Iniciando como forma de contato entre amigos, as redes sociais atualmente ocupam um importante espaço na estratégia de marketing das empresas. A questão é: como se destacar nesse cenário tão concorrido?

Esse é um dos assuntos que a Parada Criativa da semana aborda, despertando diversos questionamentos pertinentes na área. Quer saber mais? Confira o texto que a Júlia trouxe para nós:

 

O Tom de Voz da marca é a personalidade que a sua empresa expressa por meio dos canais de comunicação. Ele precisa permanecer consistente no site, nos perfis das redes sociais, emails, descrições de produtos e em todos os lugares que utiliza para interagir com seus clientes.

Preço justo, qualidade no atendimento e inovação não fazem mais parte da lista de diferenciais competitivos de uma empresa. Esses são atributos obrigatórios para qualquer empresa que deseja ter sucesso com um produto ou serviço no mercado. Mesmo assim, toda empresa tem uma personalidade, que podemos chamar de Tom de Voz da marca.

A personalidade de uma marca vai além de sua Visão (responsável por nortear a organização) e a Missão (a razão pela qual a empresa existe). Ela envolve os princípios que sua empresa deve seguir no momento de se comunicar e no jeito único de falar, independente do canal e do formato de conteúdo.

Nesta introdução já trouxemos alguns pontos que fazem parte do conceito. Mas afinal, o que é realmente o Tom de Voz da marca? Toda empresa precisa definir isso? E qual o impacto dele no trabalho de Marketing Digital?

Vamos tirar essas e outras dúvidas a partir de agora!

Como podemos definir o Tom de Voz da marca?

Para entender o que o Tom de Voz significa, é importante definir esse conceito e compartilhar exemplos. E é justamente por isso que convidamos uma super profissional referência do mercado, eleita por duas vezes a Melhor Profissional de Marketing do Brasil, para descrevê-lo de forma simples.

É isso mesmo! Para detalhar o que é o Tom de Voz da marca, convidamos a Camila Renaux, consultora, professora e palestrante que no seu dia a dia de trabalho lida diretamente com a aplicação prática do conceito.

Definição do Tom de Voz da marca, por Camila Renaux

O Tom de Voz é justamente a transposição adaptada do jeito de uma marca se comunicar a partir de quem é, na vida real, para sua comunicação, inclusive a Digital – na qual os diálogos e o relacionamento são potencializados e se tornam muito mais marcantes e presentes. 

O uso de expressões, o slogan e características próprias e marcantes fazem com que sua marca seja autêntica, transmita credibilidade e gere identificação. Além de tudo isso, torna a marca mais humana e mais real. Por isso, construir o “Jeito de Ser” e o Tom de Voz é tão importante para alcançar resultados!

Expressões como “vem comigo“, ou “se joga” e “esse conteúdo é grátis, não tem glúten e faz super bem” fazem parte do meu dia a dia. Por isso procuro inserir em todos os meus conteúdos, assim como o fato de sempre terminar um texto ou vídeo com uma mensagem positiva, de incentivo a quem me acompanha. Esses detalhes tornam minha narrativa única e totalmente coerente com meu Tom de Voz

Sua marca, sua empresa, você e sua equipe tem uma forma de falar que vai além das simples palavras:

    • São agitados e dinâmicos?
    • Calmos e pacientes?
    • Explica no detalhe ou vai direto ao ponto?
    • Quais são os valores que guiam a empresa ou sua atuação profissional que a tornam única delimitam esse “tom” e essa “voz”?

O conjunto dessas respostas deixa claro qual o Tom de Voz usado e que vai indicar como trabalhar os elementos de comunicação.

Por que é importante fazer essa definição?

Com o conceito mais claro, precisamos entender agora por que esse é um elemento tão importante para qualquer empresa. E para falar sobre isso, trouxemos mais uma convidada que trabalha diretamente com ações relacionadas ao Tom de Voz da marca que representa. É a Stephanie Celentano, Head de Conteúdo do BTG Pactual digital.

Nas palavras de Stephanie:

A importância do tom de voz de uma marca é similar à da personalidade de uma pessoa.

O Tom de Voz da marca define a forma de se relacionar com os clientes e transparece o seu posicionamento, seja ele bem humorado, leve, com tom mais corporativo, entre outros.

Sua aplicação permite ainda a construção de uma comunicação própria e exclusiva, sempre de forma coesa com a identidade da marca. A uniformidade no discurso, linguagem e estética são importantes bússolas no despertar do reconhecimento e, muitas vezes, do afeto, por parte do público.

Manter o Tom de Voz deve ser uma preocupação constante da marca

Gerenciar o Tom de Voz é uma parte fundamental para alcançar um posicionamento unificado em todas as suas comunicações, sejam elas internas e externas.

Assim como é importante se preocupar em ter uma aparência consistente em termos de design nas suas peças de publicidade e Marketing, também precisamos garantir que o conteúdo de todas essas mídias pareça vir de uma única fonte.

Sabemos que na operação de comunicação e Marketing diversas pessoas irão desenvolver materiais e conteúdos representando a marca. Nesse caso, ter um documento com a descrição completa do Tom de Voz vai funcionar como um guia e um direcionador na criação de cada um.

No fim, seguindo esse documento, todos conseguirão comunicar com o mesmo tom.

Como construir o Tom de Voz da sua marca?

A Camila Renaux também compartilhou uma dica sobre como construir esse Tom de Voz e ter ele implementado de fato nos canais de comunicação da empresa. Veja a seguir o que ela diz.

Para ajudar a organizar tudo isso e personificar a marca, crie um questionário sobre o “Jeito de Ser” da sua marca, envolvendo a equipe, líderes e gestores. São perguntas para trazer ideias e definir a maneira que a marca fala, escreve e se comporta.

Entre as perguntas, você pode pedir informações simples sobre como todos enxergam o posicionamento da marca:

      • É tímida ou extrovertida?
      • Como dá Oi?
      • Como se despede?
      • Fala no plural, usando o nós ou no singular, em primeira pessoa?
      • Que termos costuma usar?
      • Quais termos não usa?
      • Existe alguma marca que tem uma personalidade semelhante à nossa?

Uma pergunta que torna ainda mais fácil de determinar a visão de cada um: se a sua marca fosse uma pessoa comum ou uma celebridade, quem ela seria?

Esse planejamento economiza tempo na hora de produzir conteúdo e transmite muito mais verdade e credibilidade. Então invista energia nessa etapa e colha os frutos de ser percebido de forma única por quem te acompanha. Ah, e não esqueça de envolver a equipe! O processo é de pessoas para pessoas.

 

Descobrindo e evoluindo a personalidade da sua marca

Um ponto importante a destacar é que a personalidade da marca está em constante amadurecimento. Em cada fase, a forma de se comunicar pode provocar um sentimento diferente para o seu público, que percebe e reage de diferentes formas ao estímulo promovido por uma campanha de email, por exemplo.

Para você se relacionar de maneira mais pessoal e deixando claro seu posicionamento, podemos dividir essa definição da voz e do tom como partes separadas que juntas vão formar o guia que precisa ser seguido em toda comunicação.

