie ou cartões em restaurantes. E a maioria das pessoas com menos de 30 anos prefere usar cartões em vez de dinheiro, inclusive para transações de menos de US$ 5.

 

Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2018/08/07/afastem-se-millennials-e-a-vez-da-geracao-z-abalar-a-industria.htm


A Mari apresentou para nós um assunto bem diferente na Parada Criativa de hoje: os influenciadores artificiais. Se você ainda não sabia da existência deles, leia o texto abaixo e saiba mais quem são essas pessoas que estão ocupando grandes espaços no mundo da propaganda.

 

O que define um influenciador digital? A grosso modo, um influenciador é alguém popular dentro de uma ou mais plataformas digitais. Essa popularidade vem pelas mais diversas razões, quase sempre devido ao conteúdo produzido, o nicho representado, o papel de liderança… Ou seja, pela influência gerada dentro de uma comunidade de pessoas.

Mas e se isso for aplicado a uma persona criada digitalmente e que não existe “no mundo real”, ela também seria um influenciador? Tecnicamente sim, e marcas como Dior, Prada e Supreme já estão usando desses influenciadores artificiais em seus projetos.

Um dos casos mais conhecidos é o da modelo Shudu Gram. Criada pelo fotógrafo britânico Cameron-James Wilson, que pretendia apenas um modesto projeto de arte, Shudu é sul-africana e modela para a Fenty Beauty, marca de cosméticos da cantora Rihanna.

Com 140 mil seguidores no Instagram, a modelo virtual já recebeu propostas de outras empresas que a querem como garota propaganda, mas, segundo Wilson, novos contratos só serão assinados se mantiveram a originalidade da modelo.

? . . #digitalart #3d #clo3D #daz3d #thediigitals

Uma publicação compartilhada por Shudu (@shudu.gram) em

Embora seja “a primeira supermodelo digital do mundo”, como apresenta a descrição em seu perfil, Shudu é superada em números por outra influenciadora artificial, Miquela Sousa: 19 anos, de Los Angeles, com pai e mãe definidos, modelo de campanhas para marcas como Supreme, Prada e Diesel, e ativista de causas sociais. Sua conta no Instagram soma mais de 1,3 milhões de seguidores.

Miquela é a criação virtual de Trevor McFredies e Sara Decou, que ela chama de pais, mas que na verdade são os fundadores da startup Brud, um estúdio transmídia especializado na criação de narrativas comandadas por personagens digitais. A modelo é, por sinal, o projeto de maior sucesso da startup.

Drip Drip ?

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É claro que a questão sobre a influência de um “não humano” sobre pessoas reais é levantada, mas para as empresas que já trabalham com esses influenciadores artificiais, o esquema não é nada diferente do já usado com os reais. Há sempre uma equipe de pessoas trabalhando por traz dos perfis famosos que acompanhamos nas redes sociais, e com os personagens virtuais é a mesma coisa.

Outro ponto interessante é que tudo é muito claro, ninguém está sendo enganado: marcas e público sabem que esses influenciadores não são pessoas reais. Mesmo que apenas como um ponto em sua descrição no Instagram, Miquela mostra em seu perfil que não é humana – “19/LA/Robot”. É bem verdade que grande parte dos seguidores da modelo pode não ter se atentado à descrição, mas ela está lá.

Do ponto de vista financeiro, o contrato com um influenciador artificial não sai, necessariamente, mais barato que o de um influenciador comum. Nos Estados Unidos, os preços cotados para as campanhas com personagens virtuais variam de US$ 5 mil a US$ 100 mil, dependendo da tecnologia necessária para o projeto, o nível de detalhes gráficos e outras especificidades do acordo.

A vantagem, porém, é que a empresa contratante tem menos trabalho e dores de cabeça. Não há questões de horário em agenda, exigências pessoais e tantos outros pontos que envolvem a negociação com influenciadores reais, principalmente com celebridades. Basicamente, a marca encomenda o ensaio, por exemplo, e o recebe pronto.

Summer ? . Tag someone below that would rock this style! . @ulihoumism . . #art by @cjw.photo . . #thediigitals #3dart

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O que define um influenciador digital? A grosso modo, um influenciador é alguém popular dentro de uma ou mais plataformas digitais. Essa popularidade vem pelas mais diversas razões, quase sempre devido ao conteúdo produzido, o nicho representado, o papel de liderança… Ou seja, pela influência gerada dentro de uma comunidade de pessoas.

Mas e se isso for aplicado a uma persona criada digitalmente e que não existe “no mundo real”, ela também seria um influenciador? Tecnicamente sim, e marcas como Dior, Prada e Supreme já estão usando desses influenciadores artificiais em seus projetos.

Um dos casos mais conhecidos é o da modelo Shudu Gram. Criada pelo fotógrafo britânico Cameron-James Wilson, que pretendia apenas um modesto projeto de arte, Shudu é sul-africana e modela para a Fenty Beauty, marca de cosméticos da cantora Rihanna.

Com 140 mil seguidores no Instagram, a modelo virtual já recebeu propostas de outras empresas que a querem como garota propaganda, mas, segundo Wilson, novos contratos só serão assinados se mantiveram a originalidade da modelo.

Embora seja “a primeira supermodelo digital do mundo”, como apresenta a descrição em seu perfil, Shudu é superada em números por outra influenciadora artificial, Miquela Sousa: 19 anos, de Los Angeles, com pai e mãe definidos, modelo de campanhas para marcas como Supreme, Prada e Diesel, e ativista de causas sociais. Sua conta no Instagram soma mais de 1,3 milhões de seguidores.

Miquela é a criação virtual de Trevor McFredies e Sara Decou, que ela chama de pais, mas que na verdade são os fundadores da startup Brud, um estúdio transmídia especializado na criação de narrativas comandadas por personagens digitais. A modelo é, por sinal, o projeto de maior sucesso da startup.

É claro que a questão sobre a influência de um “não humano” sobre pessoas reais é levantada, mas para as empresas que já trabalham com esses influenciadores artificiais, o esquema não é nada diferente do já usado com os reais. Há sempre uma equipe de pessoas trabalhando por traz dos perfis famosos que acompanhamos nas redes sociais, e com os personagens virtuais é a mesma coisa.

Outro ponto interessante é que tudo é muito claro, ninguém está sendo enganado: marcas e público sabem que esses influenciadores não são pessoas reais. Mesmo que apenas como um ponto em sua descrição no Instagram, Miquela mostra em seu perfil que não é humana – “19/LA/Robot”. É bem verdade que grande parte dos seguidores da modelo pode não ter se atentado à descrição, mas ela está lá.

 

Fonte:https://www.b9.com.br/95635/influenciadores-artificiais-marcas-ja-tem-usado-influenciadores-nao-reais-em-seus-projetos/