Voz da marca

A voz de uma marca é a declaração de missão. Ou seja, qual é a razão de sua empresa existir? A voz é a personalidade de sua marca e pode ser descrita através de um adjetivo.

  • Por exemplo: positiva, sincera, engraçada, animada.

Encontre os adjetivos que melhor descrevem sua marca e você terá encontrado a sua voz.

Tom da marca

Já o tom é a aplicação dessa missão. Na prática, uma marca possui uma voz e muitos tons para refinar essa voz.

Lembrando que a voz é o macro de como você se comunica com seu público/persona, e o tom é individual através das conversas, dos canais e das interações que sua empresa faz.

  • Por exemplo: útil, informativo e claro.

Relação do Tom de Voz com Marketing Digital

Para você, esse papo até aqui parece mais relacionado com branding e marca do que com Marketing Digital? Mas saiba que ter uma posição clara ajuda e muito na aproximação de sua empresa com sua persona e seu público.

Implementar o Tom de Voz da marca em todas as ações de Marketing Digital traz benefícios como:

  • possibilita a criação de conteúdos cada vez mais alinhados;
  • aumenta sua autoridade no mercado;
  • torna a empresa mais próxima do público.

produção de conteúdo é um dos principais pontos da estratégia digital de uma marca. Mas uma dúvida comum é como ela pode traduzir os pontos de seu posicionamento e também os valores que acredita através dos conteúdos?

É para isso que existe a construção da voz e do tom de uma marca. Através disso, a marca consegue se expressar de maneira autêntica, e também cria uma conexão com suas personas através de seus canais de atuação, seja um blog, site, mídias sociais ou campanhas de mídia paga.

Vamos agora trabalhar para encontrar o tom de sua marca nos vários tipos de conteúdos que serão produzidos? Veja um exemplo:

 

1º passo: Identifique todos os canais que sua empresa atua:

  • Instagram;
  • Facebook;
  • Google Ads;
  • Orgânico (blog).

2º passo: Liste todos os tipos de conteúdo produzidos:

  • Fotos no Instagram;
  • Webinars;
  • Textos para blog/site;
  • Textos para assessoria de imprensa;
  • Posts para Facebook;
  • Slides para palestras.

3º passo: Construa a persona da sua marca

  • Características: simpática, inspiradora, professoral;
  • Tom: honesto, direto, científico;
  • Linguagem: simples/complexa, divertida/séria;
  • Propósito: entreter, educar, vender, informar.

Com essas definições rápidas você já consegue produzir com um Tom de Voz unificado em todos os canais.

Trabalhando o Tom de Voz de maneira segmentada

Há também a possibilidade da sua empresa decidir trabalhar com um Tom de Voz específico para cada canal de comunicação. Para exemplificar como isso funciona, confira alguns modelos:

Exemplo 1

Tipo de conteúdo: Que tipo de publicação é?

  • Um post no Instagram

Leitor/Persona: Para quem você está falando nesta mídia?

  • Potenciais clientes e profissionais de marketing.

Sentimentos do leitor: Que tipo de conteúdo o receptor espera quando está usando essa mídia?

  • Encontrar conteúdos interessantes e informações relevantes de forma rápida.

Seu tom deve ser: Como seu tom deve ser nessa mídia? (use adjetivos)

  • Útil, informativo e claro.

Exemplo 2

Tipo de conteúdo: Que tipo de publicação é?

  • Post para blog

Leitor/Persona: Para quem você está falando nesta mídia?

  • Potenciais clientes e profissionais de Marketing.

Sentimentos do leitor: Que tipo de conteúdo o receptor espera quando está usando essa mídia?

  • Encontrar conteúdos interessantes e informações relevantes sobre sua indústria.

Seu tom deve ser: Como seu tom deve ser nessa mídia? (use adjetivos)

  • Informativo e estratégico.

Como exemplo, você tem esse próprio conteúdo que está lendo!

Viu como é fácil? Agora aplique em todos canais de comunicação de sua empresa e crie um manual de produção de conteúdo de sua marca.

Hora de colocar em prática!

Desenvolver seu tom de voz vai enriquecer não só a experiência dos seus clientes e Leads, mas também vai possibilitar a eles conhecer mais sobre sua empresa e quais valores ela busca passar para seus consumidores.

Criar uma conexão entre sua marca e sua audiência é essencial para se tornar autoridade e gerar mais resultados. A voz e o tom possibilitam desenvolver esses pontos.

Agora que você sabe construir sua voz, só precisa alinhar seus conteúdos e manter o planejamento de suas próximas ações de Marketing Digital.

 

Fonte: https://resultadosdigitais.com.br/blog/tom-de-voz-marca/


Iniciando como forma de contato entre amigos, as redes sociais atualmente ocupam um importante espaço na estratégia de marketing das empresas. A questão é: como se destacar nesse cenário tão concorrido?

Esse é um dos assuntos que a Parada Criativa da semana aborda, despertando diversos questionamentos pertinentes na área. Quer saber mais? Confira o texto que a Júlia trouxe para nós:

 

Importante ressaltar que pensar fora da caixa não está diretamente atrelado a buscar ideias mirabolantes e que custem fortunas. Por vezes, algo simples pode ser o caminho correto.

Vocês sabem o que aproxima marcas como Red Bull, Magazine Luiza e Nestlé? Todas elas buscam estabelecer uma estratégia de marketing digital inovadora, que foge do senso comum. Essas empresas falam no seu cotidiano sobre transformação digital e não sobre gestão de redes sociais. E isso nos leva a uma reflexão mais profunda, porque essa disciplina está dentro da chamada economia criativa e tem se tornado a moeda do momento.

 

Dentro desse contexto, inovação e digital são temas presentes nas rodas de discussão dentro das companhias. A grande questão, porém, é como pensar no digital criando estratégias que fujam do lugar comum, sem perder o foco de se descolar dos concorrentes e ao mesmo tempo, chamar a atenção do consumidor. E, claro, de forma a ter uma entrega garantida e resultados mensuráveis e alinhados ao objetivo da implementação.

 

Por outro lado, pesquisa desenvolvida pela Pwc mostra que 89% dos brasileiros afirmam que o fator que mais impacta na decisão de compra é a experiência. Assim, é possível concluir que é preciso entregar experiências diferenciadas, pois há quem pague mais para ter produtos inovadores e nesse campo essa visão do digital é imprescindível para as estratégias das marcas.

 

Importante ressaltar que pensar fora da caixa não está diretamente atrelado a buscar ideias mirabolantes e que custem fortunas. Por vezes, algo simples pode ser o caminho correto. Veja o exemplo do Google. Quando ele foi criado, nasceu apenas para ser um site de buscas e vejam no que se transformou.

 

Inovação não é sinônimo de tecnologia, assim como ter uma programação de quantidade de posts que será trabalhada em um mês, com qual investimento de mídia será destinado, também não é o significado de presença e projeto digital.

 

Assim, identificar soluções criativas e inovadoras no que tange o digital é ir além do raciocínio natural pensando no mercado em questão. Ele exige que os executivos responsáveis pelas estratégias das empresas e todos os envolvidos com a marca consigam ter contato com “mundos” diferentes para que se tenha uma nova perspectiva além de se encontrar ideias onde menos se espera.

 

Por isso, é natural entender que essa busca por oportunidade para que se consiga distanciar do lugar comum passa, obrigatoriamente, pelo conhecimento detalhado do público-alvo, de seus hábitos de consumo e, ao mesmo tempo, entender como formatar algo que gere valor para essas pessoas, fazendo com que elas atuem favor do seu resultado esperado.

 

Encarar os desafios propostos pode ser salutar porque obriga o profissional a sair de sua zona de conforto. Ao agir dessa maneira, passa a existir uma interação com as pessoas e uma troca de experiências que é sempre bem-vinda na medida em que o marketing digital é movido a tentativas e erros. Eu preciso criar a campanha, medir os resultados e perceber se estou no caminho certo.

O ponto focal é entender que qualquer estratégia digital a ser adotada só fará a diferença se levar em consideração o comportamento do consumidor que, no dia a dia, acaba sendo influenciado por fatores pessoais, sociais e culturais.

 

Pensando um pouco mais profundamente, podemos destacar que pensar fora da caixa exige criatividade que prima pela inovação e disrupção, que leva a quebra de padrões e paradigmas. Isso porque o conceito de marketing digital parece ser claro, mas, ao mesmo tempo, é extremamente subjetivo e desse modo, a questão central é como extrair o máximo de cada ação desenvolvida no ambiente online.

 

Mesmo sabendo que os principais canais digitais são blogs, sites, motores de busca, as redes sociais, canais de vídeos, é possível imaginar formatos diferenciados ou mesmo encontrar meios de utilizar essas ferramentas de maneira eficiente.

 

Na prática, é fazer um exercício diário de se questionar sobre as reais necessidades da empresa e como gerar a eficiência máxima, com o mínimo de dinheiro desembolsado. Em um mundo Instagramável, por exemplo, cada indivíduo conectado ao Instagram pode ser considerado uma mídia de influência para a sua rede. O Brasil é o segundo país que mais usa a plataforma e o terceiro que mais a acessa. Ou seja, por vezes, é mais interessante pensar em ações que despertem o público para o compartilhamento da mensagem desejada (gerando buzz e mídia conquistada com um único investimento) do que estruturar um plano de mídia em torno de posts frios que resultarão em métricas hiper objetivas e sem o benefício de uma experiência atrelada. Qual dos dois cenários é mais agradável para quem está do outro lado?

 

Fonte: https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/bruno-busquet/38527/te-desafio-a-olhar-o-digital-fora-da-caixa.html


Segundo dados da Booking.com, que realizou uma pesquisa com mais de 22 mil viajantes de 29 mercados, incluindo o Brasil, e em mais de 195 milhões de avaliações de hóspedes verificados, uma das tendências para o futuro das viagens é um aumento do número de viajantes que já estão na terceira idade geração mais aventureira e mais saudável.

 

A melhor idade viajará mais e acompanhados pelos netos:

Oito em cada dez (81%) dos avós concordam que se sentem rejuvenescidos ao passar tempo com os netos. Além disso, 70% deles acreditam que os pais precisam, de vez em quando, tirar uma folga dos filhos.

Portanto, o fato de que hoje as gerações mais velhas são mais saudáveis, mais aventureiras e estão mais dispostas a permanecerem jovens e ativas, aliado a predisposição a reviver essa juventude junto aos seus netos, gera uma forte tendência de que esses comecem a viajar mais acompanhadas dos netos.

 

São tendências também:

– Viagens com maior interação com a população do local: cultura, costumes, cuidados com meio ambiente, o ‘slow tourism’ que propõe uma mentalidade de ecorresponsabilidade, preocupação com a questão do desenvolvimento sustentável, interesse pela agricultura engajada, que segue um caminho ponderado, orgânico, pelo desenvolvimento local, ligado à cultura e ao patrimônio, aos deslocamentos sem pressa.

 

– Gastronomia local: a gastronomia local também será destaque, uma vez que 78% dos brasileiros entrevistados consideraram importante consumir alimentos produzidos localmente quando estão viajando.

 

– ‘Slow Travel’ (desaceleramento): tendência para viagens lentas atrai cada vez mais – mais que um modo de viajar, trata-se de uma filosofia, onde o importante é explorar um destino e sua cultura com mais tempo, em imersão, substituindo o avião pelo trem, ou carro, ou navio, tudo para apreciar melhor o caminho e não apenas o destino final.

 

– Reconexão com a natureza: tudo que é ao ar livre se encaixa aqui. É mais uma prova de que as novas gerações têm buscado esse lifestyle de muitas formas. Buscas com temas como “Dicas para pesca de lago” ou “Técnicas de sobrevivência na natureza”, além de palavras-chave como “acampar” ou “cozinha outdoor” têm se destacado.

 

– Espaço para Pets: quase dois terços dos brasileiros (65%) que têm um bichinho de estimação e dizem que seu pet é tão importante quanto um filho – o número é 10 pontos acima da média global (55%). 51% desses brasileiros com animais de estimação concordam que, no próximo ano, a escolha de seu destino de viagem dependerá da possibilidade de levarem ou não seus pets junto. Mais do que isso: um número ainda maior (59%) diz que estaria disposto a pagar a mais por uma acomodação pet-friendly.

 

A tecnologia como aliada

Em 2020, mais recursos tecnológicos ajudarão os viajantes a escolher seus próximos destinos. Segundo previsão da Booking.com, devem despontar novidades que utilizam inteligência artificial e outras tecnologias para oferecer sugestões personalizadas de destinos, hospedagens e passeios. Não a toa: de acordo com a pesquisa, 7 em cada 10 (73%) dos brasileiros entrevistados esperam que a tecnologia os supra com sugestões de viagens surpreendentes e experiências totalmente novas. Além disso, 59% dizem que usarão um app para deixar sua viagem mais prática – seja no planejamento ou já com o pé na estrada.

Fonte: Booking.com


Como o mundo dos games pode se relacionar com o marketing de influência? E de que maneira a Netflix pode considerar como um dos seus principais concorrentes um jogo? Descubra na Parada Criativa que a Mari trouxe para nós!

 

Se você é fã de games ou cultura geek provavelmente já ouviu falar — mesmo que não se lembre agora — do nome Fortnite.

Até mesmo quem não se interessa tanto pelo assunto pode ter entrado em contato com o jogo sem ao menos saber: figuras conhecidas no universo do esporte, como o jogador da seleção de futebol da França, Antoine Griezmann, e o lutador de UFC, José Aldo, comemoraram suas vitórias fazendo referência ao jogo.

O game, que atingiu a marca de 1 bilhão de dólares em faturamento em apenas dez meses, se transformou em um completo case de sucesso no marketing. Sim, é isso mesmo que você está lendo!

Quer descobrir como o “fenômeno Fortnite” aconteceu? Então acompanhe nosso post!

 

Como o jogo funciona?
Antes de compreender as estratégias de marketing que fizeram parte da história do jogo, entenda o que é o game e como ele funciona.

Fortnite é um jogo eletrônico que foi lançado no ano de 2011 pela empresa Epic Games. No entanto, a versão que viralizou e conquistou fãs ao redor do mundo foi lançada há pouco tempo, em setembro de 2017!

Para você ter um pouco da noção do sucesso do jogo, a Epic divulgou que, em junho de 2018 (apenas 9 meses depois do lançamento), já haviam 125 milhões de usuários registrados.

O número é muito bom e representa um forte teor de viralização, o que reforça a capacidade do jogo em atingir uma grande quantidade de pessoas em um curto período de tempo.

O principal objetivo do Fortnite é vencer os adversários em combates. As partidas podem acontecer em modo “solo”, em dupla ou em equipes de até quatro jogadores. Para se dar ainda melhor nos confrontos, o personagem pode explorar o cenário do jogo e conquistar recursos, buscar itens específicos e construir edificações, por exemplo.

É importante estar sempre atento ao mapa, fundamental para aproximar os jogadores em momentos oportunos para os combates.

A dinâmica do Fortnite, que faz parte do modo Battle Royale, é popular entre games e consiste basicamente em três pilares: sobreviver (e ser o “último homem de pé”, ou seja, o vencedor), explorar o ambiente e coletar recursos e equipamentos. Ou seja: ganha quem ficar por último!

Uma característica muito legal de jogos do gênero é que eles estimulam o jogador a sair ao máximo da sua zona de conforto. Isso é feito a partir da redução das “zonas seguras”.

Quando alguém permanece muito nestes espaços, onde não existe confronto e os jogadores acabam por se esconder, existe a possibilidade de ser forçado a sair das zonas ou até mesmo ser eliminado do jogo.

 

Como o jogo se transformou em um case de marketing?
Após entender como o jogo funciona, você provavelmente ainda está se perguntando sobre a tal viralização.

Afinal, mesmo que se trate de um jogo legal, com gráficos interessantes e de boa jogabilidade, ainda é de se espantar o fato de que o Fortnite ganhou proporções tão grandes em um período de tempo tão pequeno.

Vamos, então, “começar do começo”: no mês de março de 2018, Tyler Blevins, um famoso gamer norte-americano, promoveu a transmissão de uma partida de Fortnite na Internet. Até aí, uma prática comum no universo gamer.

A cereja do bolo estava em seus adversários: os rappers Drake e Travis Scott. Aquela partida bateu recordes em audiência de espectadores, chegando a um número de 635 mil pessoas (o recorde anterior era de 338 mil).

Desde então, a popularidade do game aumentou consideravelmente. Outro evento responsável por reforçar sua popularidade foi a Copa do Mundo de Futebol, em junho do mesmo ano.

Uma série de jogadores, na típica prática de comemorar gols fazendo alguma referência (muitas vezes desconhecida, mas que rapidamente viralizam após ter o significado compreendido pelo público geral), mencionaram o Fortnite ao fazer símbolos referentes ao game.

Além do fato do jogo ter conquistado figuras com visibilidade mundial, existiram também estratégias de lançamento e veiculação do jogo muito bem pensadas.

Uma delas — talvez a principal — foi a funcionalidade multiplataforma: por um bom tempo, jogos exclusivamente para computador conseguiram se sustentar de forma excelente. Agora, na era dos dispositivos móveis, é preciso pensar em estratégias que transformem os games em recursos “sempre na palma da mão”.

O Fortnite permite que partidas sejam iniciadas no computador, por exemplo, sendo posteriormente transferidas para algum dispositivo móvel ou console. Ou seja: é ainda mais difícil parar de jogar!

 

O que podemos aprender com o sucesso do Fortnite?
Uma transmissão ao vivo e uma série de jogadores mencionando o Fortnite. A semelhança encontrada entre os dois casos tem nome, e é chamada de marketing de influência.

O marketing de influência é baseado em estratégias que envolvem produtores de conteúdo com grande influência sobre seus respectivos públicos. São os antigos “blogueiros” que, nos primórdios da Internet, já mantinham blogs e começaram a chamar a atenção de marcas.

Naquela época, já era possível perceber o grande alcance de pessoas que dividiam suas vidas e experiências (sejam elas profissionais ou pessoais) na Internet. O público que as assistia era muito fiel e, literalmente, comprava as ideias expostas pelo pessoal na web.

A partir daí, marcas viram uma oportunidade promissora de lucrar ao investir neste tipo de estratégia de marketing, que foge daquelas campanhas publicitárias tradicionais e muitas vezes distantes ou óbvias demais. Comprar algo depois de ver uma propaganda entre o jornal e a novela é uma prática que ficou no passado.

Hoje em dia o que vale é a sensação de confiança e espontaneidade na Internet. Ninguém quer mais ser atraído por anúncios abusivos ou falsos. Os blogs deram lugar aos perfis nas redes sociais — como o Instagram, principalmente — e os blogueiros se transformaram em Digital Influencers.

O mercado, que poucos anos atrás era embrionário, está atingindo números na casa dos bilhões: um estudo de uma agência norte-americana prevê que até 2020 empresas gastarão um valor que transita entre 5 e 10 bilhões de dólares com influenciadores!

Onde queremos chegar com isso tudo? É simples: os influenciadores foram grandes responsáveis pelo sucesso de marketing do Fortnite.

Já citamos outros atributos importantes para que o jogo se tornasse popular, porém, aqueles números estrondosos provavelmente não teriam sido alcançados em um espaço de tempo tão curto se a viralização não tivesse partido de figuras notáveis e com caráter influenciador.

Se inspirar em comportamentos de famosos sempre foi uma característica comum na sociedade, e o fenômeno não foi iniciado com os blogueiros ou influenciadores digitais.

O SAC da Globo, que ocasionalmente divulgava nomes dos produtos/acessórios mais populares nas novelas, é um exemplo. Naquela época, o telespectador via um esmalte, peça de roupa ou qualquer outro objeto de valor que o inspirava de alguma forma. Depois, ligava para a emissora com o objetivo de saber nome, marca, preço e todo o resto que fosse possível. O que mudou? A acessibilidade e rapidez nas quais as informações são divulgadas.

Em questão de minutos já era possível saber que a comemoração do jogador da seleção francesa fazia referência ao Fortnite. E, poucos minutos depois, o jogo já estava sendo iniciado, afinal muita gente quer saber “qual é o jogo que o Drake joga em seu tempo livre”.

Tamanho sucesso e viralização podem nos ensinar muito sobre o poder do marketing de influência, e como empresas que ainda não o exploram podem estar perdendo muito com isso.

Atualmente, existem formas muito baratas e com grande poder de eficiência ao trabalhar com influenciadores. Não é preciso investir milhares de reais na estratégia, e empresas menores podem se aventurar de forma relativamente segura no ramo para, dessa forma, descobrirem se a prática é de fato rentável.

 

Bônus: sabia que até a Netflix considera o Fortnite como uma ameaça?
Por essa você não esperava! A Netflix apontou o Fortnite como um dos seus grandes concorrentes. Sim, isso mesmo!

Um relatório divulgado pelo serviço de streaming deixou a entender que suas principais preocupações não são com concorrentes diretos como a HBO, Hulu ou Amazon Prime, mas sim com um jogo online.

O motivo disso seria o tempo de tela do usuário. Especialistas apontam a ideia de que, além de sair da Netflix para jogar Fortnite, existe um outro problema em questão.

Os interessados em games (que são um número gigante e almejado pelo gigante do streaming) estão deixando de ver filmes e séries para assistirem materiais feitos por produtores de conteúdo relacionados ao jogo. Lembra do que falamos sobre influenciadores? Pois é!

O que podemos aprender com tudo isso é que, além de qualidades técnicas, qualquer produto — seja ele um jogo, seja objeto de valor ou fruto do entretenimento — só vai sobreviver com louvor quando existe uma boa estratégia de marketing desenvolvida.

Não sabemos até onde o Fortnite trabalha com influenciadores e como isso é feito, porém, espontaneamente ou não, investir nessas figuras é um grande acerto.

 

Fonte: https://rockcontent.com/blog/fortnite-sucesso-marketing/


O posicionamento de empresas diante de pautas e causas sociais pode ser motivo de grandes discussões. Sobre o assunto, a Nick trouxe para sua Parada Criativa um texto repleto de dados que nos fazem refletir a respeito.

 

Em um mundo onde questões políticas se colocam cada vez mais presentes, fica difícil fugir do debate e se manter “em cima do mudo”. Questões ambientais, questões sobre direitos LGBT, questões sobre imigrantes, questões sobre direitos dos animais: afinal, as marcas devem abordar tais problemáticas e se posicionarem claramente ou devem se manter neutras, longe do debate público?
Muitas marcas, de início, acreditam que o melhor é não tomar partido, visto que assim poderia desagradar uma parcela de consumidores. Para estas, é melhor a neutralidade, para garantir a aprovação, sem erro, de todos os consumidores. Mas um novo estudo, publicado pela Accenture, mostra que talvez a melhor estratégia seja deixar sua posição e valores claros aos consumidores-cidadãos.
A pesquisa “Global Consumer Pulse” da Accenture Strategy mostrou que 83% dos consumidores brasileiros preferem comprar de empresas que defendem propósitos alinhados aos seus valores de vida. Eles dispensam aquelas marcas que preferem se manter neutras. O estudo falou com 30 mil consumidores ao redor do mundo, sendo 1.564 brasileiros. Os dados mostram que as marcas que informam ao público sobre seus propósitos, demonstram comprometimentos com causas e se colocam no mundo para além de seus produtos têm mais chance de atrair consumidores e influenciar decisões de compra.
No Brasil, 79% dos consumidores disseram que querem que empresas e marcas se posicionem em relação a assuntos importantes em áreas como sociedade, cultura, meio-ambiente e política. Além disso, 76% disseram que suas decisões de compra são influenciadas pelos valores propagados pelas marcas e pelas ações de seus líderes. Em outro ponto da pesquisa, 87% dos brasileiros afirmaram desejar que as empresas sejam mais transparentes sobre a origem de seus produtos, as condições de trabalho de seus funcionários e a questão de testes em animais.

 

Poder na mão dos consumidores
Os brasileiros também acreditam que têm poder para interferir no sucesso de uma empresa através de protestos caso não concordem com suas práticas e valores. 79% acreditam que boicotes à marca ou críticas nas redes sociais podem ser importantes e decisivos para empresas mudarem de atitude. A “desistência” diante da empresa também é uma realidade. 65% afirmaram que já pararam de comprar uma marca após ela “trair suas crenças”.

 

Casos recentes
Recentemente, algumas marcas têm tomado partido em temas contemporâneos, seja de forma mais discreta (o valor defendido pela marca está mais sutil, no plano de fundo), seja de forma mais explícita (tal posicionamento está no centro de determinada campanha). Esses casos não conseguem fugir do embate de ideias: sempre haverá consumidores que aprovam a posição da marca e consumidores que desaprovam. A diferença é que algumas marcas conseguiram escapar de “campanhas de boicote” ou críticas massivas organizadas, enquanto outras não.
A Magazine Luiza, por exemplo, se posicionou contra o feminicídio e mostrou que defende a bandeira feminista no último 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Nos EUA, o McDonald’s também resolveu entrar no debate do feminismo. Por lá, as críticas foram grandes, na mesma proporção que os elogios. Uma marca que também dividiu opiniões foi o Burger King, ao fazer um comercial sobre “poliamor”.
Também nesse ano, foi a Gillette nos EUA que causou o maior abalo sísmico ao abordar feminismo, machismo e masculinidade tóxica. Apesar dos muitos elogios, homens se uniram para pedir boicote à marca e criticar a campanha, que consideravam ofensiva ao sexo masculino.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/marketing/brasileiros-marcas-valores-pessoais/


Você já sentiu que sua memória não está tão boa quanto era há um tempo? Essa sensação é cada vez mais comum, e na Parada Criativa do Chico nós descobrimos algumas das possíveis razões!

 

A tecnologia muda a maneira em que vivemos no nosso dia a dia, como aprendemos, e a maneira em que usamos a nossa capacidade de atenção.

Pare um pouquinho e tente lembrar-se da última vez que você decorou o número de telefone de alguém.
Será que já faz muito tempo, talvez em 2001? E qual foi a última vez que esteve em um jantar ou conversando com os amigos e pegou o seu smartphone para achar no Google a resposta à pergunta de alguém? Provavelmente na semana passada.
A tecnologia muda a maneira em que vivemos no nosso dia a dia, como aprendemos, e a maneira em que usamos a nossa capacidade de atenção – e um volume crescente de pesquisas sugere que ela possivelmente afete profundamente a nossa memória (principalmente a memória de curto prazo ou memória de trabalho), alterando-a e em alguns casos e até prejudicando suas funções.
É difícil exagerar as implicações de uma memória de trabalho fraca no funcionamento do nosso cérebro e no nosso nível geral de inteligência.
“A profundidade da nossa inteligência depende na nossa habilidade em transferir informações da nossa memória de trabalho, um tipo de bloco de notas do nosso consciente, para a memória de longo-prazo, que é o sistema de arquivamento do mente” escreveu Nicholas Carr, autor do livro The Shallows: What The Internet Is Doing To Our Brains, na revista Wired em 2010.
“Quando fatos e experiências entram na nossa memória de longo-prazo, somos capazes de tecê-los numa trama de ideias complexas que enriquecem o nosso pensamento”.
Enquanto a nossa memória de longo prazo tem uma capacidade praticamente ilimitada, a memória de curto-prazo tem espaço de armazenamento limitado e essa capacidade é muito frágil.
“Uma quebra na nossa atenção pode apagar o seu conteúdo da nossa mente”, explica Carr.
Novas pesquisas também revelaram que tirar fotos – uma prática cada vez comum na nossa cultura obcecada pelo smartphone – acaba prejudicando a nossa habilidade de lembrar aquilo que estamos capturando com a câmera.
Você está preocupado com a perda de memória prematura? Provavelmente deveria estar. A seguir relacionamos cinco coisas que você deve saber sobre como a tecnologia está afetando a sua memória.

A sobrecarga de informação dificulta a retenção de informação.
Até uma única sessão de uso da Internet pode dificultar o armazenamento de informação na sua memória, diz Erik Fransén, professor de ciência da computação no KTH Royal Institute of Technology da Suécia.
E ainda de acordo com Tony Schwartz, especialista em produtividade e autor do livro The Way We’re Working Isn’t Working, a maioria de nós não consegue administrar de forma eficaz a sobrecarga de informação com que somos bombardeados constantemente.
Quando a memória de trabalho está com sobrecarga digital, é como um copo de água transbordando. Schwartz explicou o fenômeno em uma entrevista ao The Huffington Post em Junho:
“É como um copo em que se derrama água continuamente o dia inteiro, então o que estava ali na parte de cima acaba derramando à medida que mais água é derramada no copo. Estamos constantemente perdendo a informação que acabou de entrar – pois estamos constantemente substituindo-a e não há espaço para guardar o que já estava dentro. O resultado é uma experiência muito superficial; você só tem o que está na sua mente naquele momento. E é difícil as pessoas metabolizarem e entenderem a informação porque há tanta coisa vindo em sua direção e isso é muito atraente. Você acaba sentindo-se sobrecarregado porque o que você tem é uma quantidade infinita de fatos sem uma maneira de conectá-los em uma história que faça sentido.”

A Internet está se tornando um “HD externo” do cérebro.
Pesquisas mostram que quando sabemos que um dispositivo ou ferramenta digital irá lembrar alguma informação para nós, estamos menos propensos a lembrar dela nós mesmos.
Um artigo recente da revista Scientific American descreveu a Internet como uma espécie de “HD externo do cérebro”, explicando que o aspecto social da lembrança tem sido substituída por novas ferramentas digitais.
A lembrança é, historicamente, um processo social – lembramos de certas coisas e as compartilhamos com os outros, e por outro lado, dependemos de outros para nos lembrarem das coisas que esquecemos.
De certa forma, delegamos tarefas mentais como a lembrança de fatos para outras pessoas do nosso convívio social, explica a Scientific American, mas agora podemos contar com a Internet para cumprir essa tarefa.
“A Internet muda tudo,” afirmou a Scientific American. “Com acesso online praticamente constante, muitas pessoas fazem uma busca primeiro no smartphone ao invés de ligar para um amigo”.
Clive Thompson, autor de Smarter Than You Think, explica que agora, ao invés de recorrermos à sabedoria da nossa tribo social, estamos usando ferramentas como o Google e o Evernote ao invés de “ligar para um amigo”, como fazíamos antes, quando precisamos de alguma informação.
“Estamos tratando essas ferramentas como amigos com memórias incríveis que geralmente estão ao nosso dispor”, Thompson escreveu em um artigo na Slate. “Nosso ‘binômio íntimo’ agora inclui um cérebro de silício”.

A distração dificulta a formação de memórias.
A atenção é um elemento chave para a formar memórias fortes. Sabe todas aquelas mensagens de texto e tweets que você mandou durante aquele filme ontem a noite?
Talvez você não consiga lembrar muitos detalhes quando um amigo te perguntar sobre o filme em alguns dias.
“O esquecimento… é um sinal de quão ocupados estamos,” disse Zaldy S. Tan, diretor da Clínica de Disfunções da Memória do Hospital Beth Israel Deaconess Medical Center, em entrevista à revista Seleções (Reader’s Digest).
“Quando não estamos prestando atenção, as memórias que formamos não são muito robustas, e temos problemas em acessar essas informações posteriormente”.
Em uma pesquisa realizada ano passado na MIT, foi identificado um circuito neural que ajuda o cérebro a criar memórias de longa duração, e esse circuito mostrou-se mais eficaz quando o cérebro está prestando atenção ativamente àquilo que está olhando.
Vários estudos também descobriram que quando estudantes fazem várias outras coisas enquanto fazem a tarefa de casa, acabam entendendo e retendo menos informações.

A sobrecarga de informações nos impede de ver o todo (e depois os detalhes).
O professor de física da Harvard John Edward Huth escreveu no New York Times em Julho que a Internet talvez afete o nosso senso de significado mais do que percebemos.
Ele explicou que uma dependência excessiva na tecnologia tende a nos estimula a isolar informações sem encaixá-las em um esquema cognitivo mais amplo.
“Infelizmente, muitas vezes atomizamos a informação em pedaços que não se encaixam em uma estrutura conceitual maior”, escreveu Huth. “Quando isso acontece, nós relegamos o significado das informações aos guardiões do conhecimento e elas perdem o seu valor pessoal”.
Mas nós necessitamos dessa história mais ampla para nos ajudar a lembrar do detalhes menores. Muitas vezes precisamos desse contexto mais abrangente para fixar o detalhe na nossa mente.
Na psicologia, isso é conhecido como o paradoxo Baker-baker. O paradoxo recebeu o nome de um experimento em que os participantes foram colocados em dois grupos e mostrados a foto de um homem – um grupo recebeu a informação de que o sobrenome do homem era Baker, enquanto o outro grupo recebeu a informação de que ele era um ‘baker’, palavra em inglês que significa ‘padeiro’.
Depois de algum tempo, ao verem a imagem do homem novamente, pediu-se que tentassem lembrar da palavra associada à imagem.
O grupo que havia recebido a palavra com a ocupação do homem, teve mais facilidade em lembrar da palavra.
Tem tudo a ver com o poder do contexto: quando pensamos em um padeiro, outras imagens e o esboço de uma história vem à mente (aventais, cozinha, pão fresquinho), enquanto que o sobrenome Baker existe isoladamente, sem fazer parte de um contexto maior.
O que isso significa? Se você perde a visão do todo, dessa história mais ampla, é capaz de perder os pequenos detalhes também.

A memória dos millennials está rapidamente se degenerando.
Dados recentes mostram que os “momentos gagá” (quando a pessoa tem um branco, fica confusa) são cada vez mais comuns entre pessoas mais jovens, e acredita-se que são causados, pelo menos em parte, pela dependência excessiva na tecnologia.
Uma pesquisa de 2013 do Instituto Trending Machine revelou que os milenni (geração com idade entre 18 e 34 anos) estão mais propensos do que aqueles com mais de 55 anos a esquecer qual é o dia da semana (15 por cento x 7 por cento) e onde colocaram as chaves (14 por cento x 8 por cento).
A geração Y, outra denominação para os millennials, esquecem até de tomar banho (6 por cento) com mais frequência do que os idosos.
Os crescentes níveis de estresse (que também pode estar relacionados à constante conectividade) podem estar contribuindo para o fenômeno também.
“O estresse muitas vezes leva ao esquecimento, depressão e falta de discernimento”, Patricia Gutentag, terapeuta familiar e ocupacional, em uma coletiva de imprensa sobre a pesquisa.
“Encontramos índices mais altos de diagnósticos de TDAH em jovens adultos. Essa é uma população que cresceu fazendo múltiplas tarefas ao mesmo tempo usando a tecnologia, muitas vezes combinada com a falta de sono suficiente, que são fatores que resultam em altos níveis de esquecimento”.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/ciencia/como-a-tecnologia-esta-destruindo-a-sua-memoria



A busca pelo primeiro lugar, pela excelência, pode ter suas armadilhas. É sempre importante se questionar dos prós e contras das nossas atitudes em busca de qualquer objetivo. Leia a Parada Criativa da Vane e entenda como ser engajado e feliz é melhor do que ser o “campeão” em tudo.

 

Quantas vezes você já ouviu de famosos ou até mesmo de desconhecidos: “Não aguento mais a pressão que me colocam para ser o melhor no que eu faço” ou “Não suporto mais as críticas por eu não conseguir ser o melhor”.

Quantos jogadores de futebol, nadadores, lutadores ou outros atletas são duramente criticados por não conseguirem serem os melhores em suas modalidades? Não conseguirem aquele Prêmio de Melhor do Mundo ou uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos?

Um exemplo é a Ronda Rousey, ex campeã peso galo feminino do UFC. Ela defendeu 6 vezes o cinturão, tornando-se muito comentada mundialmente. Após perder APENAS uma luta – para americana Holly Holm – e consequentemente a perda do cinturão, Ronda revelou no ano seguinte à sua batalha, em um programa de televisão, que pensou em suicídio por não aguentar as críticas sobre ela. Aí eu te pergunto: que pressão é essa por ser o melhor?

Só existe um melhor. Logo, todos os outros são fracassados. Tem certeza disso? Então o segundo lugar do pódio é um símbolo de fracasso? O medalhista de bronze deveria esconder o rosto pela vergonha por ser homenageado pelo seu péssimo desempenho? É claro que não!

Os gurus da motivação querem que você seja um frustrado, porque pessoas frustradas possuem uma forte tendência em comprar os milagres que esses próprios gurus gostam de vender.

Entenda, você não precisa ser o melhor, você precisa é ser muito bom naquilo que faz. Isso o levará a conviver com pessoas competentes e inspiradoras, que o impulsionarão a ir além e ser melhor a cada dia.

É muito óbvio dizer isso, mas preciso relembrar: NINGUÉM é o melhor. A pessoa, a empresa, a organização, o time pode ESTAR o melhor, mas isso não o eterniza como tal. Saber viver os altos e baixos da vida é que nos torna bem-sucedidos em qualquer área. Saber reconhecer os erros e acertos farão você melhorar a cada dia. Você não precisa ser melhor, o mais rápido, nem o mais esperto, você só precisa ser muito bom naquilo que você faz.

Seja muito bom, melhore a cada dia, trilhe o seu caminho… Colocar na sua mente que você precisa ser o melhor, vai te trazer frustração, ansiedade e muita angústia. E dessa forma você não se sentirá realizado.

Você não precisa ser o melhor, só precisa ser engajado em ser feliz no caminho!

 

Fonte: http://www.alexandreprates.com.br/voce-nao-precisa-ser-o-melhor/


Buscar inspirações e referências pode ser algo muito positivo, mas precisa de alguns cuidados. A prática de benchmarking vem para auxiliar no crescimento das empresas com base em seus concorrentes, e é este o assunto da Parada Criativa da semana, que te dá dicas de como aplicar essa tática em seu negócio.

 

Mire nas melhores práticas do mercado e faça sua empresa crescer mais com o benchmarking!

 

Todo empreendedor que sonha grande quer sua empresa em uma melhora contínua. Mas como ter êxito nessa busca incessante pela excelência se não se tem parâmetros, se não se tem referências do que é a perfeição? Como chegar ao Éden se não se sabe o caminho? A verdade é que a grama do vizinho é sempre mais verde em algum ponto. E a resposta está nessa palavrinha em inglês que aprofundaremos aqui: benchmarking. Ela significa mirar permanentemente o “estado de arte” na gestão, buscando as melhores práticas do mercado e ganhando sempre maior poder competitivo.

 

O que é benchmarking?

O benchmarking é uma das mais relevantes estratégias para aumentar sua eficiência. Em tradução livre, pode ser traduzido como “ponto de referência”. Trata-se um minucioso processo de pesquisa que permite aos gestores compararem produtos, práticas empresariais, serviços ou metodologias usadas pelos rivais, absorvendo algumas características para alçarem um nível de superioridade gerencial ou operacional.

 

O benchmarking encoraja as empresas a pensarem além de suas limitações, a buscarem fatores-chaves que aumentem exponencialmente sua competitividade.

 

É importante ressaltar que não se trata de uma simples imitação, mas da capacidade em enxergar as melhores práticas e adequá-las às peculiaridades de sua companhia. Se você tem uma padaria rústica e baixos resultados, mas sabe que no bairro vizinho existe uma concorrente cheia de glamour, com filas quilométricas a qualquer hora do dia e resultados robustos, ao buscar entender seus métodos e incorporá-los à sua padaria, você estará, de maneira inconsciente, fazendo benchmarking.

 

Quais são os tipos de benchmarking?

  • Benchmarking interno: busca pelas melhores práticas adotadas dentro da própria empresa (filiais-modelo, departamentos que desenvolvem metodologias inovadoras, etc);
  • Benchmarking competitivo: nesse formato, o foco é a análise minuciosa das práticas da concorrência, visando superá-las. É difícil de ser efetuada, tendo em vista que as empresas não costumam “vazar” seus segredos tão facilmente aos rivais;
  • Benchmarking funcional: nesse caso, o que é comparado é o processo de trabalho entre as organizações, ainda que a comparação esteja sendo feita com organizações de segmentos diferentes;
  • Benchmarking de cooperação: duas empresas estabelecem uma parceria, compartilhando informações de seus processos. Também ocorre quando uma empresa “modelo” abre as portas de alguns processos para o aprendizado de outra. Isso pode ocorrer quando duas companhias têm distintos pontos de excelência ou quando uma dela permite o conhecimento de outra por razão de prestígio, notoriedade, etc.

Quais são as etapas da implementação do benchmarking?

  1. Análise interna: avaliação minuciosa dos processos internos e práticas empresariais. Entender primeiro o que somos para compreender como melhoramos;
  2. Identificar as empresas “de excelência”: pesquisa inicial para conhecer os grandes players do mercado;
  3. Definir métodos e estratégias para captura de dados: como o segredo dessas grandes empresas chegará até a sua organização. Parcerias e convênios podem ser algumas das saídas;
  4. Análise de mercado: conhecer as melhores práticas da concorrência dentro do que precisa ser melhorado;
  5. Identificação de lacunas de desempenho: etapa de comparação, propriamente dita;
  6. Projeção de níveis de desempenho futuro para fechamento das lacunas identificadas: quais as metas para melhoria de processos e qual prazo de alcance;
  7. Implementação de ações específicas de adaptação;
  8. Retroação: reavaliação contínua, sempre tomando por base os melhores do momento.

Quais são as vantagens e desvantagens de se fazer benchmarking?

Vantagens

  • Melhorar o conhecimento que a organização tem de si mesma;
  • Aprimorar seus processos e práticas empresariais para chegar o mais próximo possível da “perfeição”;
  • Motivar sua equipe para alcançar objetivos realizáveis, já atingidos por outras empresas;
  • Ganhar maior conhecimento do mercado;
  • Aprender com os campeões;
  • Buscar redução de custos, aumento na produtividade e ampliação na margem de lucro, etc.

Desvantagens

  • Deve-se tomar cuidado para adequar as metodologias e práticas observadas ao contexto da empresa. Somente transpor (copiar) sistemas, pura e simplesmente, com certeza conduzirá a empresa a resultados nulos;
  • Benchmarking interno possui campo de visão limitado;
  • Um eventual excesso de foco na concorrência pode fazer a empresa perder sua própria identidade. Deve-se ter, portanto, o cuidado de adaptar o que for melhor, sem perder suas características mais marcantes.

Exemplos de benchmarking

Gol Linhas Aéreas: trouxe ao Brasil o modelo de gestão “low cost” tomando por base empresas internacionais que já trabalhavam nesse formato, como a irlandesa Ryanair e a inglesa EasyJet. Custos mínimos, por meio de retirada de algumas benesses de seus voos (como refeições gratuitas), cobranças por escolha de assento, além de taxas mais altas por excesso de bagagem: tudo isso em troca de passagens por preços muito abaixo dos praticados pelos concorrentes.

 

Xerox: pioneira na utilização das técnicas de benchmarking, a fabricante norte-americana desmontava os equipamentos de suas concorrentes nipônicas Cânon e Nashua, para descobrir como elas conseguiam comercializar seus produtos a preços inferiores aos seus.

 

Assolan: fabricante de produtos de limpeza, a Assolan, embora tenha nascido 10 anos antes da sua maior rival, a Bombril, conseguiu evitar ser preterida no mercado por meio de análises profundas acerca dos processos utilizados pela sua maior concorrente.

 

No Japão, utiliza-se com frequência uma palavra no meio corporativo, chamada “dantotsu”, que significa algo como “lutar para se tornar o melhor”. Benchmarking é isso: é encontrar os pontos mais fortes dos melhores do seu segmento, buscando superá-los no dia a dia. É enxergar as falhas de seus rivais e entender porque elas ocorrem, aprendendo com os erros alheios. É um profundo processo de inflexão focado na inovação incremental e contínua, em todos os âmbitos da empresa, com o objetivo de atingir a excelência integral na organização.

 

Já ouviu falar que não se aprende a voar vivendo em terrenos de galinhas? Pois é, quem quer ser grande deve mirar sempre as melhores práticas, os gigantes, os mais poderosos players de seu segmento, destrinchando seus processos por meio de análise de mercado e adaptando esse aprendizado ao contexto de sua empresa. Os limites estão na mente de quem os delimita. Por isso, mangas arregaçadas e sonhos largos, ok? Ah, e olho na concorrência: deixe as modernas técnicas de benchmarking ajudar sua empresa a crescer!

 

Fonte: https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/benchmarking/


Quando dizemos “o futuro é agora”, a afirmação é mais real do que pensamos. Já imaginou um robô feito para prever as emoções humanas? Isso já é uma realidade! Confira a Parada Criativa da Mari e descubra mais:

 

O que alguns criativos temem está começando a acontecer. Embora com o envolvimento da agência The&Partnership London, a próxima campanha da marca de automóveis Lexus, que começará a ser veiculada na Europa a partir da próxima semana, será a primeira escrita por uma inteligência artificial, segundo os envolvidos.

Batizado “Driven By Intuition” (Guiado pela intuição), o filme para divulgar o sedã Lexus ES foi dirigido pelo escocês Kevin Macdonald, que venceu em 2000 o Oscar de melhor documentário por “Um dia em setembro”, brilhou com “O último rei da Escócia” e este ano teve indicações em duas categorias do Cannes Film Festival por “Whitney”.

A campanha explora a importância da intuição entre homem e máquina para divulgar características do modelo: um carro que responde intuitivamente às intenções do motorista, mudanças de rotas e condições do trânsito.

O roteiro do filme de 60 segundos foi escrito pelo primeiro “Criativo IA”, da The&Partnership, um roteirista construído em colaboração com o parceiro de tecnologia Visual Voice. A inteligência artificial também tem apoio da ferramenta Visual Recognition, do Watson, da IBM, e foi treinada com 15 anos de conteúdos publicitários dignos de Cannes Lions, segundo a Lexus, além de ser preparada com dados de inteligência emocional da plataforma de vídeos Unruly, para aprender sobre os anúncios que mais se conectavam com os espectadores. A IA foi, também, orientada sobre intuição por um experimento feito sob medida para a agência por cientistas da University of New South Wales. O estudo explora o que torna alguém intuitivo, assim como a forma que pessoas com altos níveis de intuição respondem a anúncios de automóveis.

Entre os aprendizados da AI sobre os ingredientes que tornam um comercial de carro perfeito estão: o carro não precisa estar em movimento, a não ser que isso seja parte da história; o trajeto deve ser periférico à história; personagens deveriam ter um designador emocional, por exemplo, um marido ou pai, acima de um motorista ou engenheiro da marca (e o uso de crianças ajuda a elevar a emoção da peça); expressões faciais fortes são mais poderosas que linguagem forte (os anúncios são mais efetivos quando o uso da linguagem oral é limitado); o uso de um ponto de virada é importante para manter o movimento da história e o interesse, e isso deve envolver um evento inesperado.

A narrativa é rica em emoção humana e não se distingue de algo escrito por um ser humano, mas tem detalhes curiosos, como dar ao carro sensibilidade, afinal é uma máquina contando a história de outra máquina ganhando vida. O roteiro mostra o trabalho de um “Takumi Master” (como a Lexus no Japão chama as pessoas responsáveis por manter a filosofia artesanal do design de seus produtos), que trabalha diligentemente no novo modelo, até liberá-lo para o mundo. Mas o carro é “sequestrado” e quase destruído. No momento crucial, o veículo como que ganha vida para evitar esse destino e é aí que são exibidos a engenharia e design que o tornam o modelo mais intuitivo do mercado, segundo a companhia.

“Quando recebi o roteiro, o drama na história me convenceu de seu potencial. O fato de a IA ter dado ao carro essa capacidade de sentir colocou nisso uma espécie de combate e tê-lo fugindo ao pôr-do-sol foi uma resposta emocional. A forma charmosamente simplista com que escreveu a história foi fascinante em sua interpretação da emoção humana e ainda inesperada o suficiente para dar ao filme um limite não-humano”, comentou, em comunicado, o diretor Kevin Macdonald.

Já Vincent Tabel, diretor de marca da Lexus na Europa, afirmou que a companhia adora explorar as fronteiras da tecnologia e design, motivo pelo qual queriam fazer algo totalmente diferente. “O ES é tanto intuitivo quanto inovador, então, queríamos um anúncio que refletisse isso. O filme resultante ultrapassa nossas expectativas em relação ao que uma IA é capaz, de sua criatividade à emoção humana”, afirmou Tabel.

 

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2018/11/20/lexus-veiculara-campanha-criada-por-inteligencia-artificial.html